segunda-feira, 21 de julho de 2014


[ela]
 no ópio que prolifera entre áridos ares e eriçadas os corpos crus rasgam-se em massas. faz-se a separação dentro do céu denso; sangue e lugares, entre os genitais se unificam para despedaçarem-se em violentos lumes encharcando os órgãos vivos em químicos que se devoram completos e duros até ao núcleo, na respiração que ardentemente brota dum cume inchado da carne.

Luisa Demétrio Raposo
O granito, afogou-se nos estilhaços, nos olhos descalços, nas cavidades paradas do meu rosto, no enclave de um infinito desgosto, na morte, aquela que eu nunca falo à noite, mas que me habita ferozmente grande.

do meu livro " Amala Ammaia"
Luisa Demétrio Raposo
(ele)
a sede é um seio em plena ferragem. o beber interminável, articulando o desembarcar, entre, entra para se consagrar hipnotizador, na ponta o som mergulha um espaço negro onde o pénis em cauda descalça o som incessantemente da metáfora em liberdade.

Luisa Demétrio Raposo

sábado, 19 de julho de 2014

"a brasa o espaço a visão e a sua execução atravessam a carne para alamar a escrita.
desapareço afogada no céu ortográfico. é inútil escrever sob o sexo e sob os arredores porque o engate semeia-se a estibordo a desaguar os fluidos-sémen;
a grande nau, o prepúcio lambe a caligrafia impedido o afastar as raízes e na boca queimando-me todas as direcções, um pénis cai do papel para submergir ruas inteiras.

a página sensível à miragem recente do poema, salvar-se-á quem nela se despenhe."

 

retirado do meu livro "Ammaia"
Luísa Demétrio Raposo
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

o poeta não existe. a poesia que escreveu torna-se orgânica e partiu deixando um defunto sem dó nem piedade.
a alma foi no poema. o poeta fica, morto.
tudo o resto é ego, ilusão.

Luisa Demétrio Raposo
"pretexto na carne que está viva entre as sequências húmidas da moita. defecar perturba. um poema aceso simples iodo. o sexo desaperta o sangue. o esfíncter a larga e desintegra-se à sombra soerga. a pauta escarlate aquece a pele os veios que se refalsam de entre a intensa merda que sai tacteando tudo num abuso ânuo."
Luisa Demétrio Raposo
(...)Encontro-me na paisagem no caos a escrever um rasto de tinta e a interinidade do lado dextra de dentro da terra onde se erguem os fundos de um sítio e onde se atravessam nus todos os bichos molhados(...)
in "al mojanda"

Luisa Demétrio Raposo
(...)Entre a aberta sinto a mão húmida na caligrafia que arguta pela página e que no texto fia. Ardo. Escrevendo, no percurso mutilado da estratosfera dum sexo navegante. Junto ao círculo as labaredas animais exterminam e contaminam o fruto aumentando o seu volume em carne. O engate expande-se ao céu-da-boca. A água, ardina poça despenha-se entre as pernas sob o texto em liberdade.
Uma réplica cintila fértil(...)

do meu livro "al mojanda"Luisa Demétrio Raposo

terça-feira, 15 de julho de 2014

os meus livros e eu, indigentes.

desmorona-se a roda mineral sob o coitar
nómada a voz órbita o largo asfaltar húmido
abrasa-mo a carnagem na abaixo cheia a haste queimando-me as eiras e as fluidas que a boca encharca no esperma ingerido


quarta-feira, 9 de julho de 2014

sangue
molde grotesco o latejar dos becos a carne o pátio de entre brechas onde a noite rama avenidas e o prolongamento das hastes orgânicas gera tumultos
sangues
uma ficha irrigada que absorve e alimenta-se de todas as narrativas que esbracejam
a
poesia em regatos perifericamente amplos largos e que esboçam nos orifícios a corrente exilada a meio das artérias e que se defrontam em redemoinho...
s escoriados de um entalar

vaselina
o subsolo esculpe a instantaneidade o sangue em caos e é a funda por onde oscila o imbuído sexo de entre os milhares de devires à confluência vermelha dos ribeiros em intervenção

Luisa Demétrio Raposo
"à procura de um deus sobre o papel
 

a boca incindido sobre o sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras"




Luisa Demétrio Raposo
amo poesia quando é carne e sangue sem condições escravas se lê inteiramente quente
 
verme literário
é um cotovelo carregado de ossos que me atulha os passos e que não permite à maresia pentelhos e nem à vulva a escrita amamentar

...
Luisa Demétrio Raposo
* pensamento do dia

segunda-feira, 7 de julho de 2014

pensamento do dia

“sinto-me uma ilha, rodeada de divisão. um maremoto onde se afundam os cais de todos os barcos que tentam atracar”
Luisa Demétrio Raposo

dia

“a sede mortalha nexo ao fogo povoando-me de terramotos. sol, a erecção o buraco assimétrico do corpo atrás da carne o dia entre o sangue flecha ânua, estrangula ou degola os poros onde afloram os sentidos e a escuridão viva que perfura a fossa, pulmão.”
Luisa Demétrio Raposo

quinta-feira, 19 de junho de 2014



 chove em todos os meus desertos. árida leitura que o sentir voluta. o grito do sangue grita inteiro na erecção os grãos de areia arquipélagos desordenam a voz o poema o fogo o deserto aberto 

ser é tudo isto. 
 

 

sábado, 7 de junho de 2014

"o meu coração é um lugar absoluto onde o sangue treme e se funde com o desconhecido. fogo abrasa-mo. alimenta-se de excessos e tal como num deserto o poema fere de orbita em orbita as margens cruas da carne que soluça muda rota."
Luisa Demétrio Raposo
in Junho 2014

* à minha mãe, eternamente.

quinta-feira, 5 de junho de 2014


dentro das mãos ressurgem desertos a noite e centenas de diálogos guerreiam lado a lado a primitividade das palavras
e escrevo
o respirar dos genitais arrancando vertigens entreabertas no desequilíbrio dos buracos entre o ventre húmido que endurece hastes e o escuro incha

Luísa Demétrio Raposo

*


O disparo contorce-se cheio de tenacidade acima do respirar vertiginoso, dentre a braguilha onde existe um advertir alto, aberto á força da minha alargada geografia segadora, a musselina…

Ao fundo da saia a largada sensível alcança a tua voz, a mesma que convida, suspirante, e abraça-me entre as agudas labaredas que latejam, latejam, entre a folhagem que se desata.

As tuas mãos são aqueles dois animais em fuga, pelo torno do meu corpo em turbulência, a viagem vírgula que calcorreia todas as desembocaduras na profundez que em redor do sexo acariciam a risca inquieta, tão deliciosamente.

A tua boca o equinócio que sustenta a minha no corrimento infernal das línguas libidinosas suturando obliquamente o íman que ambas possuem.

 O cabelo, mais acima do cenário, arfando, completamente aborígene, onde os teus dedos se despenham e amplificam…

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"Violento o sítio onde a insónia arde em zilhões de falarás curiosas. Circunlóquios. Pentelhos sob a artéria em carvão revelam esse carbonizado que possuo."
do meu livro, al mojanda

segunda-feira, 19 de maio de 2014

sobre o universo livro

"A escrita é um sexo, os órgãos a palavra. Em cada extensão um outro leitor, um outro sexo fodendo tudo em ilimitadas orgíacas interpretações fêmeas e másculas.
Os livros são ejaculações na infinidade da leitura húmida que precipita mergulhos e saltos e o sémen enlameia-nos as passagens onde as imagens devoram todos os becos, um coito de brecha em brecha onde todos os pénis carnificam a leitura e a fodem, compulsivamente.
A leitura a Deusa, um orgasmo onde tudo circula dentro de um batimento forte que abrasa, pulsa e repulsa. Um tesão.

Fora disto todo o poema ou texto ou é sonambulismo ou uma merda."


Luisa Demétrio Raposo





sexta-feira, 11 de abril de 2014

in al mojanda

Arde a região e a música é uma bala ferrando os lábios, soldando o meu corpo minado, devorando a escuridão em mim outrora morta. O sangue luminoso, pulsando entre as estrelas.
A boca, acesa, o húmido arpão, o resfolgar da água indomável à v
elocidade das beiras que lá fora gritam.
Sou a única personagem desarrumada. Escrevo o vento o lodo e à saída da mata o broche na boca aberta rebenta a humidade no pânico da cal, ancora, entaipado debaixo da muralha.
A poesia irrompe da submersa pólvora que salga e dilata os desertos embates que no meio das mãos rasgam traços e os linhos tímidos das vergônteas a preto e branco que na penumbra perfuram a originalidade vulva.

 
Luísa Demétrio Raposo
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

subúrbios




A dor é o útero por onde a minha carne sangra, é sobretudo o vício de escrever em lume aberto onde a rua se perde até à raiz.

Na escrita abro-me aos dias humedeço a noite e às vezes o escuro.


Luísa Demétrio Raposo


 
 
* foto de Paul Cava 2001

quinta-feira, 20 de março de 2014

do meu livro "al mojanda"



    "A carne, uma ilha, o sangue do outro lado nómada anaça nas margens desoladas. O corpo, cais reflectido e nele pernoitarei mais uma noite deixando-me cair. A essência da selva o odor inquietante na terra molhada onde o musgo é denso e forte e ouvem-se excitada as águas que albergam o mar em toda a órbita do sal."
Em poesia ou em prosa um pénis é somente um prisioneiro que se cobre de lume.
Em poesia ou em prosa na vulva cresce a ereção de uma mulher sábia.

ldr

terça-feira, 18 de março de 2014

III


Escrever tornou-se um acto felino.

 
 Arde a tinta brava no interior na cal a riscada dá água a beber aos dedos mornos, que preparam quedas entre dois lençóis que miam. O ruído albergando-se nos inúmeros teoremas mentais que alcançam a orgia clarinada entre os acabramemos e a resistência térrea do desejo. A seiva prenha de vida.

Duas bocas um único labirinto; no fora para dentro; o angulo escuro amaga.

Perscruto aberto. Intacto o fogo onde a pele salga o desassossego voo.

 Resvalam os nervos curvilíneos incorporados nos socalcos. A boca acorda a outra boca e apalpam-se nas paredes os segredos que gemem e apalpam a ansiedade desabrochando no sexo que lhe mete o fogo indefinidamente no enroscar das línguas presas pelo cio, puxadas pelo tesão que rasga e gira ciclicamente em espiral.
 
in " al mojanda"


Luísa Demétrio Raposo

sexta-feira, 14 de março de 2014

II


Toda a escrita é sexo, o orgasmo transparece nas palavras. Em cada leito, um outro leitor, um outro sexo fodendo todos limites em orgíacas interpretações.
Os livros não passa de ejaculações na infinidade das leituras húmidas e que precipitam mergulhos e saltos que enlouquecem nas suas passagens,
e onde as imagens devoram todos o becos e onde todos os desenfreados tinteiros carnificam a boca e a
fodem.
Não existe Deus sem tesão nem orgasmo sem degolar a carne e todos os suspiros de uma fronteira secreta, pulsando em brasa e atesando o casulo em cada batimento forte.
Fora disto, tudo o resto é sonambulismo ou uma merda.

Luísa Demétrio Raposo
*a propósito do dia da poesia, hoje, 14 de Março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

I

O corpo é o instrumento encerrado na palavra. Nas deslumbradas estações á beira cio onde o sexo, o meu grande sonhador existe


 Luisa Demétrio Raposo

segunda-feira, 10 de março de 2014

*

A pele é um sexo onde os órgãos crescem e as rotações diluem a silhueta secretamente.
 
 
ldr
 
 
* obra de Lucien Freud


o corpo salmodia o silêncio o latido o horto a acrópole que se curva na palavra que aboca o entregar do sussurro à noite que nos apresenta os pormenores do escuro e obscuro.
o sexo o templo o elemento carnívoro que alastra de entre os limbos ângulos dos órgãos geométricos.
ldr

domingo, 16 de fevereiro de 2014

 
 
A boca, masculina é uma  alcateia de águas que foge de entre os curtos caules húmidos das árvores.
O centro da boca a flecha ânua. O lado de indizível que estrangula ou degola a selva de poros onde afloram os sentidos e a escuridão viva s
ustentado nas ribanceiras expansivas de entre flancos negros. O toque dos dedos sobre auréolas salgadas. Perfume transmissível do sémen no denunciar de todos os sorvos na carne que fere o apelo no fundo surgido do nada.
Absoluta a lua ergue-se da égua crescente."

in "al mojanda"
 
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

areias


 
A sedução evade-se por todos os buracos. No fogo a manhã lava os corpos regressando à noite funda. O cheiro a terra onde coabitam. O sexo um bosque descoberto. A réplica é tentação fértil. O sol cospe o sal em brasa que nas mamas arde lenta mente de encontro aos muros húmidos do caralho em pólvora. Os pentelhos inclinados pernoitam a seivas sem rumo que semeia pelas margens mudas das coxas alagadas. E eu. Encontro-me na paisagem. Escrevendo no rasto de tinta e a interinidade do lado dextra de dentro da terra onde se erguem os fundos de um sítio onde se despenha a carne aberta por um devasso espaço desabitado.O caralho possui tudo com a sua mortalha calcinada. Implacável e cheio. um servo alto e curvilíneo de olhar fixo afunda-se nas coxas vazias. Quero. Quero um deserto de espessura longa. O calor insatisfeito da razia que tudo engole no gole ao lume. Deixei de escrever.  




Luísa Demétrio Raposo

in JAGUANA

lódão




A olência sobre a grande brecha afia o interior
húmido
 
 
 
Como é sublime nela eu morder-te rasgar-te lamber-te moldando-te e aos poucos libertamos-te ou matamos-te.


O sexo provoca fogo e expludamos nós engarrafados. Fundo tão, tão fundo.


in " al mojanda"

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

a passa_ralha




Um beco lento incindido sobre o sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras à procura de um deus.

O sémen aceso dentro da saliva fresco à espera de correr. A carne suada das fúrias que exterminam o caule aveludar do reverbero.

A passa_ralha e descobre a parede sentada e crua. Senta-se a lacrima na punheta junto ao sulco  sítio.
 
Pulsa o nylon e desperta o cio em suspensão soerguida. 

O estelar vermelho nas nervuras; a esfera rachada e pegajosa ilida e recita na clareira da brecha rente ao alfa beto ao cheiro da água onde o fogo lava a fulva vazia.

Chove e não há alargar sem a dor. Abraçá-lo-eis. A doer na desmoronada travessia.

 É noite junto aos pentelhos amachucados à pressa. Em pleno voo inquietos em babas e lábios pernoitam os sexos o universo e o sangue aquecido que escreve pelo corpo insula e cardos formas e um longo arrotar demora-se.

Nunca escrevas aqui com um outro rio só com outra febre no porto e que se entorne pela imagem.
 
in "al mojanda"
 
Luísa Demétrio Raposo

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

orgânico

“Um caralho é a caligrafia que na página vincula os enliços abstracto do sexo-escritor. Apalpam-se os testículos e um caralho imenso atravessa as paredes para penetrar buracos atulhados de teias e os cardumes de bocas que coisam malevolamente todos os pentelhos negros que se distendem por um sexo teso.
Atam-se gotas de suor à dor que pernoita transparente a anestesia aberta mente.
Um caralho mer
gulhão vomita florescências de dentro para fora do vocabulário proxeneta durante o enlace efémero no bordel onde se prostituem os sonetos e todos os poemas álgebras.
A escrita erótica cora a mulher e cora o homem em cada palavra que escrevo cosendo a veia debica ao caralho e ao ruído do sémen que tinge a braguilha num intenso ruir de palavrões e pluviosas metáforas.
Os outros crânios que lêem este reflexo são terras fecundas. Quedas do outro lado mais florido na passagem.”

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

sépia

 
 
“O naufrágio abata-se em todos os penhascos. Escarlate a vulva alaga o encarnado na forma circular no contorno da carne distendida e escancaradas e que golpeia na acomodação da seda.
A boca incinde sobre um sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras até encontrar a encruzilhada exausta a carne quase, quase, quase, arrulhada onde o desejo envenena com o seu cheiro húmido.
Bebe-se de entre o lodo que ataca e devora a boca com as suas seivas que não passam de teias...
sempre abertas.
Ao lume fala-se baixinho e olha-se demoradamente porque as curvas possuem sabores que inundam a boca com densos aromas. Tolhem-se breves orbitas e este cíclico inflexível extraia o fogo. O cheiro intenso, a ostra visível pressente o sal e despe-se na língua agresta que pouco a pouco lambe… e eu escrevo-te quase a sentir toda a saliva que dos lábios partiu sinuosamente…
Na minucia dos gesto as gotículas de água lambem as barbelas, a mariposa é uma racha no vício da acidez que bate com a língua na pele perpendicular obliqua fria líquen no balbucio dos ciclos pegajosos de um tubérculo que incita bebedeiras e onde a fuga é sempre a falésia, o miradouro, a avalanche que se dilata procurando alinhamentos fundos na tempestade labial que a atravessam. O mar se esquece das trevas e as serpentes possuíam língua a mesma que golpeia o estreito golpe onde o sol é uma pequeno interior húmido e escuro mas onde todas as portas escorregam e das mãos dos amantes a aberta é uma ardente madrugada.”

Luísa Demétrio Raposo, do meu livro " al mojanda"



"O olho do cu é o charco na massa solta a arder na translação boémia. Um porto, ensopado. A ribeira, almejante, almo janda, al mo janda, em torno de um ponteiro descalçado. Um território, aceso, coberto de musgo, cintilações, mugidos, e de odores que aceleram os vocabulários nos lagos pelos sexos engolidos. Nos roucos roncos do pénis que gulosamente grita de entre as peçonhentas substâncias da terra coberta de chuva."

do meu livro "al mojanda"

"Odores na revolta e o latejar brunido é um segredo fêmea foram sempre entre os caules húmidos, escondidos na íntima nudez, no infinito da rosácea, onde se encurvam as mãos e os sexos empolados se encharcam e abrem irradiações inexplicáveis.
É amargo o deserto que a pele concede á luxuria, a que se ergue e me morde, tropeçando em lugares, aqui e acolá e que serpenteiam entre a vagina, gemente."

do meu livro "al mojanda"

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

horda o corpo


O foge ensina às letras o soterrar imperceptível. Acaroa-se. Imagina-se e lambem-se toda a explosão que detém o sémen acorrentado, mudo, no interior do corpo que se masturba a cada debruçar que respira e grulha. O prepúcio que a boca suga, as águas que lambem e pela negra engolem tudo na revolta doada da língua em chama lenta, o repetir dos planos em rodapé. Ele geme. E sobre os lábios a pauta escarlate aquece a pele dos veios que se refalsam de entre a intensa chuva que sai tacteando todo o dorso penial.


A palavra húmida no desejo projecta-se, a terra, acesa acende a necessidade estendida. Renascem lodos. O sexo desaperta o sangue. Desintegra-se a braguilha, a imagem ergue o pénis que repousa à sombra soerga. O escorregar alarga o corredor e da boca onde o sal anda sobre os gemidos, sugam-se paredes que um céu contrabandeia de entre o precipício recortado do lábio ancorado ao porto que tropeça nos enormes pentelhos…


* pertence a JAGUANA, luísa demétrio raposo, 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Os seios dela, anelantes disseminando-me a língua. Os seios dela, gumes, em copas escancaradas, as auréolas bárbaras, na língua que tremia e o mamilo lambiam, lá onde os dois cumes eram de leite e cheios de tempestades salgadas.  A cama, em cada poro, nela, os meus órgãos cresciam e as rotações bobeavam as duplas silhuetas, juntamente, secretamente nos sexos felinos crepitando-se, aveludadas, as virilhas repletas de tinteiros e de prosas em sanha gota a gota, as duas púbis suadas. 
Nas veias, a cama, irrompe, a vertigem, trilhada, o meu endereço amante, o epicentro do equilíbrio e o desequilíbrio, à nossa volta a precipitação e a bigorna sem rosto, na cópula.
Abrindo-se em travessias, a vagina encharcando-se em palavras e poemas, linhas e núcleos, pólvoras, golfadas e lanços nadando, nadando entre águas minadas, entrando nas duplas ancas contorcendo o mundo húmido, vibrantes, vibrando, vibrando, vibrando, vibrando, entre o espaço e os dedos navegadores em debate.
Chove sob o navegar da carne, bem a meio rio, o ânus, o buraco entre os escombros, onde o delírio se abre no repente da imagem larga.
A memória bruta da seda, a imagem das suas entranhas esmagando-me.
  Seda a carne, encostada na página inteira, na escrita que se vai fixando e se vai fechando a cada onda orgástica, a cada profundo nó, as trevas, o enxofre cai nas margens, iluminando a ceifa e nós, abertas, nas espasmódicas respirações, num cais, ateando toda a memória atenta, avassalando nas frases a frase. O cio a desmoronar-se onde os buracos fervem e nos abrasando não só a Alma, mas também toda a carne hasta.

Luísa Demétrio Raposo

domingo, 26 de janeiro de 2014



estou onde a palavra húmida, cresce, um sítio estreito onde a realidade é o perturbar oscilante.

volto um dia destes,

Luísa Demétrio Raposo

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A vogal, a murada que de seca os meus suicídios e de todos os moratos que afoguei e que continua a ser o sítio onde me sento para a continuar a escrever.

o o sangue em um molde grotesco. A curva em fusão repercutida nos ecos da carne. O instinto segreda de entre as brechas para a carne invisível. O sexo. Abro-o, no lado de dentro na haste orgânica na morada, no falo que se aparca se à encosta húmida do texto.
Calo-me. Murmurante.
O decerto é o cio viajante que absorve e alimenta todas as narrativas extenuadas em poesias, o regato largo. Nela, cabe o pénis, sozinho, o lóbulo, o golpe incessante onde a corrente exilada das artérias defrontam-se com os redemoinhos escoriados de um coito.
O meu último habitante é o diário onde escondo a língua e todo o pensar que nasso a meio. Dentro do ventre as palavras enlear-se-ão ao cair.

Decidi ficar neste monolugar onde alto se atolam todos os canos grossos de um orgasmo.
O inóspito ruir. A curva. O ruido por detrás das silhuetas. Intermináveis frentes.

 
Apedre, a peregrinação, a tinta inesgotável do iodo, a sia que sacrifica palavras mas que não corresponde ao som fundo do cílios e aboca e imagina o lado destro do corpo, o caule, o electrão, o jardim em fogo, um equiónio perímetro que na inabalável divergência golpeia e morre entre enigmáticas geometrias, quebrando o sangue em um molde grotesco. A curva em fusão repercutida nos ecos da carne. O instinto segreda de entre as brechas para a carne invisível. O sexo. Abro-o, no lado de dentro na haste orgânica na morada, no falo que se aparca se à encosta húmida do texto.

Calo-me. Murmurante.

 O decerto é o cio viajante que absorve e alimenta todas as narrativas extenuadas em poesias, o regato largo. Nela, cabe o pénis, sozinho, o lóbulo, o golpe incessante onde a corrente exilada das artérias defrontam-se com os redemoinhos escoriados de um coito.

 O meu último habitante é o diário onde escondo a língua e todo o pensar que nasso a meio. Dentro do ventre as palavras enlear-se-ão ao cair.

 

Decidi ficar neste monolugar onde alto se atolam todos os danos grossos de um orgasmo.

 

 

Luísa Demétrio Raposo, 22 de Janeiro 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

Nos textos que escrevo a interrogação é o branco inóspito na folha de papel que raramente me abandona.
Luisa Demétrio Raposo

"O medo é uma cinza madura que chega no devasso e que apesar da sua forca bruta nunca consegue separar dentro de nós a sombra da chama, estilhaçando-se em lume."

Luisa Demétrio Raposo, 17 de Janeiro 2014
O tinteiro rompe a página em branco costurando as palavras a um mundo perturbador onde só permaneço destinada à ausência de outros leitos.
Luisa Demétrio Raposo

No auge, o sexo enumera qual das ilhas possuirá o esperma; um lugar agachado ou um caís de certo.
Luisa Demétrio Raposo


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014



"A dor é a longa silhueta, a ponte onde a carne suspensa caminha, isolando frases. Ela é o beco que persiste e que não deixa chegar a finitude a tudo o que escrevo, é o instante que tenho, sempre, o lado transbordante onde me sento todos os dias algumas horas à espera de um Deus que persiste em não existir, no tempo que nasce irmão do outrora onde eu era movida pelas areias de outros livros, pelo impulso invencível de sonho. Hoje é o vício de escrever em lume aberto. Aqui abro-me aos dias."

Luisa Demétrio Raposo, 15 de Janeiro 2014

Num lancinante fundo onde o caos escriba o sexo em prosas que despes ao longo de um precipício, a minha abertura interior, trémulo, concentras-te nas labaredas que ardem e nos afundam num tempo que não é de ninguém, porque a poesia é um nome largo, o grande pulso que reflecte as folhagens em brasa que gemem expelindo impulsos longos, seivas compactas, odores entre as humidades em áreas delirantes, as figuras de estilo nos baixos ventres, a vulva onde o assombro é uma única poça de água, o êxtase onde são visíveis os lábios secretos de um poema...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"No urdir guloso que veste a pele, a foda, em aromas impassíveis revelando nós, tramas intemporais, nas vazias de ti, lambuzando-me as humidades de entre as seivas que rasgam o silêncio sustido, revestindo os rios que nas carnes, escarlates, animais, afogam-me os veleiros onde a língua solta a noite nas malgas gelatinosas, acesas entre as tuas coxas á beira-mar escrevendo na ilha despida a embriaguez por entre as sombras.
O rumor, cúmplice, nos becos ouve o rebentar aceso da libertação inchada.
Chove sob o navegar da carne, bem ao meio do rio, no ânus, o buraco entre os escombros, onde o delírio se abre no repente da imagem larga"

Luisa Demétrio Raposo
10 de Janeiro 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"na minúcia de um minuet a boca é uma península, a salina que esbraseia a atlântida, um pomar coberto de pólenes e ígneos enxofres."

Luisa Demétrio Raposo



"O ar, devasso, engole e reúne alcateias nómadas para em mim libertar tempestades."

Luisa Demétrio Raposo
"Na riscada da água eu sou a mulher e o meu sexo é um lobo que persegue o lado de dentro da floresta escura, estrangula-me a carne, desabotoando-nos os declive, o sítio amargo onde se despenha e inclina, o mesmo onde a vírgulas imergem na desflorestação das inúmeras buscas que um corpo feminino quando caça.
A ceifa nos lábios dilata o arpão para poder saciar argilas e a desenfreada água devora os escarlates numa violência que salga todas as nocturnas ventanias."
Luisa Demétrio Raposo, 9 de Janeiro 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

 
 
raramente estou sóbria, raramente estou viva, raramente habito a carne. o meu mundo revela-se a escrita de pequenos instantes

"As garras latejam tímidos invernos; os olhos lanço ao pesadelo branco da página, a bruma que enegrece as alucinações e onde o sangrar é o coração caligrafado, quiçá o meu, onde os dedos largam mares de tinta.
Sozinho, o olhar provoca o debruço foragido da tinta preta. Do outro lado a mesa a lua é a fenda migrante que espia o sexo imutável.
E eu, encontro-me nos laivos que deambulam por entre a...
certeza, alba.
Sou a única personagem desarrumada. Escrevo o vento o lodo e à saída da mata a vulva de boca aberta rebenta de humidade em pânico na cal, ancora, entaipada debaixo da muralha.
A poesia irromperá da submersa pólvora que salga-me e dilata-me os desertos embates que no meio das mãos rasgam traços.
A boca, acesa, o húmido arpão, o resfolgar da água indomável à velocidade das beiras que lá fora gritam.
A vigília aprofunda-se, na página em branco, onde não consigo acordar nem anoitecer-me."

7 de Janeiro 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

"Martelos de pedra que desentranham uma vontade alta. O silêncio na traqueia ateia o centro e o ascendente de todas as minhas tempestades prematuras. Arde a região e a musica é uma bala ferrando os lábios, soldando o meu corpo minado, devorando a escuridão em mim outrora morta. O sangue luminoso, pulsando entre as estrelas "

sábado, 4 de janeiro de 2014

O pénis é somente um arquipélago e ainda assim quando ereto e não
resistindo aos seus raios molhados na desordem que por ele pulsa ao entrar no aqueduto das águas maciças, penetrando entre o seu regato escarlate, a insula em loucura, fervendo nas palavras que lavram a fechada intensa, e toda a gramática que vive disso …

domingo, 1 de dezembro de 2013

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 As curvas afastam-se e deflagram fogo, alastrando-o para lá do limite que desequilibra a ordem viva do sangue. Das forças, as linhas agarram-se vivas. Entre o gozo. Entre a flora ininterrupta das larvas lanhas em eclosão. A dor serpente percorre-me dentro da escura lagoa negra, estrangulando-me a carne, desabotoando todos os sítios nus, arrancados ao odor intimo, em declive, onde o amargo se despenha e inclina, o mesmo amargo onde as vírgulas imergem, na desfloração das inúmeras bocas que um corpo feminino possui

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013



"As bocas, uma só língua, açulada, lambendo, bebendo, sugando os sítios, a saliva que brota de um solo, panteão. O texto, a memória costeira da boca em desequilíbrio, nos círculos nómadas, as cartilagens gemendo para lá das minhas cisternas interiores onde não se ouvem gritos mas tão-somente um amargo gosto a lanha e escuridão, na secreta via onde o paraíso vira noite e o sangue a desmata oblíqua entre a voz rouca que a pronuncia. A beleza de braços abertos entre o respirar cru, cíclame, aberto e desperto nu na boca que ferve e que ama toda a matéria explícita."

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cartas Eróticas; Penis Astro para Roseta Genital

Roseta,
Que lambe e salga, intensa, no diluir do meu inteiro Astro, acendes-me, e onde a obscuridade infindável poalha no círculo que arde e onde tenho a sensação que se estilhaça o sulcar no abrir da tua esfera, redonda, húmida, descoberta … deserta.
O chão abre-se à curva dor ardente, às exalações da crua vulva, onde a água é um abrigo, e o suor entre massa do sangue, o milhafre que floresce em néctares que desaguam agressivos, sobrevoando-me por entre esse regato insuspeito onde se decompõe os gritos soltos, ajoelhados, de entre os lábios, acordados, que desafiam o meu sangue já ofegante.
Sabiamente, elevas-me a demolir todas as tuas áfricas, onde a fecundidade pontua e envenena-me. Animalmente.
Tragando-te, nos cinco, dedos, cinco balas em granito, em ti, precipitam-se e banham voluptuosamente o cio onde; em que me tomas e me entornas, nos baixios dessa coroa, calva, única, no gorgolejo da bica afectuosa, macia, lábios.
Anónima, a negra jubilação, e sugando-me toda a potência recôndita, carbónica, cega, entre a gadanha momentânea, devassa, atraída pelos rápidos que eclodem a cada pancada, tolhendo na terra inchada secretos deslizes, por vezes lentíssimos, por vezes bravios fechando-me em ti por inteiro.

Amo-te, na suada dos todos os elementos que na greta orbícula, entreaberta, faz gemer o meu esperma, no foder que jorra e preenche o útero, essa montanha que possuirei de novo, implacavelmente, no aplainar espesso do esperma que se fecha no lanço, no vermelho escarlate.

E penso... No teu cheiro, penso... E tudo se desata. Em mim. Unindo-me à cinta pequena, nu abismo da palavra sexo, o teu pequenino, tremem-me a mente, e do desejo escorre uma embrocação rumo ao delírio… o gosto amargo dos lábios que incendiam. O sal, duro, a salina a ciciar a carne, extraindo do lodo, tesão, que soalha, arde.

{Ejaculando
Lerica, langue mente}
Deixo-te estas palavras, no discorrer de uma erecção expressa e entendidas entre a ilusão fumegante, no sangue réptil, que vai demolindo, aos poucos entre as fendas todas as minhas efervescências condenadas...

Saudades,

Teu, Pénis Astro.



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013

"Sou como o barro violento de um amanhecer. Não conheço as margens frias da calma, a minha carne é diferente, é uma contínua exaltação onde o sangue se desmorona e rebenta, completamente incandescente."
 

Luisa Demétrio Raposo

sexta-feira, 5 de abril de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

 
 
 
A braguilha é um Atlas onde eu amadureço nas invisuais linhas quentes e me humedeço.
Abaixo um esquadro húmido e demorado, a portinhola tangível no esteroide fechado da sombra; onde ruminam frestas e um hipnótico baluarte, aquele que quando se lambe; range; estala; se lambe; e ele geme; e nele se lambem todas as enseadas ilícitas da respiração entre as sendas. Os lábios, felinos, na ciclónica cópula devastam as águas correntes das vestes excitadas. Cavando jugulares e sugando os corredores. Tudo.

A glande viaja, impacientemente em contraste anatómicos na boca, tensa, permuta, gulosamente na língua bastarda, serpenteia as nevroses e quase desmaia a cada solfejo, a cada braçada. A guelra se afunda e com ela todos os meus chiados e todos os teus limites a esquadrinharem os Astro marítimo que rebenta do emanar navegante.
Dos óleos surgem as tribos indígenas abrasando a glande portentosa, inflamando os encalços e a sagacidade alborcada na proa das meninges.
O pénis, a carne, o grande abismo maduro. A muralha pródiga da Alma. O corpo é um templo curvilíneo, um manual interminável que no cosmo foi á muito, despenhado.
 
 
 
"Existem em mim dias difíceis onde planto a carne em ereção na esperança de colher o silêncio oblíquo que mergulha no meu sangue disperso entre a vulva bebedora. O abismo arranco de dentro e é ele que dá luz aos poros do pénis que jorro pela carne aterrada e onde o meu mundo treme anelando em si a desordem e o caos numa floresta de tons e gemeres nus. Das palavras cifram epifanias ampliam-se as veias e todos os veios do sexo manicómio, hipnótico onde despertam todos os meus dias e todas as minhas luas turísticas. Todos os meus dias são lentes compridas que me devoram num intenso manuscrito onde o fogo permanente galopa ferozmente todas as águas que correm pela boca potente. O tempo é uma foda e a terra meus pés engole nas palavras erguidas no passear dos ventres onde a respiração líquen redemoinha e nunca escurece colocando degraus a cada pancada do meu sangue incandescente calcinando-me internamente os diálogos cilíndricos."

sexta-feira, 8 de março de 2013




Quando mi riferisco a raggiungere l'orgasmo non mi limito solo al sesso, anche se il sesso è tutto ciò che è all'interno della nostra eternità. Che cosa succede in India e Messico non è considerato molto meno sesso e un orgasmo, la violenza è crudo, nudo, lo stupro è già una parola che porta in sé l'abuso della libertà degli altri. Il grosso problema è che uomini e donne anche dimenticato che entrambi abitano in un altro esempio, ogni uomo ha una donna dentro di lei e che ogni donna ha dentro di sé un uomo. Ma sia dimenticato, si sono dimenticati del fatto che si tratta di un orgasmo.

Ogni volta che amo e sento tutto questo amore trovo in un altro orgasmo. Una madre di un figlio, si nutre all'interno di un Busting orgasmo e diventa infinita quando il bambino è nato, per qualsiasi infinito che sarà sempre tua madre. Ogni volta che l'adrenalina sale è l'orgasmo, la lettura di un libro come sensazione di orgasmi multipli ogni tramonto, ogni alba. L'orgasmo non è limitata al sesso e il sesso in modo che i miei amici dimenticati, la gente smesso di guardarsi intorno, non si sente più il sesso non è solo un insieme di organi, è molto più di questo e inizia quando due anime di cambio spazio, ben oltre la sensazione o guarda anche, il sesso è al primo posto nella chimica che ci lega gli uni agli altri. Il sesso è vita e l'eternità prolungare l'orgasmo. Purtroppo la maggior parte dell'umanità ha dimenticato questo e quindi ci sono abusi, i pregiudizi e le religioni inventate senso di colpa, in modo da poter ridurre in schiavitù l'umanità, ogni orgasmo che non riusciamo ad apprezzare e vivere stiamo diventando sterili, il nostro io, asciuga dentro di noi tutti asciugare e riparare se stessi intorno a noi, e la colpa, la colpa, senza sapere che siamo noi a non flusso, per dare vita a raggiungere l'orgasmo che siamo insieme.

 tradução do texto para Italiano por  Paolo Giovanni Rigoni

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

labilidade


“ A labilidade é a bigorna entre o teu sexo e a minha farra, a guerreira que salta das minhas palavras e que oxida a excitação na cabeça, lá onde, cresce o cheio monte.

 A liberdade na tusa rebenta em crisálidas orgias, e elas caçam-me entre os meandros órgãos. Por mais que eu lute, o orgasmo é o cavaleiro que percorre todos os meus matos.“

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


 
Era uma vez um rastro, mergulhando, vivo e quente. Era uma vez uma boca mulher na minha boca que entre o dedilhar ia comendo órbitas e gemidos.

"Os grifos nus ardem, aterrados e trémulos. O verbo é o barulho, no instante, em torno das palavras que não dizemos mas que em pontos paralelos sugamos.

A carne defronte com a defronte carne em braçadas se entrecruzam submarinas e eu renasço na tua boca, onde o mar se encurva e canta rouco, devorando-me na escrita que desenho entre a minha respiração narrativa, onde sinto o teu grande estuário e uma ponta acesa que me queima entre a boca e a vagina em floração. O gosto amarga raiando entre as madeixas, luzindo. Luzia álgebras nas lanhas lúbricas”

 Era uma vez uma vez e mais outra que se enche de águas quebradas e de um sangue quente que entra em mim, no grosso dos dedos, arduamente, e se esconde rápido ininterruptamente, recto e curvo numa só linha transpira e toca-me perdido na minha grande escrita que o devora, o imploro masturba-me, toca-me uma e outra vez era um vez até que a boca sôfrega apareça entre a roupa extensa e te desmanche em delírios brancos, por detrás das coxas em o lírios brancos que entre as ancas espertas que apertam e se infundam nos entras e saís encarnados onde a noite se exalta e a carne exposta neles se despe e veste num strip-tease obsidiado. Soberbo o sangue que me ama no meu mundo cheio de águas e cheio de regressos e onde delicadamente está deitada, indo o cio por todos os lados, pródigo.


Luisa Demétrio Raposo
in Cassiopeia e o Jardim Separado