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sábado, 3 de julho de 2010

CoraÇão



O movimento entre laços,no sangue, abismado, nu lume das linhas, se cose.
Onde uma lima faísca, entre as ilhas do meu proprio corpo, onde o astro é somente uma queimadura, um incêndio, algures, uma ilha, na rapidez das formas. Aceso completamente.
Ataca-me. Num lugar interno. Ata-me, em desvios florais de amores que dão á luz poemas, balsamos, deleites de mel, da minha sobre a tua, língua, encontro.
O fluxo dele se desenreda, árduo, árduo, numa bolha que rebenta alta na porta, no âmago!
Carne rude, coberta de poros a ligar-me entre os arquipélagos que, me unem, que são EU!
O ilhéu, se transborda na frase. Pintando o ar. Calcinado a vermelho, louco, louco como um gás rutilante, que bombeia Deus onde eu começo...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

De Boca Bem Aberta



O fetiche envenena-me e alimenta tudo quanto me cega. Todas as palavras doem, quando abertas por fendas luminosas, onde os sexos se abrem, e se fecham de poro em poro. Comigo não é diferente.
É-me tão dificil por vezes poder gritar, com a boca toda dentro do remoinho cego, arrancado pelos meus dedos ao movimento centrífugo, do meu corpo inteiro.
O erotismo é o remoinho cego, onde a carne se entrelaça toda, de palavra em palavra, onde gozo sempre e me devoro ás vezes...

*foto retirada da net