terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

o fogo traça percurso cénico em travessias pantanosas






derrames desenfreados desaparelham ígneas enceadas pélvicas. a hombridade servidora da boca imponente que despoja dentes em cardume arrebatando sílabas á garganta fálica do órgão.
maconha esfomeada, apócrifo rente á alfaia concêntrica dos funiculares respiros ardentes.
- Ha! os ardentes pulsares equidistantes de uma penetração urde e salitrosa onde o leite afiança orgasmos nos hisbicos cilíndricos dos sexos.
indica-se perfilados bebedouros na polidez esponjeira dos olhares mais assediadores e conjerminados pela abundancia sustentados.
os girinos indefesos a invadir as paredes e todas as conversações e parabolas ignoradas por todos os inquisidores de textos nítidos.

(a minha morada é ameassadoramente vulcânica aos odores virginais. as metaforas imobilizam as masturbações circulares das aventuradas mulheres que se deixam anular pela felicidade amplexa de um orgasmo)
não sou eu que vos escrevo é a excrescência bruxula no atoleiro de uma gruta domadoramente falante e imperiosa.

- o fogo, desertoras no dedilhar rotatório que extravia os alicerces das estatuas amontoadas em despenhados cenários tirânicos...

- o fogo liberta o calafrio e solta a sede das lavas epidermicas e nos entrelaça num suor exaltado e urdeiro. Engrandece o prazer nas teias de uma desejo em sítios comedores .

[AH! pudesse eu fazer chegar a todos os corredores amanuences os meus sentires e aniquilar as luas prisioneiras que balanceiam cervas de um castrar que carboniza as virilhas em vitrais encalços]

2 comentários:

Luna disse...

excelente.
quando o fogo é sede e a prosa é pura poesia.
adorei

Luisa Raposo disse...

o fogo, Luna é sempre uma sede encoberta,

um beijo