"o arco deixa em ponto um vermelho solto e este grita-se pelo risco consanguíneo
a ribeira a haste rasga
os lábios o montem em rítmicas florações maduras a horizonte pelo espaço fluido onde a língua-borboleta volteja incessantemente plácida curta e afã
entra estaca a fissura um sítio demasiado sito a rotação convulsa em relevos que percorrem definitivos os da mão afogada onde o latex experimenta vivo o escuro e explode meta fora"
Luisa Demétrio Raposo
in Ammaia
segunda-feira, 21 de julho de 2014
[ela]
no ópio que prolifera
entre áridos ares e eriçadas os corpos crus rasgam-se em massas. faz-se a separação
dentro do céu denso; sangue e lugares, entre os genitais se unificam para
despedaçarem-se em violentos lumes encharcando os órgãos vivos em químicos que se
devoram completos e duros até ao núcleo, na respiração que ardentemente brota dum
cume inchado da carne.Luisa Demétrio Raposo
O granito, afogou-se nos estilhaços, nos olhos descalços, nas cavidades paradas do meu rosto, no enclave de um infinito desgosto, na morte, aquela que eu nunca falo à noite, mas que me habita ferozmente grande.
do meu livro " Amala Ammaia"
Luisa Demétrio Raposo
do meu livro " Amala Ammaia"
Luisa Demétrio Raposo
(ele)
a sede é um seio em plena ferragem. o beber interminável, articulando o desembarcar, entre, entra para se consagrar hipnotizador, na ponta o som mergulha um espaço negro onde o pénis em cauda descalça o som incessantemente da metáfora em liberdade.
Luisa Demétrio Raposo
a sede é um seio em plena ferragem. o beber interminável, articulando o desembarcar, entre, entra para se consagrar hipnotizador, na ponta o som mergulha um espaço negro onde o pénis em cauda descalça o som incessantemente da metáfora em liberdade.
Luisa Demétrio Raposo
sábado, 19 de julho de 2014
"a brasa o espaço a visão e a sua execução atravessam a carne para alamar a escrita.
desapareço afogada no céu ortográfico. é inútil escrever sob o sexo e sob os arredores porque o engate semeia-se a estibordo a desaguar os fluidos-sémen;a grande nau, o prepúcio lambe a caligrafia impedido o afastar as raízes e na boca queimando-me todas as direcções, um pénis cai do papel para submergir ruas inteiras.
a página sensível à miragem recente do poema, salvar-se-á quem nela se despenhe."
retirado do meu livro "Ammaia"
Luísa Demétrio Raposo Ver mais
desapareço afogada no céu ortográfico. é inútil escrever sob o sexo e sob os arredores porque o engate semeia-se a estibordo a desaguar os fluidos-sémen;a grande nau, o prepúcio lambe a caligrafia impedido o afastar as raízes e na boca queimando-me todas as direcções, um pénis cai do papel para submergir ruas inteiras.
a página sensível à miragem recente do poema, salvar-se-á quem nela se despenhe."
retirado do meu livro "Ammaia"
Luísa Demétrio Raposo Ver mais
quarta-feira, 16 de julho de 2014
o poeta não existe. a poesia que escreveu torna-se orgânica e partiu deixando um defunto sem dó nem piedade.
a alma foi no poema. o poeta fica, morto.
tudo o resto é ego, ilusão.
Luisa Demétrio Raposo
a alma foi no poema. o poeta fica, morto.
tudo o resto é ego, ilusão.
Luisa Demétrio Raposo
"pretexto na carne que está viva entre as sequências húmidas da moita. defecar perturba. um poema aceso simples iodo. o sexo desaperta o sangue. o esfíncter a larga e desintegra-se à sombra soerga. a pauta escarlate aquece a pele os veios que se refalsam de entre a intensa merda que sai tacteando tudo num abuso ânuo."
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
(...)Encontro-me na paisagem no caos a escrever um rasto de tinta e a interinidade do lado dextra de dentro da terra onde se erguem os fundos de um sítio e onde se atravessam nus todos os bichos molhados(...)
in "al mojanda"
Luisa Demétrio Raposo
in "al mojanda"
Luisa Demétrio Raposo
(...)Entre a aberta sinto a mão húmida na caligrafia que arguta pela página e que no texto fia. Ardo. Escrevendo, no percurso mutilado da estratosfera dum sexo navegante. Junto ao círculo as labaredas animais exterminam e contaminam o fruto aumentando o seu volume em carne. O engate expande-se ao céu-da-boca. A água, ardina poça despenha-se entre as pernas sob o texto em liberdade.
Uma réplica cintila fértil(...)
do meu livro "al mojanda"Luisa Demétrio Raposo
Uma réplica cintila fértil(...)
do meu livro "al mojanda"Luisa Demétrio Raposo
terça-feira, 15 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
sangue
molde grotesco o latejar dos becos a carne o pátio de entre brechas onde a noite rama avenidas e o prolongamento das hastes orgânicas gera tumultos
sangues
uma ficha irrigada que absorve e alimenta-se de todas as narrativas que esbracejam
a
poesia em regatos perifericamente amplos largos e que esboçam nos orifícios a corrente exilada a meio das artérias e que se defrontam em redemoinho...s escoriados de um entalar
vaselina
o subsolo esculpe a instantaneidade o sangue em caos e é a funda por onde oscila o imbuído sexo de entre os milhares de devires à confluência vermelha dos ribeiros em intervenção
Luisa Demétrio Raposo
molde grotesco o latejar dos becos a carne o pátio de entre brechas onde a noite rama avenidas e o prolongamento das hastes orgânicas gera tumultos
sangues
uma ficha irrigada que absorve e alimenta-se de todas as narrativas que esbracejam
a
poesia em regatos perifericamente amplos largos e que esboçam nos orifícios a corrente exilada a meio das artérias e que se defrontam em redemoinho...s escoriados de um entalar
vaselina
o subsolo esculpe a instantaneidade o sangue em caos e é a funda por onde oscila o imbuído sexo de entre os milhares de devires à confluência vermelha dos ribeiros em intervenção
Luisa Demétrio Raposo
"à procura de um deus sobre o papel
a boca incindido sobre o sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras"
Luisa Demétrio Raposo
a boca incindido sobre o sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras"
Luisa Demétrio Raposo
segunda-feira, 7 de julho de 2014
pensamento do dia
“sinto-me uma ilha, rodeada de divisão. um maremoto onde se afundam os cais de todos os barcos que tentam atracar”
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
dia
“a sede mortalha nexo ao fogo povoando-me de terramotos. sol, a erecção o buraco assimétrico do corpo atrás da carne o dia entre o sangue flecha ânua, estrangula ou degola os poros onde afloram os sentidos e a escuridão viva que perfura a fossa, pulmão.”
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
quinta-feira, 19 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
"o meu coração é um lugar absoluto onde o sangue treme e se funde com o desconhecido. fogo abrasa-mo. alimenta-se de excessos e tal como num deserto o poema fere de orbita em orbita as margens cruas da carne que soluça muda rota."
Luisa Demétrio Raposo
in Junho 2014
* à minha mãe, eternamente.
Luisa Demétrio Raposo
in Junho 2014
* à minha mãe, eternamente.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
*
O disparo contorce-se cheio de tenacidade acima do respirar
vertiginoso, dentre a braguilha onde existe um advertir alto, aberto á força da
minha alargada geografia segadora, a musselina…
Ao fundo da saia a largada sensível alcança a tua voz, a mesma
que convida, suspirante, e abraça-me entre as agudas labaredas que latejam, latejam,
entre a folhagem que se desata.
As tuas mãos são aqueles dois animais em fuga, pelo torno do
meu corpo em turbulência, a viagem vírgula que calcorreia todas as
desembocaduras na profundez que em redor do sexo acariciam a risca inquieta,
tão deliciosamente.
A tua boca o equinócio que sustenta a minha no corrimento
infernal das línguas libidinosas suturando obliquamente o íman que ambas
possuem.
O cabelo, mais acima
do cenário, arfando, completamente aborígene, onde os teus dedos se despenham e
amplificam…
sexta-feira, 23 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sobre o universo livro
"A escrita é um sexo, os órgãos a palavra. Em cada extensão um outro leitor, um outro sexo fodendo tudo em ilimitadas orgíacas interpretações fêmeas e másculas.
Os livros são ejaculações na infinidade da leitura húmida que precipita mergulhos e saltos e o sémen enlameia-nos as passagens onde as imagens devoram todos os becos, um coito de brecha em brecha onde todos os pénis carnificam a leitura e a fodem, compulsivamente.
A leitura a Deusa, um orgasmo onde tudo circula dentro de um batimento forte que abrasa, pulsa e repulsa. Um tesão.
Fora disto todo o poema ou texto ou é sonambulismo ou uma merda."
Luisa Demétrio Raposo
Os livros são ejaculações na infinidade da leitura húmida que precipita mergulhos e saltos e o sémen enlameia-nos as passagens onde as imagens devoram todos os becos, um coito de brecha em brecha onde todos os pénis carnificam a leitura e a fodem, compulsivamente.
A leitura a Deusa, um orgasmo onde tudo circula dentro de um batimento forte que abrasa, pulsa e repulsa. Um tesão.
Fora disto todo o poema ou texto ou é sonambulismo ou uma merda."
Luisa Demétrio Raposo
sexta-feira, 11 de abril de 2014
in al mojanda
Arde a região e a música é uma bala ferrando os lábios, soldando o meu corpo minado, devorando a escuridão em mim outrora morta. O sangue luminoso, pulsando entre as estrelas.
A boca, acesa, o húmido arpão, o resfolgar da água indomável à velocidade das beiras que lá fora gritam.
Sou a única personagem desarrumada. Escrevo o vento o lodo e à saída da mata o broche na boca aberta rebenta a humidade no pânico da cal, ancora, entaipado debaixo da muralha.
A poesia irrompe da submersa pólvora que salga e dilata os desertos embates que no meio das mãos rasgam traços e os linhos tímidos das vergônteas a preto e branco que na penumbra perfuram a originalidade vulva.
Luísa Demétrio Raposo
A boca, acesa, o húmido arpão, o resfolgar da água indomável à velocidade das beiras que lá fora gritam.
Sou a única personagem desarrumada. Escrevo o vento o lodo e à saída da mata o broche na boca aberta rebenta a humidade no pânico da cal, ancora, entaipado debaixo da muralha.
A poesia irrompe da submersa pólvora que salga e dilata os desertos embates que no meio das mãos rasgam traços e os linhos tímidos das vergônteas a preto e branco que na penumbra perfuram a originalidade vulva.
Luísa Demétrio Raposo
sexta-feira, 21 de março de 2014
subúrbios
A dor é o útero por onde a minha carne sangra, é sobretudo o vício de escrever em lume aberto onde a rua se perde até à raiz.
Na escrita abro-me aos dias humedeço a noite e às vezes o escuro.
Luísa Demétrio Raposo
* foto de Paul Cava 2001
quinta-feira, 20 de março de 2014
do meu livro "al mojanda"
"A carne, uma ilha, o sangue do outro lado nómada anaça nas margens desoladas. O corpo, cais reflectido e nele pernoitarei mais uma noite deixando-me cair. A essência da selva o odor inquietante na terra molhada onde o musgo é denso e forte e ouvem-se excitada as águas que albergam o mar em toda a órbita do sal."
terça-feira, 18 de março de 2014
III
Escrever
tornou-se um acto felino.
Luísa Demétrio Raposo
Arde a tinta brava no interior na cal a riscada dá
água a beber aos dedos mornos, que preparam quedas entre dois lençóis que miam.
O ruído albergando-se nos inúmeros teoremas mentais que alcançam a orgia
clarinada entre os acabramemos e a resistência térrea do desejo. A seiva prenha
de vida.
Duas bocas
um único labirinto; no fora para dentro; o angulo escuro amaga.
Perscruto
aberto. Intacto o fogo onde a pele salga o desassossego voo.
Resvalam os nervos curvilíneos incorporados
nos socalcos. A boca acorda a outra boca e apalpam-se nas paredes os segredos que
gemem e apalpam a ansiedade desabrochando no sexo que lhe mete o fogo
indefinidamente no enroscar das línguas presas pelo cio, puxadas pelo tesão que
rasga e gira ciclicamente em espiral.
in " al mojanda"
Luísa Demétrio Raposo
sexta-feira, 14 de março de 2014
II
Toda a escrita é sexo, o orgasmo transparece nas palavras. Em cada leito, um outro leitor, um outro sexo fodendo todos limites em orgíacas interpretações.
Os livros não passa de ejaculações na infinidade das leituras húmidas e que precipitam mergulhos e saltos que enlouquecem nas suas passagens,
e onde as imagens devoram todos o becos e onde todos os desenfreados tinteiros carnificam a boca e a fodem.
Não existe Deus sem tesão nem orgasmo sem degolar a carne e todos os suspiros de uma fronteira secreta, pulsando em brasa e atesando o casulo em cada batimento forte.
Fora disto, tudo o resto é sonambulismo ou uma merda.
Luísa Demétrio Raposo *a propósito do dia da poesia, hoje, 14 de Março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
I
O corpo é o instrumento encerrado na palavra. Nas deslumbradas estações á beira cio onde o sexo, o meu grande sonhador existe
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
segunda-feira, 10 de março de 2014
*
A pele é
um sexo onde os órgãos crescem e as rotações diluem a silhueta secretamente.
ldr
* obra de Lucien Freud
domingo, 16 de fevereiro de 2014
A boca, masculina é uma alcateia de águas que foge de entre os curtos caules húmidos das árvores.
O centro da boca a flecha ânua. O lado de indizível que estrangula ou degola a selva de poros onde afloram os sentidos e a escuridão viva sustentado nas ribanceiras expansivas de entre flancos negros. O toque dos dedos sobre auréolas salgadas. Perfume transmissível do sémen no denunciar de todos os sorvos na carne que fere o apelo no fundo surgido do nada.
Absoluta a lua ergue-se da égua crescente."
in "al mojanda"
O centro da boca a flecha ânua. O lado de indizível que estrangula ou degola a selva de poros onde afloram os sentidos e a escuridão viva sustentado nas ribanceiras expansivas de entre flancos negros. O toque dos dedos sobre auréolas salgadas. Perfume transmissível do sémen no denunciar de todos os sorvos na carne que fere o apelo no fundo surgido do nada.
Absoluta a lua ergue-se da égua crescente."
in "al mojanda"
sábado, 15 de fevereiro de 2014
areias
A sedução evade-se por todos os buracos. No
fogo a manhã lava os corpos regressando à noite funda. O cheiro a terra onde
coabitam. O sexo um bosque descoberto. A réplica é tentação fértil. O sol cospe o sal em brasa que nas
mamas arde lenta mente de encontro aos muros húmidos do caralho em pólvora. Os
pentelhos inclinados pernoitam a seivas sem rumo que semeia pelas margens mudas
das coxas alagadas. E eu. Encontro-me na paisagem. Escrevendo no rasto de tinta
e a interinidade do lado dextra de dentro da terra onde se erguem os fundos de
um sítio onde se despenha a carne aberta por um devasso espaço desabitado.O caralho possui tudo com a sua mortalha
calcinada. Implacável e cheio. um servo alto e curvilíneo de olhar fixo afunda-se
nas coxas vazias. Quero. Quero um deserto de espessura longa. O calor insatisfeito
da razia que tudo engole no gole ao lume. Deixei de escrever.
Luísa Demétrio Raposo
in JAGUANA
lódão
A olência sobre a grande brecha afia o
interior
in " al mojanda"
húmido
Como é sublime nela eu morder-te rasgar-te
lamber-te moldando-te e aos poucos libertamos-te ou matamos-te.
O sexo provoca fogo e expludamos nós
engarrafados. Fundo tão, tão fundo.
in " al mojanda"
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
a passa_ralha
Um beco lento
incindido sobre o sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras à
procura de um deus.
O sémen aceso
dentro da saliva fresco à espera de correr. A carne suada das fúrias que
exterminam o caule aveludar do reverbero.
A passa_ralha
e descobre a parede sentada e crua. Senta-se a lacrima na punheta junto ao sulco sítio.
Pulsa o nylon e desperta o cio em suspensão soerguida.
Pulsa o nylon e desperta o cio em suspensão soerguida.
O estelar
vermelho nas nervuras; a esfera rachada e pegajosa ilida e recita na clareira
da brecha rente ao alfa beto ao cheiro da água onde o fogo lava a fulva
vazia.
Chove e não há
alargar sem a dor. Abraçá-lo-eis. A doer na desmoronada travessia.
É noite junto aos pentelhos amachucados à
pressa. Em pleno voo inquietos em babas e lábios pernoitam os sexos o universo
e o sangue aquecido que escreve pelo corpo insula e cardos formas e um longo
arrotar demora-se.
Nunca
escrevas aqui com um outro rio só com outra febre no porto e que se entorne pela
imagem.
in "al mojanda"
Luísa Demétrio Raposo
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
orgânico
“Um caralho é a caligrafia que na página vincula os enliços abstracto do sexo-escritor. Apalpam-se os testículos e um caralho imenso atravessa as paredes para penetrar buracos atulhados de teias e os cardumes de bocas que coisam malevolamente todos os pentelhos negros que se distendem por um sexo teso.
Atam-se gotas de suor à dor que pernoita transparente a anestesia aberta mente.
Um caralho mergulhão vomita florescências de dentro para fora do vocabulário proxeneta durante o enlace efémero no bordel onde se prostituem os sonetos e todos os poemas álgebras.
A escrita erótica cora a mulher e cora o homem em cada palavra que escrevo cosendo a veia debica ao caralho e ao ruído do sémen que tinge a braguilha num intenso ruir de palavrões e pluviosas metáforas.
Os outros crânios que lêem este reflexo são terras fecundas. Quedas do outro lado mais florido na passagem.”
Atam-se gotas de suor à dor que pernoita transparente a anestesia aberta mente.
Um caralho mergulhão vomita florescências de dentro para fora do vocabulário proxeneta durante o enlace efémero no bordel onde se prostituem os sonetos e todos os poemas álgebras.
A escrita erótica cora a mulher e cora o homem em cada palavra que escrevo cosendo a veia debica ao caralho e ao ruído do sémen que tinge a braguilha num intenso ruir de palavrões e pluviosas metáforas.
Os outros crânios que lêem este reflexo são terras fecundas. Quedas do outro lado mais florido na passagem.”
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
sépia
“O naufrágio abata-se em todos os penhascos. Escarlate a vulva alaga o encarnado na forma circular no contorno da carne distendida e escancaradas e que golpeia na acomodação da seda.
A boca incinde sobre um sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras até encontrar a encruzilhada exausta a carne quase, quase, quase, arrulhada onde o desejo envenena com o seu cheiro húmido.
Bebe-se de entre o lodo que ataca e devora a boca com as suas seivas que não passam de teias... sempre abertas.
Ao lume fala-se baixinho e olha-se demoradamente porque as curvas possuem sabores que inundam a boca com densos aromas. Tolhem-se breves orbitas e este cíclico inflexível extraia o fogo. O cheiro intenso, a ostra visível pressente o sal e despe-se na língua agresta que pouco a pouco lambe… e eu escrevo-te quase a sentir toda a saliva que dos lábios partiu sinuosamente…
Na minucia dos gesto as gotículas de água lambem as barbelas, a mariposa é uma racha no vício da acidez que bate com a língua na pele perpendicular obliqua fria líquen no balbucio dos ciclos pegajosos de um tubérculo que incita bebedeiras e onde a fuga é sempre a falésia, o miradouro, a avalanche que se dilata procurando alinhamentos fundos na tempestade labial que a atravessam. O mar se esquece das trevas e as serpentes possuíam língua a mesma que golpeia o estreito golpe onde o sol é uma pequeno interior húmido e escuro mas onde todas as portas escorregam e das mãos dos amantes a aberta é uma ardente madrugada.”
Luísa Demétrio Raposo, do meu livro " al mojanda"
A boca incinde sobre um sexo infindável e quente onde a língua escreve sombras até encontrar a encruzilhada exausta a carne quase, quase, quase, arrulhada onde o desejo envenena com o seu cheiro húmido.
Bebe-se de entre o lodo que ataca e devora a boca com as suas seivas que não passam de teias... sempre abertas.
Ao lume fala-se baixinho e olha-se demoradamente porque as curvas possuem sabores que inundam a boca com densos aromas. Tolhem-se breves orbitas e este cíclico inflexível extraia o fogo. O cheiro intenso, a ostra visível pressente o sal e despe-se na língua agresta que pouco a pouco lambe… e eu escrevo-te quase a sentir toda a saliva que dos lábios partiu sinuosamente…
Na minucia dos gesto as gotículas de água lambem as barbelas, a mariposa é uma racha no vício da acidez que bate com a língua na pele perpendicular obliqua fria líquen no balbucio dos ciclos pegajosos de um tubérculo que incita bebedeiras e onde a fuga é sempre a falésia, o miradouro, a avalanche que se dilata procurando alinhamentos fundos na tempestade labial que a atravessam. O mar se esquece das trevas e as serpentes possuíam língua a mesma que golpeia o estreito golpe onde o sol é uma pequeno interior húmido e escuro mas onde todas as portas escorregam e das mãos dos amantes a aberta é uma ardente madrugada.”
Luísa Demétrio Raposo, do meu livro " al mojanda"
"O olho do cu é o charco na massa solta a arder na translação boémia. Um porto, ensopado. A ribeira, almejante, almo janda, al mo janda, em torno de um ponteiro descalçado. Um território, aceso, coberto de musgo, cintilações, mugidos, e de odores que aceleram os vocabulários nos lagos pelos sexos engolidos. Nos roucos roncos do pénis que gulosamente grita de entre as peçonhentas substâncias da terra coberta de chuva."
do meu livro "al mojanda"
"Odores na revolta e o latejar brunido é um segredo fêmea foram sempre entre os caules húmidos, escondidos na íntima nudez, no infinito da rosácea, onde se encurvam as mãos e os sexos empolados se encharcam e abrem irradiações inexplicáveis.
É amargo o deserto que a pele concede á luxuria, a que se ergue e me morde, tropeçando em lugares, aqui e acolá e que serpenteiam entre a vagina, gemente."
do meu livro "al mojanda"
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
horda o corpo
O foge ensina às letras o soterrar imperceptível. Acaroa-se. Imagina-se e lambem-se toda a explosão que detém o sémen acorrentado, mudo, no interior do corpo que se masturba a cada debruçar que respira e grulha. O prepúcio que a boca suga, as águas que lambem e pela negra engolem tudo na revolta doada da língua em chama lenta, o repetir dos planos em rodapé. Ele geme. E sobre os lábios a pauta escarlate aquece a pele dos veios que se refalsam de entre a intensa chuva que sai tacteando todo o dorso penial.
A palavra húmida no desejo projecta-se, a terra, acesa acende a necessidade estendida. Renascem lodos. O sexo desaperta o sangue. Desintegra-se a braguilha, a imagem ergue o pénis que repousa à sombra soerga. O escorregar alarga o corredor e da boca onde o sal anda sobre os gemidos, sugam-se paredes que um céu contrabandeia de entre o precipício recortado do lábio ancorado ao porto que tropeça nos enormes pentelhos…
* pertence a JAGUANA, luísa demétrio raposo, 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Os seios dela, anelantes disseminando-me a língua. Os seios dela, gumes, em copas escancaradas, as auréolas bárbaras, na língua que tremia e o mamilo lambiam, lá onde os dois cumes eram de leite e cheios de tempestades salgadas. A cama, em cada poro, nela, os meus órgãos cresciam e as rotações bobeavam as duplas silhuetas, juntamente, secretamente nos sexos felinos crepitando-se, aveludadas, as virilhas repletas de tinteiros e de prosas em sanha gota a gota, as duas púbis suadas.
Nas veias, a cama, irrompe, a vertigem, trilhada, o meu endereço amante, o epicentro do equilíbrio e o desequilíbrio, à nossa volta a precipitação e a bigorna sem rosto, na cópula.
Abrindo-se em travessias, a vagina encharcando-se em palavras e poemas, linhas e núcleos, pólvoras, golfadas e lanços nadando, nadando entre águas minadas, entrando nas duplas ancas contorcendo o mundo húmido, vibrantes, vibrando, vibrando, vibrando, vibrando, entre o espaço e os dedos navegadores em debate.
Chove sob o navegar da carne, bem a meio rio, o ânus, o buraco entre os escombros, onde o delírio se abre no repente da imagem larga.
A memória bruta da seda, a imagem das suas entranhas esmagando-me.
Seda a carne, encostada na página inteira, na escrita que se vai fixando e se vai fechando a cada onda orgástica, a cada profundo nó, as trevas, o enxofre cai nas margens, iluminando a ceifa e nós, abertas, nas espasmódicas respirações, num cais, ateando toda a memória atenta, avassalando nas frases a frase. O cio a desmoronar-se onde os buracos fervem e nos abrasando não só a Alma, mas também toda a carne hasta.
Luísa Demétrio Raposo
Nas veias, a cama, irrompe, a vertigem, trilhada, o meu endereço amante, o epicentro do equilíbrio e o desequilíbrio, à nossa volta a precipitação e a bigorna sem rosto, na cópula.
Abrindo-se em travessias, a vagina encharcando-se em palavras e poemas, linhas e núcleos, pólvoras, golfadas e lanços nadando, nadando entre águas minadas, entrando nas duplas ancas contorcendo o mundo húmido, vibrantes, vibrando, vibrando, vibrando, vibrando, entre o espaço e os dedos navegadores em debate.
Chove sob o navegar da carne, bem a meio rio, o ânus, o buraco entre os escombros, onde o delírio se abre no repente da imagem larga.
A memória bruta da seda, a imagem das suas entranhas esmagando-me.
Seda a carne, encostada na página inteira, na escrita que se vai fixando e se vai fechando a cada onda orgástica, a cada profundo nó, as trevas, o enxofre cai nas margens, iluminando a ceifa e nós, abertas, nas espasmódicas respirações, num cais, ateando toda a memória atenta, avassalando nas frases a frase. O cio a desmoronar-se onde os buracos fervem e nos abrasando não só a Alma, mas também toda a carne hasta.
Luísa Demétrio Raposo
domingo, 26 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
o o sangue em um molde grotesco. A curva em fusão repercutida nos ecos da
carne. O instinto segreda de entre as brechas para a carne invisível. O sexo.
Abro-o, no lado de dentro na haste orgânica na morada, no falo que se aparca se
à encosta húmida do texto.
Calo-me. Murmurante.
O decerto é o cio viajante que absorve e alimenta todas as narrativas extenuadas em poesias, o regato largo. Nela, cabe o pénis, sozinho, o lóbulo, o golpe incessante onde a corrente exilada das artérias defrontam-se com os redemoinhos escoriados de um coito.
O meu último habitante é o diário onde escondo a língua e todo o pensar que nasso a meio. Dentro do ventre as palavras enlear-se-ão ao cair.
Decidi ficar neste monolugar onde alto se atolam todos os canos grossos de um orgasmo.O inóspito ruir. A curva. O ruido por detrás das silhuetas. Intermináveis frentes.
Calo-me. Murmurante.
O decerto é o cio viajante que absorve e alimenta todas as narrativas extenuadas em poesias, o regato largo. Nela, cabe o pénis, sozinho, o lóbulo, o golpe incessante onde a corrente exilada das artérias defrontam-se com os redemoinhos escoriados de um coito.
O meu último habitante é o diário onde escondo a língua e todo o pensar que nasso a meio. Dentro do ventre as palavras enlear-se-ão ao cair.
Decidi ficar neste monolugar onde alto se atolam todos os canos grossos de um orgasmo.O inóspito ruir. A curva. O ruido por detrás das silhuetas. Intermináveis frentes.
Apedre, a
peregrinação, a tinta inesgotável do iodo, a sia que sacrifica palavras mas que
não corresponde ao som fundo do cílios e aboca e imagina o lado destro do
corpo, o caule, o electrão, o jardim em fogo, um equiónio perímetro que na
inabalável divergência golpeia e morre entre enigmáticas geometrias, quebrando
o sangue em um molde grotesco. A curva em fusão repercutida nos ecos da carne.
O instinto segreda de entre as brechas para a carne invisível. O sexo. Abro-o,
no lado de dentro na haste orgânica na morada, no falo que se aparca se à
encosta húmida do texto.
Calo-me. Murmurante.
O decerto é o cio
viajante que absorve e alimenta todas as narrativas extenuadas em poesias, o
regato largo. Nela, cabe o pénis, sozinho, o lóbulo, o golpe incessante onde a
corrente exilada das artérias defrontam-se com os redemoinhos escoriados de um
coito.
O meu último
habitante é o diário onde escondo a língua e todo o pensar que nasso a meio.
Dentro do ventre as palavras enlear-se-ão ao cair.
Decidi ficar neste monolugar onde alto se atolam todos os
danos grossos de um orgasmo.
Luísa Demétrio Raposo, 22 de Janeiro 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Nos textos que escrevo a interrogação é o branco inóspito na folha de papel que raramente me abandona.
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
O tinteiro rompe a página em branco costurando as palavras a um mundo perturbador onde só permaneço destinada à ausência de outros leitos.
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
No auge, o sexo enumera qual das ilhas possuirá o esperma; um lugar agachado ou um caís de certo.
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
"A dor é a longa silhueta, a ponte onde a carne suspensa caminha, isolando frases. Ela é o beco que persiste e que não deixa chegar a finitude a tudo o que escrevo, é o instante que tenho, sempre, o lado transbordante onde me sento todos os dias algumas horas à espera de um Deus que persiste em não existir, no tempo que nasce irmão do outrora onde eu era movida pelas areias de outros livros, pelo impulso invencível de sonho. Hoje é o vício de escrever em lume aberto. Aqui abro-me aos dias."
Luisa Demétrio Raposo, 15 de Janeiro 2014
Num lancinante fundo onde o caos escriba o sexo em prosas que despes ao longo de um precipício, a minha abertura interior, trémulo, concentras-te nas labaredas que ardem e nos afundam num tempo que não é de ninguém, porque a poesia é um nome largo, o grande pulso que reflecte as folhagens em brasa que gemem expelindo impulsos longos, seivas compactas, odores entre as humidades em áreas delirantes, as figuras de estilo nos baixos ventres, a vulva onde o assombro é uma única poça de água, o êxtase onde são visíveis os lábios secretos de um poema...
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
"No urdir guloso que veste a pele, a foda, em aromas impassíveis revelando nós, tramas intemporais, nas vazias de ti, lambuzando-me as humidades de entre as seivas que rasgam o silêncio sustido, revestindo os rios que nas carnes, escarlates, animais, afogam-me os veleiros onde a língua solta a noite nas malgas gelatinosas, acesas entre as tuas coxas á beira-mar escrevendo na ilha despida a embriaguez por entre as sombras.
O rumor, cúmplice, nos becos ouve o rebentar aceso da libertação inchada.
Chove sob o navegar da carne, bem ao meio do rio, no ânus, o buraco entre os escombros, onde o delírio se abre no repente da imagem larga"
Luisa Demétrio Raposo
10 de Janeiro 2014
O rumor, cúmplice, nos becos ouve o rebentar aceso da libertação inchada.
Chove sob o navegar da carne, bem ao meio do rio, no ânus, o buraco entre os escombros, onde o delírio se abre no repente da imagem larga"
Luisa Demétrio Raposo
10 de Janeiro 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
"Na riscada da água eu sou a mulher e o meu sexo é um lobo que persegue o lado de dentro da floresta escura, estrangula-me a carne, desabotoando-nos os declive, o sítio amargo onde se despenha e inclina, o mesmo onde a vírgulas imergem na desflorestação das inúmeras buscas que um corpo feminino quando caça.
A ceifa nos lábios dilata o arpão para poder saciar argilas e a desenfreada água devora os escarlates numa violência que salga todas as nocturnas ventanias."
Luisa Demétrio Raposo, 9 de Janeiro 2014
A ceifa nos lábios dilata o arpão para poder saciar argilas e a desenfreada água devora os escarlates numa violência que salga todas as nocturnas ventanias."
Luisa Demétrio Raposo, 9 de Janeiro 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
"As garras latejam tímidos invernos; os olhos lanço ao pesadelo branco da página, a bruma que enegrece as alucinações e onde o sangrar é o coração caligrafado, quiçá o meu, onde os dedos largam mares de tinta.
Sozinho, o olhar provoca o debruço foragido da tinta preta. Do outro lado a mesa a lua é a fenda migrante que espia o sexo imutável.
E eu, encontro-me nos laivos que deambulam por entre a... certeza, alba.
Sou a única personagem desarrumada. Escrevo o vento o lodo e à saída da mata a vulva de boca aberta rebenta de humidade em pânico na cal, ancora, entaipada debaixo da muralha.
A poesia irromperá da submersa pólvora que salga-me e dilata-me os desertos embates que no meio das mãos rasgam traços.
A boca, acesa, o húmido arpão, o resfolgar da água indomável à velocidade das beiras que lá fora gritam.
A vigília aprofunda-se, na página em branco, onde não consigo acordar nem anoitecer-me."
7 de Janeiro 2014
Sozinho, o olhar provoca o debruço foragido da tinta preta. Do outro lado a mesa a lua é a fenda migrante que espia o sexo imutável.
E eu, encontro-me nos laivos que deambulam por entre a... certeza, alba.
Sou a única personagem desarrumada. Escrevo o vento o lodo e à saída da mata a vulva de boca aberta rebenta de humidade em pânico na cal, ancora, entaipada debaixo da muralha.
A poesia irromperá da submersa pólvora que salga-me e dilata-me os desertos embates que no meio das mãos rasgam traços.
A boca, acesa, o húmido arpão, o resfolgar da água indomável à velocidade das beiras que lá fora gritam.
A vigília aprofunda-se, na página em branco, onde não consigo acordar nem anoitecer-me."
7 de Janeiro 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
"Martelos de pedra que desentranham uma vontade alta. O silêncio na traqueia ateia o centro e o ascendente de todas as minhas tempestades prematuras. Arde a região e a musica é uma bala ferrando os lábios, soldando o meu corpo minado, devorando a escuridão em mim outrora morta. O sangue luminoso, pulsando entre as estrelas "
sábado, 4 de janeiro de 2014
O pénis é somente um arquipélago e ainda assim quando ereto e não
resistindo aos seus raios molhados na desordem que por ele pulsa ao entrar no aqueduto das águas maciças, penetrando entre o seu regato escarlate, a insula em loucura, fervendo nas palavras que lavram a fechada intensa, e toda a gramática que vive disso …
resistindo aos seus raios molhados na desordem que por ele pulsa ao entrar no aqueduto das águas maciças, penetrando entre o seu regato escarlate, a insula em loucura, fervendo nas palavras que lavram a fechada intensa, e toda a gramática que vive disso …
domingo, 1 de dezembro de 2013
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As curvas afastam-se e deflagram fogo, alastrando-o para lá do limite que desequilibra a ordem viva do sangue. Das forças, as linhas agarram-se vivas. Entre o gozo. Entre a flora ininterrupta das larvas lanhas em eclosão. A dor serpente percorre-me dentro da escura lagoa negra, estrangulando-me a carne, desabotoando todos os sítios nus, arrancados ao odor intimo, em declive, onde o amargo se despenha e inclina, o mesmo amargo onde as vírgulas imergem, na desfloração das inúmeras bocas que um corpo feminino possui
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
"As bocas, uma só língua, açulada, lambendo, bebendo, sugando os sítios, a saliva que brota de um solo, panteão. O texto, a memória costeira da boca em desequilíbrio, nos círculos nómadas, as cartilagens gemendo para lá das minhas cisternas interiores onde não se ouvem gritos mas tão-somente um amargo gosto a lanha e escuridão, na secreta via onde o paraíso vira noite e o sangue a desmata oblíqua entre a voz rouca que a pronuncia. A beleza de braços abertos entre o respirar cru, cíclame, aberto e desperto nu na boca que ferve e que ama toda a matéria explícita."
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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