quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Visões da Poetisa

Por uma simples frase fresca de Verão fui, eu, mariposa, percorrer o fundo dos teus atalhos, num voo, sinuosamente amplo...





[ ao Jota ]



Encontrei em ti o homem, de aberto peito á loucura, erguido pela chama que canta sorvida pelo extase. Que magestade de imagem. Nas balsas marginais, a demência estremece nos meus braços que correm para ti sonambulos.
Beija-me?
Beijo-te!
Beijarias!?
Eu desejo-te, nas rodas exitadas, do teu céu ardido. Na tua devastação inteligente. Fabulosa.
Dá-me a tua mão. Pensativa, antiga, e queima-me com ela, ainda que só por um único instante, entre as faúlhas do fruto vulcão, que arde em mim rapidíssimo, lenitivo. Cantante.
É tão sublime poder ser o teu afecto intimo, infinito, no imenso vácuo do teu coração, no fluxo encantado do teu sangue profundo e fecundo.
A nossa treva, é a da carne batida, secretamente, doada ás intimidades . Onde as tempestades são eminentes, a luz, um elemento eletrico que nos clarifica os tesões.
Sou o teu Sal, a nua àgua salgada, que no membro reaparecido, acende-te a veia líquene. O amor total. O poema.
Gozo, contigo, a minha inocencia, apalpo as palavras por ti, aqui entornadas em soluços, e sussuros de prazer. Eu sou assim, eterna escoada de motivações, as tuas, num quente silêncio que te pensa. Que para ti escreve ardentes pensares na mudez aterradora das palavras...

Beijo da sempre tua,

L. M.

2 comentários:

São Rosas disse...

Sortudo, o Jota... e isto ficava bem no nosso blog ;O)

The extended phenotype und extinct gene sequence disse...

cê tem pouko vermelho
canalha