segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Os lábios animais no discurso de um tempo...
O céu adentro, hábil a gravitação assanhada da língua em movimento. A pressa, faiscante. Soldada e cheia de extremo a extremo e as pálpebras em queda nos arrastam numa loucura arborizante…
As mãos exiladas tudo cercam e as margens entre nós derrubam-se cercando-nos em contagio nas frases orgânicas que embelezam a forma cilíndrica, no agora naufragante…

O poema se liberta. Ilusionista por entre a fortaleza da púb...is.

O ar felídeo, anatómico pelos timbres de um fogo que transborda pelos corpos e mantos… ah se os acordes falassem que diriam eles dos nossos respirares ilícitos?

No inicio sempre existe o verbo, depois ele aquece e se torna incandescente, ardendo, ardente, em fogo, num parêntise latente que bate, e se torna Infinito."

continua...

Luisa Demétrio Raposo/2012
(inédito)
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