segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

 
Não espero nada de 2013, somente escrita e um imaginar alagado. Não espero equinócio ou solstício mas sim o vinho que fermenta dentro de mim em palavras submarinas que mergulham e embriagam-me as curvas, na boca…

Luisa Demétrio Raposo, ás 15:08 do último dia de Dezembro, 2012.

sábado, 29 de dezembro de 2012

ao Jota, para o Jota, sempre, num largo pensar, o Eros onde as minhas àguas sempre se apagam


 
«Margulhando ne l tou sal, l miu mundo eimenso, plural, anchindo las mies chichas an znudas eiternidades abiertas.
{La hora, fecunda, adonde ardien ls pensares i todas las nuossas dambas fames}
l SOL, scorrindo, fugindo, ne ls mius suonhos eirotizado ne ls matorrales adonde repástio i scuolho siempre aparar, oubliquamente antre lhaçadas i anclinaçones.
An boç pequeinha, cuncubinas, las frases, las... falas que ne l falo bómban la chicha redonda, sfericamente l sangre spesso, ne ls panhos que bistes a caliente, debelgando l alhagado íman húmado múscalo, na mais cumplexa scuridade, la grieta adonde chiçpan i s’anchárcan l burmeilho de las manos i l aire adonde crecistes, adonde se lei, bagina;
 
{nas puntas, antre i entra la lhéngua, deitando se ante ls beiços arquitetos, marmurando trasparéncias, abaixo, a la salida, a las raízes adonde you scundida, arreculo i, tu, oupido muordes antre cuçpinhas que zabotónan, sexo a sexo}»

Mergulhando no teu sal, tu, o meu mundo imenso, plural, preenchendo as minhas carnes em nuas eternidades abertas.

{A hora, fecunda, onde ardiam os pensares e todas as nossas mútuas fomes}
o SOL, escorrendo, correndo,  nos meus  sonhos erotizado  nos   matos  onde repasto e escolho sempre poisar,  obliquamente entre laçadas e inclinações.

Em voz pequena, concubinas, as frases, as falas que no falo bombeiam a carne redonda, esfericamente o sangue compacto, nos tecidos que vestes a quente, vergando o alagado íman húmido músculo, na mais complexa escuridão, a vulva cavidade onde faíscam e encharcam-se o vermelho das mãos e o ar onde crescestes,  onde se lê, vagina;

{nas ponta, entre e entra a língua, deitando-se entre os lábios arquitetos, murmurando transparências, abaixo, á saída, ás raízes onde eu escondida, recuo e, tu, erguido mordes entre salivas que desabotoam, sexo a sexo}

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


SOLIDÃO______raizes pátios a escada que me liga á dolorosa floresta que é o viver

 O CORPO a árvore uma cripta que me entala a cada estoupa os buracos

 Nas fendas largas  os raios infindáveis e as minhas MÃOS  choram choram choram choram  húmidas

  Na  BOCA  a paralisia repetida  repetida sempre repetida  a  queimar-me  o  chão abaixo na sombra

Na flor morre-me por vezes o grito

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

“fulminante esse teu mundo interno que se exprime num ramo de sal ponteagudo em formas abaixo do silêncio.
um pénis, sonâmbulo, no centro, curva o instante e os teus olhos contra o entro e o pensar.
Nos gemidos as falésias, entre o volume cru e da boca, a minha, brotam os quentes veios da nua flor interna, sangrando, cá dentro, sangrando terrivelmente águas claras, pelo escuro das linhas que voam entre o espaço e as braçadas trancas, alagando toda a minha inspiração”

luisa demétrio raposo
retirado da obra, CASSIOPEIA E O JARDIM SEPARADO
“entre o sal e o sangue é o troço da água é a raiz que aprofunda as  abertas  a carne que irrompem da noite num buraco completamente vivo”


luisa demétrio raposo

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

imagino tantas vezes poder deixar a carne e alimentar-me somente nas minhas palavras das palavras enquanto larvas. imagino-me a riscar o sangue, bravio, entre as mãos e o fogo, sonhando sonhando... transparente, avançando pela solidão imagino.

luisa demétrio raposo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Natal já fez mais sentido para mim, sem o consumismo de outras eras, o mais importante é o que nos enche a Alma e não o que nos veste o corpo ou a casa, embora seja importante algum conforto, mas se a Alma estiver a morrer de fome, de sede, dinheiro ou presente algum nos reconfortará em lugar algum no mundo.
Nada nos preenche mais que o Amor, a Paz e a Luz que precisamos para nos aquecer o inteiror. não está á venda, nem precisa, ela brilha dentro de nós, só precisamos de sentir...

(todos os dias, nem que seja só por alguns segundos____e não só no Natal)

para mim, hoje, impera a união familiar, a união entre todos e o tudo... a Vida, pela Vida, Una!...

Abraço,

Luisa Demétrio Raposo

domingo, 16 de dezembro de 2012

5...

"A boca alarga-se, no sugar dos veios, o sexo, desordenando os meus textos fálicos. Consumindo o falo, alojando-o no meu telhado húmido, onde o tesão esmaga o buraco contra o gosto, aquele que arde na foz da minha língua, essa malicíosa península que fixa todo o de leite: ida e volta.
Léxico o pénis, satura o amargo, nas ondas centrais, a boca, desdobrando o cio, feroz, numa imagem
dura, quente, pura, garganta a cima garganta a baixo comendo, dentro, uma lavra quente dentre a sua força unida e rápida, onde o branco, entre as letras é, esmagado.
Teu pénis, bebe, no fundo da minha garganta, roséceas e o longo marulhar que vem aos lábios numa só palavra…"

in CASSIOPEIA E O JARDIM SEPARADO/2012
Luisa Demétrio Raposo

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

4


O  mundo é o meu instante imenso, a ponte, o grande céu, as genitais em escarpas… o abismo, que nas manhãs respondidas se incrusta nos meus orgãos doces__________ repousando,  logo ali, o terrível sangue, deslumbrante,  húmido, oculto, denso, afiando  toda a minha carne em solidão e montes, radiando soberbo  as madeiras e o deitado ferro, perfurando-me as internas noites que  oiço gritar, aqui, dentro.  No progredir do ar coagulado, acetilene. Entre linhas arquejantes de dentro de um pavor que me consome e me veste em laçadas, os dias e a dilatação de um destino ao qual estremeço.

luisa demetrio raposo
in cassiopeia e o jardim separado

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O PÉNIS

Sôfrego,
Quando por mim roça!
Cio, a tua pose grossa!
De impulsos carnais!
Quando farto,
(adormece ou retouça)
E nunca é grosso demais!...

in RESPIRAÇÃO_DAS_COISAS__/
luisa demétrio raposo

 
Era uma vez um desejo, cresceu e ficou maduro, na  boca, a minha,  inclinada  sobre o silêncio debaixo dos raios onde a tua braguilha amadurece. o sangue, teu,  pula e  o desejo me prende. Cega. Cega.  Soando entre as saídas onde o pensar dá voz aos buracos e as mãos remexem montanhas e todas as florestas da carne.
 
luisa demétrio raposo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


 
A carne, o grande abismo maduro. a muralha pródiga da Alma. o corpo, é um templo curvilíneo, um manual interminável que  no cosmo  foi  há muito, despenhado.


luisa demétrio raposo
in________________________CASSIOPEIA__E__O__JARDIM___SEPARADO__/

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

«No escuro húmido, o fornicar, em seu monóculo, sonha com o vergar dos sexos implantados, entre as asas soberanas, a cauda circula redonda onde o branco geme, voando entre as entranhas de um arco geométrico»
luisa demetrio raposo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

lepidopteras_____II


Ardem em mim todas as tuas pontes. O hálito ateando-as com a boca cheia de águas e hordas humanas, se curvam em desejos e arrancam todas as tuas portas enfrentando o nada no abandono do simples movimento das ancas. Teu rosto, maduro e estreito domina todas as minhas trilhas. Os regatos respiram a escrita, coalham em nossos laços. A raiz da de floração abraçada ao fôlego e á veia de mármore, esse Zeus que se despenha sobre as antropofagias.
Ânfora, em barro escarlate, nas desdobradas, a voz interminável dos gritos consumando os consumidos sítios. Teu beijo se desmata e o óleo cândido que nos aquece o som e se transmuda na matéria e um raio inebria a sephora visível de um orgasmo dentro da devorada. Os planetas pendidos pelo clarão dos nossos epicentros. Unidos. Entre as temperaturas, a lentidão e os aromas ordenados no só compasso.
Novos caminhares refazem a atmosfera em que nos deitamos, novos limbos, internos, novas palavras se encharcam e ao mesmo tempo traçam e se tornam translúcidas. O amor tombando em forma de água furiosamente sobre o interior, de abismo em abismo cada som sente cada porvir…

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Naifa & Epílogo em Vénus



A vagina rasga-se porque tem um espelho dentro. Cortante e a dilatação dos dias aos quais eu estremeço. Arde a região e a musica é uma bala de poro em poro ferrando os lábios, soldando o  meu corpo minado e matando a escuridão em mim outrora morta. O  sangue luminoso, pulsando entre as estrelas e os dois menbros que cravados vou recebendo. Um pénis giratório, um coração cheio, um pedregulho, estanque na vertingem de um espasmo  que juntamente esmaga a massa e retira ao ar um rasgão; duplamente sou devorada por palavras  rapidissímas, selvagens e desabrochadas. Martelos de pedra, que desentranham em mim uma vontade alta, embocaduras, silêncios das traqueias ateiam o centro e os ascendentes de todas as tempestades prematuras.

 Se rasga o ânus sobre a esférula de quem em mim grita, sucessivo e atinge um auge e ainda outras coisas maiores.

 Por detrás se reviram  gestos e o espanto recamado atinge o ímpeto e outras massas maiores, de vida lenta, explodem. Sente-se a dor dispersa e um se lugar estabelece

 Fecundo na sua crua clandestinidade.

 o barro violento de um amanhecer, irrompendo  auroras que nos dois incandescentes  tumulos absorvem e me apertam até ao bater  dos pulmões, onde a noite colocou um degrau  e o golpe que ainda freme numa outra imagem muito mais  larga, central de um ferro em brasa entre as persinanas das costas  e que se  vai contorcendo  á minha volta, no desenvolvimento que trespassa a trasladação do abismo túmido. Tranco. Tranco-os entre as mandibulas erogenas e submissas dos leitos.  Cabelos  sentados em migrações arborizam e  avassalam-se  pelo louco sangue, um  vermelho incêndio talhado entre as duas águas concorrentes, furiosas onde a animalidade me encharca entre os fintos poema liricos derramando  derramados.

Sou, então um lugar carregado. e um mar entremeia-me do escuro através dos seus dois olhos brancos que entre as temperaturas fluxas das seivas. se Inclinam. Nada pára pára nada tudo se rima e  os astros fornicantes se afastam porque o sal se faz raiar fundo.

Não espero mais nada, somente a  escrita a um imaginar fiado. Não espero equinocio ou solstício mas sim o perfume de um vinho que fermenta dentro de mim, vagaroso entre meus dois  (di)amantes.

 Luisa Demétrio Raposo
in Cassiopeia e o Jardim Separado/ a editar

quarta-feira, 24 de outubro de 2012



“Sou um lugar em desordem onde curvas se despenharam e os matos se escoaram. Eu, sou neste mundo, um único verbo. O Inferno entre imagens e árduos poemas.
Eu, a fenda feminina, que arranco dos lábios a boca e o nada.
No meu olhar habita um leopardo, e no corpo toda a íntima geografia é pólvora.
A escuridão exalta-me o sangue em pedras rotativas, dando-me poros aos poros e meses onde desabrocha a rua em pequena carne “
Luisa Demétrio Raposo
30 de Setembro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

uma greta em garbo





"Na maturação, os dedos ornatos, onde a carne se atiça, existem anais, a ingnição das palpebras na mente que arde. Lábios a horizonte e línguas que se devastam, no cio envolvem barro e o bárbaro lodo da boca que se dissolve na outra boca, dúctil.

...

[O meu acto é uma audição, transbordante, que não quero perder]

As coxas,
moças ínsulas, fervendo, convexas, no olhar difícil que se assoma nas linha nobres. A pele estala, oxida-se, entre os centauros nervos, essas massas maduras que despenteiam, tensas, as florações pélvicas.
Geme o cio, potente, alto. Pêlos, delineações abertas, sobre as resinas transparentes que pausadamente ensaiam na desarrumação, o silêncio.
Arqueija-se o colo fanático, gemendo. Defronte. no lamber intenso, as cividades balouçando, o espaço se alargando em hiemais. Os relâmpagos albergando-se na sêmola, interminável, o escuro onde a noite sombria vê crescente a saliva, numa exaltação de leite.
O Garbo. Poderio . Absinto, exótico, que se afunda, e me devora delicada, frenética, a vulva,
esse arco húmido.
Centígrada, a língua entra em contorno explosivo, atando e desatando as linhas estreitas da minha boca ao sexo, debaixo da uma fome que me come e me funde por inteiro, ao oficio curvo, a funda, tua, fêmea, esse pétreo sítio onde se de rama o leite no refluxo da Secreta forja, recôndida, onde um minado rio se mistura ao teu sal erógeno."

in Cassiopeia e o Jardim Separado/ a editar
Luisa Demétrio Raposo
 



Na insubordinação dos meus dias, estou só e exilada do meu sentir, só!
Só e obtusa, na violência emaranhada, o sentir redondo, a destilação escarlate, o silêncio, esse monologo esconderijo onde os meus partos anárquicos suturam triângulos e saltos em atmosferas estuantes.
Estancada. Desarticulada. Mortiça, a cor confusa que plaina a História.
Grito! Encarniçando o sangue irresoluto. O desespero, a massa do silêncio. O ar que engole e reúne alcateias manipuladoras para em mim libertar tempestades.
Escuto-me, em circunvalação. A voz tecla… o hálito vertical.
As profundidades incontidas. A estátua do meu sal arando, ínvias ignorantemente...

Luisa Demétrio Raposo

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

 
 


– Porquê cantar se podemos gemer!?
Penso a noite molhada!

[tentando perturbar o fogo que voa em mim]

...
O som, extenso dos dez dedos nus, que pelo stique
da respiração inspiração escorregam, lambendo-me
num bárbaro caligrafar, a suspensão de um espaço lento,
distraído no jogo da pele, no rego, a confundir. Me.
Somente u pintor orgástico sobe pela (minha)
selvática voluta. Exalando o meu nardo sentir...
Vejo as colinas dos dedos, descalços, as minhas
paragens salgadas, onde sustém o furor que se adivinha
entre si. Entre mim!
Surgem as ideias, por linhas quentes, que une o
ar em labaredas libertinas.

– O dedo estala em cima dela...!

Desejo corre. Corre desejo, e devora depressa,
em si mesmo, procurando transcrever o que o corpo,
no meio, em amplos bebedouros, permite.
O grito fracturou a ingénua vacilação, o cio, e o
texto excitasse a si próprio , na mão que o detem abrutamente,
no flagelo alto ao ritmo.»

in NYMPHEA

"Entre a loucura e a minha ilusão vive ansiedade, a mulher que me estrangula as palavras fortes e impacientes.
Clavicordia, sangra-me fabulosas letras que me atravessam os rins superlativos e intensos saídos nus murais dos neurónios. Por vezes amo, amo--a, na sua masculinidade profunda e aterradora, num
ousar leve da fantasia quente que no meu ânus o seu pénis gravitacional voa, pousa, talha, poro a poro,
milímetro e milímetro...
Incandescente, estremece-me o antro e os mastros, dentro, na vagina central, na folha do nu papel... onde... espasmódica a palavra erecta e curvilinea, rebenta, rebentando-me em erotismo, sulfurias de sexo que aperto em ulmos, em textos, erotisando-me silêncios e ambiguidades... equilíbrios e demências,
desabrochadamente."


in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo

No sentir que é meu, os lábios anónimos pulsam em continuo nexo, um árduo pensar, boca , eu, boca residência, boca, alta, boca, escarlate, emboca a imagem
artesiana que a palavra possui em lentas lambidelas ansiosas, prisioneiras do Sal Sol, bilíngual... que em mim se consomem em desarrumação, e no acto de lamber suave, criam, vozes côncavas e se fecha o mar clítorial, erecto navegando em largas letras que o sentir das guerlas, abrasa. Escoando-me lunações
e aureas profundas outrora em mim fechadas...

in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo

**

 
Que silêncio te abisma, pergunto-me eu, dominando- me no meu próprio regaço maiúsculo, pergunto eu na ferocidade de um gesto inalterável pelos anais ressaltando-me o ser. Aquele que distorce e desiquilibra a ordem viva, sustida em forças. Entre mim. Entre a espinha initerrupta das palavras em explosão. Cercadas
de uma inumera masculinidade, que me percorre numa ardente lagoa de carne em Revelação....
Estrangulada. Na serrania dos lábios onde a inspiração se acende cercada
de sexos e génios, onde somente o amargo se despenha e inclina, o mesmo amargo onde as vírgulas se arqueiam, vertiginosas, no urdir, num silêncio implantado
e que eu cômo ou fodo, em tejos impassíveis, em tramas intemporais, revestindo totalmente as palavras que se reproduzem em eternidades, em mundos
àrduos e ainda intactos.

in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo

domingo, 14 de outubro de 2012

Melopeia


 
Erógenas, terrenas, as flautas que erotizam pontos poderosos, amantes memórias, lá no fundo da carne, onde, trémula se esconde a Deusa, a Musa que transborda  o  amanuense  extremo escrever. inscrever. Erótico.

 Lá dentro, missionário, o ar  bate avançando, destelhando. Quente. Olimpo, esse Astro em bruto, o segredo que calcorreia as constelações da una boca em rastros equinócios.

  ah)mar, ah!  Ah)mar, sustém o lume da gôndola, degola dentro, em si, a língua e o sal no interior húmido do genital que vai entornando palavras e outras figuras maiores num recamar em  mundos interiores.

Luisa Demétrio Raposo
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

***


"eu, creio no amor imperiosamente imortal. ardente. inexprimivel. nele se entrelaçam todos os sentidos, todas as peles transparentes, todas as efervescências, rebentações, ferimentos, aguarelas, ideogramas, todas as ribanceiras por onde pretendemos escorregar até ao infinito abismo_______no amor todas as fornalhas se acendem e deabulam pelos efeitos de uma rebentação onde todos os gatilhos disparam."

L. D. R.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

absintos] dois pénis empinados



Cômo um  pénis a sela  de um  (outro) ânus coleccionado em incêndios purulentos. Um par de sombras no auge engomados, no silêncio dos pentelhos nus onde os cios estelares entram e auscultam o pénis em chão delirante. Os moinhos, cordilheiras em falésias transformam as confidencias excêntricas e antecipados da insaciável mutabilidade de um cativeiro epidérmico onde tridimensionalmente ambos os desvãos balançam em transições destemidas...

as mãos em gomos fundeiam a cabeça e os anseios abocanham nas palavras o litoral fertilizado das mós giratórias num desembarcadouro.

invertidos, os pólos espiam o reflexo dos lancinantes pensares. Os lábios imponentes do Pénis em brasa na demarcação embalada. Erógena. Ilimitada. Incandescente. Rastejante. Magnetizando. Aborígene como todos os Pénis são quando unos,  iluminados na cordoagem fatídica de uma imagem forquilha, num rio aceso, nas alfaias exaltadas da inóspita noite.

Aos pares os dois misturam insubordinações vigilantes no cavalgar amplexo que emancipa os sexos negros batedores que libertam as circunferências das madrugadas silenciosas, o sémen liquido em gemas libidinosas que escorrem sobre a gravidade de um lençol pêndulo.

orgíacas eternas de um tesão fresco nas espirais das púbis negras onde ascendem rizomas reservadas ao corrimento interno das erecções emigratórias de um Pénis inexprimível encastoado sobre ogivas pontilhistas e incessantes... de um ânus carnal onde se escoam as escritas e quentes braças paralelas em  catorze persas…

 
Absintos________seguidamente o tempo viúvo do espaço fluvial das nómadas e multiplicadores rugidos explodem no sémen fascicular, no entrecruzar das nádegas colando em álamos todas perseguidas antes desabotoadas...

 
Absintos________gigantes nas florestas púbis, abertas uno ao outro nu outro manuscrito lastro onde eclodem mordeduras e erógenas miragens turvas






Luisa Demétrio Raposo
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

***


os polens, circundos pêlos, frementes na garganta, testemunham o desabrochar,  entrançando a abelha, fechada até então, na corisca madura de uma exaltação_____________________alimentação simples do sexo escarlate.

a colmeia  circula, alinhada, entre  águas lisas e salgadas, destrancando ópticas e as asas vaginais que gaivota(m) sobre o prumo pranto desejo


Luisa Demétrio Raposo

lepitopteras_________________I



Quem que disse que a mulher não tem loucura masculina?”

“ (eus lábios roucos murmuram. tu sorvendo)
Eu consumindo lentamente os inspirados cresceres da língua sôfrega, essa cobra de água salgada, completamente bêbeda que aperto no estalar estreito, na vulva , em gula, inocente na enevoada em chama, as virilhas, essas grandes palavras em chamas.
ORGIAS. Existem tantas a erguer-se cá dentro, em ritmo no cobre subtil das tuas mãos intermináveis. nos desejos que mergulham juntos com as curtas falanges.
Sou (a)naconda. tu minha lídima escoada que empolgantemente lavras a incandescente nata.
Luas mãos rasgam, nádegas e o jugular absoluto. Arrebatando as auréolas dos mamilos atadas sobre, e por nós entumecidas. Húmidas. te abrasam abrasando em requeimadas que chegam aos silos vaginais, enchendo nossos cântaros de boleias, reluzindo entre riscas assimetricamente intensas.

(Sussurrando
apanha-me) apanha-a apanho-te a punho o ar apanho apanhando-te, ocupando o lodo e a loba mira entre as sedas escarlates de um lado ao outro lado o lado que côa e se entorna melífera, quente, nas auréolas bebendo o inchaço trazidos dos ventres.
A garganta se instala; o instante se torna intensamente rápido. Gira assanhando os guaches encarnados girando gira girando gira em circunlóquios e lambendo na escorrentia um percurso saturado lambendo lambo cirando entre os gemidos enclavinhados.

(Emudece
lenta mente) por dentro na minúcia de um minuet. a boca, tua, é a minha península erótica, a salina que dentro, braseia.
Eu, a nua biografia atlântica, o pomar mestiço coberto de polens e polvilhada de ígneos enxofres

(sorvos ilegíveis)

Os seios, ninhos, conspiram, no meio de nós duas, um toque que ascende e desabotoa o labirinto em saias. Desarrumando completamente a sombra urgente que nos consome e une hipnoticamente. Inscrevendo em nós o som das labaredas em expedição pelos corpos suados, tragando os sexos em carnívoras faúlhas.

(o êxtase)

“sobre a intensa loucura dois pénis se constroem entre a eternidade profunda do fogo, num fechar de olhos, na pele arde, em ritmos que esmagam o esgotar, aniquilando tudo e todos os falos são imensos e nos pertencem, grandes, enquanto cegos


quem diz que a mulher não tem loucura masculina?”



Luisa Demétrio Raposo/2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

***


"Nas noites largas, os azuis plantados. O abismo que alimenta as Musas, ponto a ponto, nos furos de um lume estelar estendido entre carnes turvas, nua VULVA________acende-se o cabelo. em redor, grandes os nós e os Astros; tudo em tudo"
Luisa Demétrio Raposo

*



o Desejo é um arpão que na carne lavra.
L.D.R

*

 
"A solidão… raizes, pátios, a escada que me liga á dolorosa floresta que é o viver. A árvore uma cripta, que se deita com as estações… na flor, morre-me, por vezes o grito"


Luisa Demétrio Raposo

**


"escrevo para poder libertar o sangue que se estilhaça despedaçando todas as minhas portas e os meus rios imaginários onde as palavras são barcos espelhos e uma chuva amante . escrevo sobretudo os meus bocados exaltados e a voz insónia que caminha imensa um espaço enorme, negro, onde me afundo para poder reencontrar o caminho, o regresso, o meu dramaturgo sol, oculto, nas pregas predadoras do olhar, esse trovão"

Luisa Demétrio Raposo

*


"Eu, sou neste mundo, um único verbo. O Inferno entre imagens e árduos poemas.
Eu, a fenda feminina, que arranco dos lábios a boca e o nada"


Luisa Demétrio

lávicas enseadas_II


"Nas noites largas, os azuis plantados. O abismo que alimenta as Musas, ponto a ponto, nos furos de um lume estelar estendido entre carnes turvas, nua Vulva________acende-se o cabelo. em redor, grandes os nós e os Astros; tudo em tudo"

Luisa Demétrio Raposo

*


"A poesia, essa seiva que alimenta a vocação do humano. abrindo e fechando seus internos rios separando-lhes a noite e as suas cruas ribeiras internas em veias abrasadas. chamas que lhes escaldam os eclipses e o despedaçar, numa turca Orgia"

L.D.R.

lidíma


Os respirares, aos genitais arrancam vertigens entreabertas, gritando.
Em roncos_________ as paisageennsssss, sobeemmm…!
 
*sinto as tuas deslocadas em mim coadas. Os respirares em desordem (fodem) As mãos na demorada entre as intenções.(fodem) fachadas. Amplaassss.(fodem) Estancam o pulsar. Escoaammm a viagem em cenas, na filmagem animaalll que se organiza entre a peleeee.(fode-me!) Aahhhhhhh__________ o texto flui___________Electrocutando-me a dominaçãaoo.
...

*O arfar dobra-se. E eu. Sento-me sobre o teu estridente tejo e toda a tua eternidade entra dentro de mim. em circunvalação nada o rodo. E os dois em numero aguardam o leite em orbita___________queima-me sobre os milhares e milhares de fundos que percorrem o composto das minhas porcelannaaassss_____________e todas as minhas estancias nuuaaassss
“O astro____________ em força e combustão em volta, na volta esplendendo o oculto e absinto centro, embarcando-nos inteiramente________na arquitétura dos tecidos vivos. istmos.
do corpo;
- Descerra o rosto e o desiquilibrio das seivas que aguardam abertas, os buracos, dilatados entre o meu ventre e o resina do teu cio”
(continua)

luisa demétrio raposo

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

empíreas


dois cálices sobre a cama perfeita, e todo o seu atrevimento alcança. dissipam-se entre os cetins extemporâneos os genitais, esculturas que transmitem os arrebatamentos do meu e teu perímetro sexual.
à entrada, insularmente,as tonalidades purulentas dos tufos negros nos astros e mastros pubianos mudam o cio vibrátil e convulso ocultando a exterior a pele rósea, âncora e devorante, onde se empinam as línguas rápidas que metrificam o oxigénio transitorio do ventre a invadir incestos e um astro terreno a que denominamos quarto lugar, porque nos arrasta para o seu corpete aberto escrevendo em nós a seiva de um só mundo que aperto entre pernas, nas letras deste texto que bate dentro de um tempo o sangue e os instintos de um coração deitado num sitio forte.
o semén orquestra e invade ...

encharcando o silêncio dos nados lábios em circunferencias estonteantes
expiram absintos em pianos de um tranco erótico enclavinhado e desaparelhado sobre o dorso quente do pénis.
A. Àgua Ardente, torrencial apurando cegamente o coito nos canais gráficos em inumeros murmurios e travessias, bordões lucíferos, exaltados bailando em planas emanações.
vergam-se OS estouvamentos nas portas de um beijo, nas escarpadas de um desejo que nos trilhos de um fogo deixaram niquelados ás densidades em combustão...
gracejam-se pálpebras.
e os anis voam, balançando no soluço similarmente entre os sexos agora arregaçados num parapeito odorífero.
crescem as últimas transparencias antes da erosão entre os corpos, que se separam em histéricas respirações...

Luisa Demétrio Raposo

 


 

sábado, 6 de outubro de 2012

lávica enseada



 
Décibeis, sinto-as, na leitura explicita do teu corpo exposto á malévola fervente que se avizinha. sonetos repovoam vermelhos, amargos, fremindo e os adornos brancamente pontilhados, férteis onde o deserto alfabeto rebenta.
Do trono, escarlate, calabouços manobram entre os inumeros paladares libertados, em páginas, nos dias onde eu espero a seiva amante,a que semeia nos meus lábios o prazer em raios e desordens;

“ um beijo é talento na arte de um mundo húmido. relevos que esperavam pelas aberturas de dentro. sentidos ficando em transe, restritos ao corpo exaltando. olhares se contorcendo pintando a atmosfera circundante de lacre e uma curva suspirantemente geme.
Sinto ainda hoje os confins a latejar, o centro, num espelho impaciente, abaixo do meu silêncio, ardendo...
e queimando os quadris abrutamente em incursões cheias de àgua, carcere em lamas vaginais…
O soalho tremia, imortal, no aprofundar dos sóis. No frenético uivar dos verbos que ressucitavam silêncios, deitando sal e coroação em lugares recondidos, alagando insonias e baixios loucos.
O vermelho rasga-se, a meio, os lábios em terramoto abertos beijando-se adentro escrevendo e cruzando as mamíferas temporas que estalavam, maduras, infinitas.

o orgasmo é a máxima recordação que possuo desse  sismo. “

Luisa Demétrio Raposo

quarta-feira, 3 de outubro de 2012


No queimar dos pátios, os círculos génios reluzem e se levantam nas mãos, Astros. O mundo é o meu instante imenso, a ponte, o grande céu, os genitais em escarpas… o abismo, que nas manhãs respondidas se incrusta nos meus orgãos doces__________ repousando, logo ali, o terrível sangue, deslumbrante, húmido, oculto, denso, afiando toda a minha carne em solidão e montes, radiando soberbo as madeiras e o deitado ferro, perfurando-me as internas noites que oiço gritar, aqui, dentro.

L.D.R.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

lepidopteras


perfeitas as palavras quando carboníferas.
Assim como as Deusas que nelas encerram íngremes palavras e a sua aparição contigua

"A poesia, essa seiva que alimenta a vocação do humano. abrindo e fechando seu internos rios separando-lhes a noite e as suas cruas ribeiras internas em veias abrasadas. chamas que lhes escaldam os eclipses e o despedaçar, numa turca Orgia"

Luisa Demétrio Raposo

sábado, 22 de setembro de 2012

Sulcos


"Ardua inteligência de um fogo, leopardo, que no embrenhar, a carne dilacera e aí permanece maior e desfere os raios perfilando em sonambolas perguntas nocturnas.
( fervo)
Alcanço-te do ar a atadura e os teus passos centopieas. Anonimos. Envoltos em entradas e saidas que devoram os nossos fôlegos juntos. O amargo predador dos orificios explode e delimita cruzando toda a reveleção dos intensos abismos interminaveis entre nós dois. No sigilo degolo-te a braguilha, ociosameeennnttttteeeeeee…

Chove no meu cio e nas ruas as águas correm côncavas sobre o olhar inominavel de um Astro cuja matérias cresce na imagem de mente, alagando tudo o que a demência humana pode húmidificar entre as virilhas, rudes, entre os pêlos, a vulva transmite e tudo em mim transforma. Estás dentro e não sabes. Tu o remoinho que me rebenta em braçadas altas… e não sabes que o meu mar se encontra aberto, descoberto, entre o Sal mergulhador que salga volumes e volumes de águas toda a manilha, num diametro erótico.
Tu não sabes… e dentro… não falas… mal respiras… centrifugo… inteiro, entre cada pausa muscular_______________aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh_________estremecimentos. Relâmpagos. incham-me os seios de fora para dentro. Teus olhos, ao longe fixos, se esgotam entre as linhas do meu lume,rebrilhando… e tu não sabes, que uma fenda chama chama para que me echas de esperma. ferozmente, anseio o caótico branco das águas jorrantes do plutonio brutal. animal. Em bruto.
Psicadelicas enxertias invadem-me os sangues e espereito-te nas, as bilabiais talhas. Sabes, as minhas bocas plantaram óleos______________perfumes ilícitos que te aguardam e ascendem todos os teus crus suores, nos defrontes comeres, lembras!??
Lembraaaaaaaaaa… que tudo começa no invisivel mexo e rápido se despenha até ao fundo, humílio."

Luisa Demétrio Raposo

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

leopardas sílabas [manuscritas


" na escrita o supremo é imaginar…
“ sentir pupila a pupila, no marulhar dos dias esquecidos a beleza entre os sexos húmidos deitados no mar de leito. Sopranas, as bocas, seus hálitos vêem o fogo movido no inebriamento e se arrebatam-se uma una á outra, cosidas á força de mil labaredas.
Os fluidos acendem-se nos braços, entre os nós das carnes e o sangue faísca ao som de qualquer palavra leviana...
mente. Nos espelhos a imagens de duas linhas, paralelas em fulcro, no começo de um arremesso. As partes brilhando. Morrendo húmidas. Brilhando. A loucura soberana alangado todo os poros. Os sexos rugindo ecos. Em sitios dentro bebendo de leite e comendo-se na claridade que ainda não jorra.
Os olhos são, as portas dançando e se unindo. Abrindo os quatro céus ao cerne da libertação das polpas, quase quase maduras…
A vulva queima, no seio do seu terrível escuro onde o pénis bebe grandemente, bebedeiras, desforradas em insónias e trevas imediatas. A foda é a expansão aluada de um sangue em forma de falo que mergulha abruptamente no ritmo que tudo ilumina, e de quem dela bebe, se embriaga tal como o pénis bebedor…
O amargo queima a língua no vórtice da sua acidez fertil. Na languidez perfida. Na volúpia intuitiva do sexo. A teia fecha-se, desentranhando as plumagens. Na vulva as águas espraem-se selvagens entre as imagens e a constelação. O sexo sorve-as. Fundamente e arranca-as porque tudo nelas afoga-se inevitavelmente em fogo.”
O tempo é então selado nos lugares altos e se transforma em profundas crateras . Nu desejo e ali permanece infinitamente dentro. As coadas respiram, agora, rencostadas no papel, na minha página, aqui escrita, transcrita na mente, essa musa, a Deusa que em mim suspira na imovel branca folha de papel…"


Luisa Demétrio Raposo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

efígie II

 

"meus desejos são pássaros que nas tuas coxas gemem vermelhos e escarlates redondos e cheiros que em cio chovem sobre a linha curva da vagina imensa bato nela a língua e um forte delírio sobre o tudo e a terra atiçada porque eu amo esta fome e este teu campo afogado onde as ondas orgásticas rolam no entra e sai que envolve e dissolve o circuito ardente enterrando duros e belos fôlegos nevoeiros que contrastam impetuosos o açafrão a nua índia e os pelos negros que se cosem por toda a parte formando uma cordilheira africana nas frases penso os dedos que pelo ânus martelam a visão entre as temperaturas e todo o sorvedouro de um lado para o outro tu és uma abertura onde meus pássaros voam e cruzam o sexo entre as faúlhas e a carne viva onde agora se encurvam os meus desejos unidos á pulsante riscada"

Luisa Demétrio Raposo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Efígie


 "A mão quadriqulada ensombra-se as paredes leitosas o abismo disfarçado na insónia dos lábios provocam as rosáceas na luz retalhada ardendo em paradigmas a mente se transforma em calabouço onde se desagregam furiosamente todas as minhas pontes que me ligam a ti todos os exitares as faíscas abandonadas e todos os nossos restauros interiores incompleto o meu aqui sobrevoa e freneticamente recordo os fundos e todas as cenas da noite a treva e o silêncio de duas bocas que amam a soberba cratera côncava onde destranco o meu tesão e o teu hálito com a noite em cima a carne única embacia  o céu aberto á exaltação o caos  amadurece e ordena  á única demência o coração o grito por onde propagam os itenerários  e os ciclos barbaramente cavalgando entre o sangue corrente das veias maníacas e sedentas

Fornalhas  orçando nos olhos  sentindo afundar o espaço negro rebelde que dentro em mim floresce a tua boca o meu céu o interior da tinta em absorção dentro dos astros faíscando as aberturas do nosso beijo cercado o fundo subterrâneo onde as tuas palavras são os gatilhos fluídos e diálogos que em mim se resplandecem________________imagino o assombro no teu rosto na carne que em ti está viva  entre os improvisos gigantescos da noite que em ti corre corre como uma caçadora de sons e de gritos; as bocas falam nos improvisos de uma rota  em ribanceiras onde se desentranham os sexos esses túmulos onde nos entrerramos uma na outra e uma una á outra e ensaboamos os vivos gânglios e todos os sons que respladecem sobre os fluidos em marcha, ao fundo"
 
Luisa Demétrio Raposo

 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

inchada em Carne Quente


A minha boca tem luas que queimam, onde o sangue bombeia o ar levantado na tua braguilha;
Idiomas na geometria pátria, a cordilheira escarlate que fermenta  a musa, onde te concentras e o tesão de abismo em abismo nos olha comendo, devorando  o vermelho.

 As mãos sobre as coisas, afastam de mim a inocência e trazem de ti um falo em carne violenta na animalidade do acto. As palavras paridas em seiva sobre a decifração que ressoa, por cima do escuro em torno  dos baixios, onde  a germinalidade une a metamorfose dos pulsares das duas translatórias línguas, a exploração mutua que vêm do corpo explode exibindo uma cratera crepitante entro os nossos quatro braços ferozes fechados no abismo infinitamente prismático, devorador.

Ângulos se desenham sobre os gemeres peregrinos que íngremes triunfam entre os nossos contactos em brasa.

 Resinas ecoam como águias, anunciando os miasmas profundos, renques de esperma cingindo por um rio lento que se encontra em mim própria, no sentir ronco dos espelhos, no sitio onde os murmuros brotam águas ardentes  no sangue metido. Nas massas ímpares, tudo se torna leve, do lado quente da água, abrasada e que devora um pénis por inteiro, rompendo pela frente o acto e o estado natural  da carne que urde no fecho  ôrganico de um Astro atravessando outro Astro.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

semiluna


O corpo é o instrumento encerrado na palavra. Desapareci. Nas deslumbradas estações á beira cio onde o  sexo, o meu grande sonhador existe. Suspenso. Em compulsivas fontes, onde os pensamentos crescem antes da luz.ondas gigantes, inomináveis, gritos sobre o tronco, o mastro na sedução, nas noites impressas. O prazer vocabular,  secreto, a inventar núpcias em lugares fascinados, em olhares descobridores. Dialectos escorrem na pureza dos líquidos sentados no tempo  que abrasa-me a roda interior.

A vulva__________minha mãe, ao teu colo escrevo árias anónimas do subsolo. Há que ser carne, menbrana de uma lua, viva  em baixo das pupilas engomadoras, que piscam na malha o ventre e dão largas ás correias para  cercar, a  mulher no tesão visitada. a beleza de um buraco  nos poros de uma imagem altamente erótica. os laivos, o poder ronco, a força, o espelho que mergulha em tragos suaves nos agarrando á cama onde as bocas escoam no escuro o sabor pleno, amargo onde se renasce e se morre amplamente após o devorar num orgasmo


Luisa Demétrio Raposo

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

minuet


»do  corpo transparece a porta  sensualidade que me despe as palavras em andamento-  o solar secreto da pele no meio  dos hemisférios que expiram sítios e nos devoram em tudo no tudo que agarram…
dedos, no devagar a debruçar nas áfricas roucas onde o ar e as águas ocultam janelas e as formas dos lugares uns nos outros, em nós o corpo faísca, ás vezes levita-se, outras tu sussurras e eu fico ilumidada e então atravessamos o mundo vertiginoso.
Os sítios nunca param, nadando em carne por entre as gargantas e a língua fechando-me no teu rosto, a minha lua maior queima-te a saliva viva, amo-te!
O torso e o canto no meu rosto , na sombra, onde bebo numa infusa e intima orgia. Em mente a sede se forma e o acto no centro  doce,  nos lábios rosados, perfilados, suados pela seiva no soprar de um sussurro quente,, abrasadoramente barbara.
A boca em chama se desata nas cordilheiras da minha. Embriaguez porvindoura,  sedosa, lenta na raiz a rosa, exaltando tesos tesões entre as c oxas primitivas que vibram encandeando cores e aromas, onde desabalam as águas e as longas fomes, a mão dita entre  o caos e o abrupto sentido quando te abres«

 
" Existem  mundos num corpo. Árduas  luas que  se exaltam por uma porta a meio  do terrível espaço, a confusão.

Evapora-se o centro e o mundo abranda em soneto, onde com evidencia  sinto a presa na carne, a  que me prende ao lugar, com dentes ponte agudos  deixando-me em transe o espaço, a congerminação exaltada da minha realidade, translúcida, aqui,  tão viva, fora de um nu outro lado, o mundo onde o sol é arrancado ao espelho, onde se pousa o meu corpo, e passa ao Ser, paisagem, diáfana, recuscitando todo o  fogo, ávido meu corpo fixando  os sorvedouros,  os Astros ao tremulo da minha pele…

O corpo fermenta matéria e mil pontas no destroçar da mão garra. A dor das coisas é o medo fremindo. O que sinto para além da carne, nos ralos do sangue, no tragar da respiração entre os elementos vivos. Eu o instrumento da matéria que arranca á língua o rosto e os olhares que aspiram-me em ilusórias conspirações, pensativos os outros passam pela minha rua e me aspiram sem saber, me respiram no querer escorar, encurralar  nas gradações da mente á qual obedecem em aterragens inconsequentes…

Luisa Demétrio Raposo

 
 
A ideia nos meus poente molha  metáforas e os úteros imortais da carne. Louca,  em cima a pulsar repercute entre o abandono e a cortesã personagem que por mim inteligentemente congermina-se. O  pensar  sangra obsessivamente palavras renascidas em cios que gravitam pelos (meus) equadores baixos, em ondas que se estilhaçam e escorregam pela desordem que é o meu corpo.

 Entre o abandono que entrança a linguagem, existem  cénarios sem gestos nem falanges, perspectivas no acolhimento, pálpebras, gôndolas_______iluminadas por uma extensa inspiração, decorrente, um rio de sangues, irrigado___ escutam-me as palavras que assimétricas, descem húmidas no latejar halo.

O fogo  em arcadas e imolações sobre a  cabeça, esta coisa que rima o espargir da vida e  morde-me em toda a minha húmida carne.______________num grito indígena o palco é o mundo onde o meu isso acontece e se trava a marcha a ler_________o ar permissivo olha-me e me olha os fundos da noite, brava e infinitamente cruel. O texto é a memória da boca em desiquilibrio, os círculos nómadas, as cartilagens que gemem para lá das minhas cisternas interiores________________a cama onde os órgãos crescem e as rotações bobeiam as silhuetas, junatemnte, secretamente, e os sexos  felinos criptam-se___________ a cama, o  meu endereço  amante, do equlibrio e desiquilibrio, em volta, a precepitação, volta, sem rosto…


Luisa Demétrio Raposo

sábado, 18 de agosto de 2012

íman



Louca a dor superlativa e esconde a fluência dos movimentos teus; sexo; sexualidade; onde morro na terra abstracta na eternidade do peso da argamassa
lambida; negra a ferruadela que cobres nas tuas bruxelas estreitas na dormência que sonhas e onde te sonho numa era violenta e fervorosa nas cruas ansias em fogo; ardêncio que decresce nas torres em torno do pêlo carvão onde se assomam os testiculos que me caçam as bocas entre um ou dois movimentos circulares nas palpebras da tesa pele mansa; meles; mel a incorporar-me em; incorporar o verbo que queima a língua e fode nua a memória da tua noite nossa superlativa agarrada à nuca a uma imagem onomatopeia que expira sexo respira sexo e cama na canela dos lábios fecundos a tocar as nuas imagens enrolhadas que abraso no olhar a cada letra que aqui escrevo ou transcrevo do teu lugar opaco onde recordas os ensinos na minha sombra faísca; almíscar ofuscante em brasa que nos enlaça e abrasa as respirações numa ardência alta onde o carvão é o nosso ambíguo fogo caçador aumentado pelas minhas nuas africas em ti; a minha selva em pólvora; íman.

in NYMPHEA


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

SALMÃO



{SALMÃO, entre as forma  poliglotas da língua se desabotoa no rio aceso, descendo, entre os esquadros, continuamente, na  fraseologia HÚMIDA, incerta nas cavidades a descobrir }

A PELE se dependura, animal, na gaze a língua, SALMÃO, fecunda e viajante...

Treme o sangue a roçar  a crispação que se lambe  num enxame, nos mamilos, em osmose. Os SEIOS e a seda dança, crespa, selvagem, múltipla, luxuosa e eu SORVO-ME neles. Isolando os prados em prantos, gemeres abismais exitados, esfuziantes,  que na respiração se exibem, líquenes. Obturada a mão MUSA acende a estrela e a massa cravada a recebe em movimento. Fica assim. Gulosa na dança pelas roupas e a nudez. Duplamente CORPO e remoinho…

Nos lugares opacos a carne fica iluminada!

Os DEDOS inventam imperscrutáveis  sílabas. Narinas e curvas tensas numa fronte de beleza em labaredas e uma ABERTURA salgada se  desfralda em citadinas avenidas de prazer. Os bífidos  sentidos onde os teoremas se ajoelham e rendem em pistas marítimas, dorsos  onde as COXAS põe a luzir as falanges: onde o meu sal se deita, cresce e aloja  essa força que trago dentro de mim, nua, em quadris que  tua boca expele transpira, húmida como a escrita em carne, SALMÃO, respira e transpira desde o  fundo da página ao grito que se despenha e se entorna na água QUENTE que transborda de onde me arranco o DENTRO e escrevo. As palavras em sexo e as VAGINAS furiosamente ENTORNADAS nesta página, radiando o que na mente ARDE e nos lembrares treme.

 Paragens gráficas o SALMÃO desce, no meio cresce. Sei que toco o desvastador, em sinos que desmaiam as raias, a braçada quente. Beijo-te por dentro. A BOCA no chão. O branco da matéria deixando-nos em BRASA os LÁBIOS, na sagacidade dos sítios, e o incêndio não sabe que estás algures na paisagem que ergues em múltiplas tragadas, na VULVA alta, alimento, pura. Tremendo no meu mundo ou no aroma aterrada a colher rotativa a substancia primária. Delicada. Tão ABERTA que apanha toda a rósea LÍNGUA dentro no SEXO desabrochada.

A bexiga planta e discursa laços,  acolhimentos, corpúsculos nas vertingens agora poltronas do meu, do nosso, SALMÃO em total desalinho, perto do Porto. ONDE  o rebuço ruge   agudo os rasgões de LANHA em LANHA.

A choupa pulsa o umbigo. Redondo. A conjuntura chupando um CLITÓRIS, femenino, a carne em círculos debruçada. Brilha, Branco  o TESÃO, côncavo grita, geme relâmpagos entre o óleo táctil, no profundo das águas ardentes, o HAUSTO idioma e as efervescências hieroglíficas_____________________ENTRANDO.