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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ode á minha Cidade



Portalegre ,
Onde o Vinho forte
perfuma as violetas...
Num grão de milho
o eco das noras,
Nos longes...
no passado...
noutras horas!...
E nos versos de amor
as saudades dos teus poetas...

Pairam andorinhas,
Pairam ao Rossio
num Plátano verde e agreste...
E o silêncio que poisa breve
nos teus antigos beirais,
Aquele que dá voz ao muro
num pedaço de Castelo...
E as Papoila rutilantes
dos teus já velhinhos aventais...

*foto retirada da net

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Alma inquieta...



Não serei livre por o ser apenas?
Nos meus limites mais individuais
A liberdade de um é a dos demais...
Travo batalhas grandes e pequenas,
Paixão,a quantas penas me condenas?
Penas minhas, a que paixão me subjugais?
Por vezes sob vários pensamentos brutais
A poesia se exprime em palavras serenas...
Queima de forma intensa e má
Ansia, na solidão intima de ir embora
Sozinha, (coração ardente chora)
Saudade
sempre maior por onde quer que vá...
Deste forçado exilio,pesa o abandono
Às negaças voo e minhas asas corto
Ser inteira é viver num desconforto?
Pensamentos
de que não sou dona,
Mas, rejeita-los seria viver morta!

* foto de uma pintura de Frida Khalo, retirada da net

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Humano



Quantas,
E quantas, vezes.
Em certas horas baças,
na escuridão,
na calada da noite,
sufocas brados,
Incertezas,
Medos!
Mínimas desgraças...
O coração porque o mordaças?
Porque trazes os outros enganados?
A paixão não se jogas aos dados...
Pode trair-te na ilusão que traças.
Que te importa a verdade dos porquês,
Se te andas a iludir no que és...


* foto retirada da net