terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cálice de Porto



Solto de corpo, forte trago posto a nu!...
Displicente,
Um cálice de Porto.
Aquele a quem não minto, onde o sentimento de mágoa é simplesmente um acto de esquecimento;
Esqueço quem sou, esqueço quem tu és e ambos esquecemos o que aqui estamos a fazer, fundes a minha ilusão, tornaste a ilusão, sendos meu vives a história como um dramaturgo que em mim adormeceu e sonha que está a viver o seu próprio final amargo e doce, sabendo que o fim inebriante, escorre devagar gole por gole pela garganta acariciado, submisso, envergonhado, absorto... meu cálice de Porto;
Mais que o melhor dos néctares, a minha boca seca num querer , num trago fundo, só pelo raro gosto do vicío, o teu cheiro, o teu sabor preciso de veludo na maciez que vem da boca, da somente minha siena e pálida embriaguez...



*foto retirada da net

3 comentários:

Jorge Oliveira disse...

Eu bebo um copo contigo...

Jinho
Jorge

Sonia Schmorantz disse...

A nostalgia do texto, não fosse a razão pela qual se escreve, é tão linda!!!
Um abraço

Um Olhar disse...

Na entrega o amor perfuma a vida, palavras que se escondem em silêncios cúmplices de um entender que só o corpo e a alma sentem. Bastante sentido este teu poema.

Um bjo
Fatima