sábado, 13 de agosto de 2011

HOMEM



«O [meu] Homem é um perfume que fermenta e dentro em mim, Mulher, explode!
Um aroma defronte as narinas, planas, na pele concava que sai do corpo, que eu amo e transforma-se. Num anis Sol. Mistério e abismo, em chamas gravitacionais.

Os teus. Lábios húmidos, orbitais em halo e flecha.Volumosos. Ressumando sobre os lençois, que ardem sobre a esfera que brota funduras e filôes de lugares andróginos. Enclavinhados... e que serão aspirados pelas visões hipnóticas dos sorvedouros carnais. Nossos!»

*foto Alioune Touré by Arlinda Mestre/2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

frases àrduas [falam]



(...) O Genitais... aumentam... aumentam em mim as palavras que o silêncio pontua no {meu} interior reflexo, num mundo que somente para mim é real. Onde as tardes são longas descobertas e a palavra reencontra o antes a entrar no mundo. Onde a minha língua treme inteira, dentro, em ti, opolenta. E te urde numa potência arvorada...

Toco-te numa fincada louca, luminosa, onde o teu tempo é somente um relevo por mim aquecido, numa fascinação que cresce cheio de uma tesa trama que não quer falar, mas elouquece, presa a uma veia escarlate, entre o teu fôlego e a minha erótica escrita, na transfusão da imagem que uma extensa faísca enche insessantemente...



Dentro do meu sexo a tua voz requer palavras; palavras nas quais eu balouço e gravito.Onde o odor insensato, balbuceia rápido palavras onde me rasgo e tudo, meu amor, tudo me abala dentro delas. Palavras onde todo afundas, e ardes cheio de gritos que mergulham e ao mesmo tempo fogem das formas, nos bordos raiados a vermelho... tão translucidamente...

As, labaredas tocam a cama, num troço avistado, na sombra cativa, na margem, dentro de um gesto que desfeicha e estala a desordem de um ex exercicio nominal...

Na Vagina plantas colinas, onde entra o teu Astro que por mim alastra, deixando um abismo cego nas partes graves, cheio de esperma... (...)



* ao Jota, eternamente, aquele que eu amo profundamente...

Luisa Demétrio Raposo
21/7/2011

domingo, 10 de julho de 2011

a Deusa



"A minha escrita esconde um membro incediário.Uma Deusa de alta presença.
O teu rosto espera, agora, pelo meu lado mais animal . Pela claridade do meus orgão genitais que pulsam nela, a Deusa {Vagina} como um oxigénio, soprado em ti , interiormanete, no esperma que rebenta em volta das tuas duas ilhas que desesperam aumentadas.

A febre ávida de tua leitura fecha-te na perfeição hipnótica, num transe secreto onde eu sou a tua queimada o teu lado ateado, a lunação, que vai á minha procura dentro da tua cabeça, que embriaga o teu sexo em pequenas ideias: sibilando canções suadas e outros textos psicóticos que somente podes beber em mim, através da minha boca ou das minhas ancas onde a tua língua se perde na sedução do movimento das palavras.

Perturbo-te, eu sei, pelo tremor da escrita que lês nas margens pequenas e negras, nas palavras que são sexo em todos os leitos, no repouso grande, fechando em mim o membro erecto . O meu desejo e este meu texto..."

*Intensamente ao Jota

Luisa Demétrio Raposo

sábado, 9 de julho de 2011



« sóis crescem para todos os lábios na morosidade da palavra quente, céus nos meus vales onde ousa raiar os fundos da noite. O Sol vermelho, no teu pensamento por mim a avançar, infinito, grande, voando e batento raios pelo universal sexo masculino. O amarelo é a visão infiltrada na concepção de um delírio precipitado»

Luisa Demétrio Raposo

[citações]



« Meus olhos se rasgam nus em ti.
Nu plácido desta página, o teu olhar é um incêndio que procura arder nas minhas savanas!... «

Luisa Demétrio Raposo

pensa[ todas as Vaginas possuem pálpebras]



(...)A ideia. Louca, chama por mim; Inteligente congermina-se no meu pensar quando este sangra obsessivamente palavras que gravitam pelos (meus) quentes baixos, num avançar e recuar; num pastenejar, nas pálpebras, doces, iluminadas por uma extensa inspiração, decorrente; por um rio de sangues, irrigadas, elas escutam as palavras que descem húmidas no calmo halo de um fogo que me morde em toda a minha húmida carne...! (...)



Luisa Demétrio Raposo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

dedos que passam a mão pelo pensamento



«Na sombra do meu sangue escrevo-vos do meu mundo, escrevo para todos aqueles que entendem que um poeta vive com o rosto no meio de letras e que elas selam um planeta que me dissolve que se dissolve sempre a cada frase escrita por mim.

Anoitece entre o meu tremor e a minha treva. O mundo lá fora corre trespassado pelo láudano. Em vóltios e vóltios... No meu mundo o sangue aproxima-se escarpado. Os dedos prepraram mais uma aurora e os Astros lutam , dentro, em mim, numa guerra de elementos, transformando a imagem trabalhada em palavras.

No chão da página escuto os rios que correm repletos de frases cheias, gritando, gemendo montanhas em falos gritos. Também Eu às coisas mentais grito;

- aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh!...

Na pele a encarnação, o amargo sal que o Astro na carne deixa fugir quando faço morosamente comida dum poema, uma visão ou um lugar para os outros, para os sonhadores, para todos os que procuram a assumpção, as palavras, em lugares compactos no entusiasmo do branco que se pinta às vezes de preto e de repente ficam ofuscantes, as palavras, as colinas das palavras. Em aceleração.

Existem em mim dias dificeis, onde planto a carne dificil na esperança de colher sentires dentre, o delírio que a noite pulsa, a vírgula ardente das mãos que escrevem e me empurram de palavra em palavra, unindo-me À poesia, esse núcleo surpreendido que os dedos quase amornam, no poder que deles advém. É Então que o verbo me acende a vida. Acendendo os dedos numa selvagem criação. Ergue-se fogo vermelho na transparência profunda da gramática atormentada pelas visões ferozes, pelo escaldar da minha caligrafia, desvastando campos e laguras brancas, afogando páginas em loucura. Textos coagulados, impressos no meu pensar, num pensamento perfurado pela febre que me costura ao ar , tal e qual como uma droga, da qual eu sinto que sou totalmente dependente...»



* a mim própria, lirícamente!...



Luisa Demétrio Raposo

Feérico



«Encontro-me na veia púrpura [borboleta] que manobra o pulsar, nos meus braços, que movem frenéticamente, o (m)ar pulsante, no ecoar fechado dos músculos navegantes.
No rito, a Luz, a escuridão uma imagem fecha e tudo o que escrevo nela se fecha no adormecer de um grito repercutidos no Branco que constrói as páginas, suspensas, na aparição o texto, aquele que chega ao céu [o leitor]
Que me eleva às mentes incessantes das palavras que orbitam os inúmeros céus exteriores, maiores, onde o olhar é uma inteligência tão viva como as minhas palavras.»

Luisa Demétrio Raposo

[citações]



«Sou um lugar tremendo, um bosque de incertezas alado ao cemitério onde jazem por toda a parte alegrias e tristezas.
Do meu coração, esse pobre amante roubo-lhe o crânio e o seio palpitante, para que em mim possa revelar nuas afeições femenis, pétala a pétala»

Luisa Demétrio Raposo


(...)Pertenço ao sonho em marcha, aquele que devora os meus dias de leite e me sustenta num único pilar o meu cimento e toda a minha irrefletida grandeza. O pavor entra nos meus dias e confunde-me a morte, suspensa na luz de um Astro onde arranco toda a minha profundidade ao meu Ser. Pertenço-vos num luar recalcado, colérico onde as minhas cores tremendas se encontram e se misturam dando figuras ao delírio, ao horrivel pensar que contem todas minhas quedas, imóveis, magnéticas, num arfar branco, entre rimas e gemeres onde ouso correr, em êmbolos sobrenaturais entre o meu e o vosso renascer.
Pertenço-lhes no sangue a ir e a vir em redor dos meus dedos em germinação, na absorção dolorosa das palavras que transforma os meus vicíos brutais em poemas exteriores(...)
Luisa Demétrio Raposo

domingo, 12 de junho de 2011

Na Queimda da Tua Boca Onde Devoro Fogo!...




»Perco-me sempre entre os pilares escarlates da tua boca e imagino-te a tocares na garganta onde desapareces e renasces na ansiosa vergada.

A boca escalda o sentir. Na boca. Arrabastas-me, todo. Tudo!...

Nas pálpebras que se apagam na foz do teu olhar cerrado, pálpavel através das minhas palavras aqui deitadas. Onde as minhas fomes e os meus sorrisos nunca se definem, para que o mistério possa sempre levantar-te e consigas olhar-me, sempre, entre o desejo e o pensar descerrado que guardas entre o teu respirar e o teu coração que irrompe da minha terra, o meu sangue ardente, trespassando-te como o dardo de um caçador, rompendo o fogo perene sentido...!

Eu amo-te no mais profundo dos meus poemas onde somente a inspiração ocupa todos os espaços e veios, na fantasia mais pura dos meus órgãos genitais, na mulher que existe em mim, cheia de alimento para Ti.

Sou todos os teus sonhos coalhados no leite das palavras, imergindo pelo poema, semeando no sangue campos e orvalhos, dentro...»





* ao Jota que SEMPRE faz tremer o meu mundo na queimada da sua boca onde devoro [num continuo sexo] fogo!!

sábado, 26 de março de 2011

Jade Encarnada



(...) Deito fogo à minha escrita, à palavra. Retalho nela a carne em brasa, transmuta onde, o sangue arrasta o tesão febril, queimando todas as minhas ruas e avenidas.
Fendas luminosas o são; queimaduras na, carne, profunda, consanguínea, pura treva, onde os dedos abertos na caneta, se masturbam num mudo mundo, num rítmico dilema que, embriaga e seduz...
O Astro treme, alto, na magnificência, num continuo sexo, onde as carnes se unem e se transformam num pilar único. Demoníaco. Onde se quebram regras e a razão se alastra na força absoluta das chamas que comem a fornalha. Curva. Acre. Num bárbaro coito. Cem palavras...!
Pénis em fogo, Vaginas na minha floresta de letras, onde os haustos nexos me comem e expiam, fechando-me nos seus lábios secretos, anónimos, mas que eu amo nas imagens que me ascendem à cabeça e enriquecem o meu vicío, num incêndio.
A Poesia me engole num fogo sulfuroso. Profundo. Numa trilha sísmica que, rasga os pensares e os desabotoa, que fogem de pesados freios e os devastam num elementar trabalhar de imagens, que têm uma força imponente. Maior, que os faz sonhar e a mim escrever, penetrando em sítios amplos, potentes, fechados aos olhos catrasdos de muitos.
Deito fogo á mente que me lê (...)

Ser Poetisa





(...) O fogo é um elemento incontrolavel. A loucura é a minha cura. Habito entre estas duas tensões, fusas nas muitas noites impressas na tinta das minhas palavras.
Ser poetisa é vestir as rodas excitadas do fogo. Comer poesia numa precipitação em brasa, no poder firme, silêncioso. Absorvente. Assoberbado. No ar erupt...ivo das imagens lívidas por mim recriadas. É ferver num vulcão dos mil sentidos, consumida pelos orgãos e uma esfera que pensa mais alto. Numa abertura interior. É possuir a fonte oculta. Desconhecida, onde tudo se ousa e o sangue se move frenético. Onde o ardor é batido nas veias inacabados que ropem portas. È morosa, a minha loucura. Obsessiva e incustrada. Sem direcção ou posição.
Na extenuante alucinação, os sentidos em germinação. Glória num ardor exemplar, elementar. Redentor. Alucinado. Onde poema se vem nas minhas formas, adentro e, se transforma, extilhaça-me num pulsar, aberto, onde ele bate, bate, bate e me rasga universalmente, numa mão imortal que arde. Desce. Arde. Dói. Arde. Num grito. Arde na fala imensa, na mulher que grita em mim, na matéria violenta que arde, incriada no meu inconstante ventre escarlate, onde as chamas movem as palavras delicadas. Quentes. À tona do poema. À tona Do brotar que o lê. À tona do olhar que o abraça. À tona de mim, Poetisa que o desata de um jorro leito rosa, num manar secreto e eterno que entontece as nuas distancias (...)

sexta-feira, 11 de março de 2011

...



(...)A minha solidão é um lugar tremendo. implacável. Sou. Obscuramente infeliz e incompriensivel aos olhos do comum mortal. A minha vida é uma tela, desarrumada e sem fronteiras. Sou ilusão. Ambígua. No silêncio hábito, o mesmo que silência-me perfurando-me os tecidos vivos. Alimentando-me a loucura, que explode no meu sangue num ...mergulho disperso...
Trago em mim a ameaça, intraduzivel na boca de qualquer Deuz.
Sou um lugar tenebroso, onde somente o meu eu, consegue habitar(...)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

u ímane



Louca a dor superlativa e esconde a fluência dos movimentos teus; sexo; sexualidade; onde morro na terra abstracta na eternidade do peso da argamassa lambida; negra a ferruadela que cobres nas tuas bruxelas estreitas na dormência que sonhas e onde te sonho numa era violenta e fervorosa nas cruas ansias em fogo; ardêncio que decresce nas torres em torno do pêlo carvão onde se assomam os testiculos que me caçam as bocas entre um ou dois movimentos circulares nas palpebras da tesa pele mansa; meles; mel a incorporar-me em; incorporar o verbo que queima a língua e fode nua a memória da tua noite nossa superlativa agarrada à nuca a uma imagem onomatopeia que expira sexo respira sexo e cama na canela dos lábios fecundos a tocar as nuas imagens enrolhadas que abraso no olhar a cada letra que aqui escrevo ou transcrevo do teu lugar opaco onde recordas os ensinos na minha sombra faísca; almíscar ofuscante em brasa que nos enlaça e abrasa as respirações numa ardência alta onde o carvão é o nosso ambíguo fogo caçador aumentado pelas minhas nuas africas em ti; a minha selva em pólvora; ímane.





In "Deuzes(com Z)"

Luisa Demétrio Raposo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ORÇANDO



Mastro Pai que te aprofundas inspirando em mim para dentro sempre o sangue corrente agarrado a: trespassas a camuflagem; pétala ardente que circulam louca por mim sussurrando; a noite tem vibrações na escarpada passagem oblícula; em torno a; vulva negra fechada na tua mão salgada que absorves nas minhas artérias pulsantes; enxames de ânus e tesão escoam-se em ti com um caudal que transborda a ventre forte que respira no buraco e come os enxameados lagos em ti; os sangues turbilhonam misturando-se entre o meu e o teu cais transparente na nua mão que se movimenta por interio em mim maciçamente; aprofundar du teu cume na forma lavrada raiando a membrana no espelho vivo e leonino que é Astro Mãe na boca pura onde o tesão começa; a pele treme; a mesma coisa onde impensadamente brilha a tua voz rouca dentro dos anais da minha carne nocturna perna a perna boca a boca língua a língua apontas a ponta do poro em poro no animal que é inocente metáfora e eu Astro Mãe tu Mastro Pai que nos aprofundamos ambos no sangue corrente em nós exalado a; percorrendo plumagens em viagens dementes e circulares misturadas na noite alargada do sexo penetrante que crepita sussurros em anestesias de descobertas no hálito divagante onde Deuz regressa à limpidez dos furos naturais completamente ardidos em torno dos raios e dos tesões por nós expelidos no único vulcão que se lavra a pulso nos genitais que se movimenta por inteiro em nós dentro de poro em poro boca na tua na minha boca um mamilo que se esvai na tua graganta; Mastro Pai onde a minha noite se torna Humana nas caverna transburdantes onde bate o sexo no branco que lambe o mundo em retorna da vida em fluidos que rosnam; bem estar abrasamo oculto na veia louca da minha escrita; no escuro rebentaram atmosferas orgulhosas gulosas em jubilição das multiplicações que prodigiosamente se fundiram no Mastro Astro Deuz!

in " Deuzes(com z)

Luisa Demétrio Raposo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Frases e Pensamentos




«...»Estou a ficar viciada na solidão. Cada vez passo mais tempo com as palavras e menos com as pessoas... Tenho necessidade da solidão para escrever e para me sentir. O mesmo não acontece quando estou com entre gentes, porque cada vez mais me desiludem. Sinto a maior parte delas a galáxias de distancia.Não falamos a mesma lingua e não partilhamos o mesmo sentir. Tenho muitas muitas saudades de casa, de um local que existe no sitio onde penso«...»

in "Deuzes(com Z)

Luisa Demétrio Raposo

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O ROSTO



É princípio, em várias formas. Toca-me sempre numa largada sensível . Na minha, cabeça, é o delírio, nos teus lábios docemente um animal. O espaço obtuso dentre o ar e a multidão carne. Os átomos o invandem, a unir a turbulência íntima do espasmar, que , por si fertil, escreve as multiplicidades de uma razão, seja ela excessiva ou quiça não... E, é neste baixos raios que se desmatam nus teatros, consumados, do dia a dia, na hora, do segundo. No agora. Por todos. Us lados que À minha voltejam. Mandam!
Comer um arrepio no silêncio, uma ventania [me] fode u imaginar. O Rosto, é, sempre solitário e varre totalmente a geometria, com olhos em confronto.
Na língua a devassidão, e, é, sempre preciso entrar nela. Alimentar-me, ela. Macia, como nua pluma . Atravessar. Lamber, ainda molhada, para poder roubar a vocação. O texto. A elegancia bruta das palavras. Cruas. Na língua. No rosto que abrasa o que pensam de mim. Que...Queima... Aquando da boca se desbocam como àguias ardentes. Letras. Vivas. Serpenteiam com prazer o espaço, o campo centrífugo, a verdade supostamente virgem, compacta.
O Deus, Rosto, é o enlace no poder , um gabinete que obedece à Deusa òrbita. a Mente severa. Vibrante. Sexual. Em cima. No topo. Ao cimo, na clarida de um orgão extremo, o Cerebro!
Não existe sangue maior que o pensar. Não existe imagem maior que circula no imaginar, que alcança murmurando concepção à volta de um nun delirio. Não existe mundo maior que a força difundida, desta máquina movida a fogo pela dor e pela paixão. Que busca claridade no movimento intrínseco , nas constelações da carne. Que busca na sexualidade. Energia Dentro. Em Astros. Puros. No sangue Astro. que martela, brilha num vermelho que solta as labaredas do abismo, contínuo, dentro, à cabeça, nas veias do meu ... Imaginar!


Luisa Demétrio Raposo

*14 de Fevereiro 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Deus Nu AlenTejo


(...) O Astro intenso, Sol [hoje] nos invade nas janelas. Batendo asas no ar que aperto, no silêncio aplainado do Deus, cor, paixão, na minha mão cega, Libélula.
Veemente debruçada, a ilusão neste quartzo, a energia num tudo, absorvida nas ondas vermelhas, que cantam a minha alegria. Espantado. Espalhada.
Escrevo a solidão de um obsessivo Alentejo brutalmente delicado e apaixonante, onde o Astro Sol caça deitado a matéria bruta da Mãe natureza. Terra vida. Do silêncio alimenta-se.[Alimenta-me]
Do incêndio, nas noites que corta, às portas nebulosas da Alentejana lavrando poemas. A Poetisa que te escreve, numa veia adentro, uma nua Àrvore. Sombreira e plana, tão baixa como tu, que se afunda entre o sal agudo do ar imenso da planicie...
É aí que te [me] penso, com o meu olhar de Deusa, é aqui [ali] que pertenço, com peso do desordenado do meu hemisférico coração.Que despedaço nas frases. Nos lábios meus, anónimos que amam esta terra, voraz em jubilação.
Alentejo, u Mundo, no perfume que sorvo ao sangue. Transfusão das nuas miragens, límpido como um violino em que alguém desatou o som, a paixão, o fôlego, o vento. O fogo que tudo ilumina e trona translúcido. Que arranca aos sobreiro, límbos. Às porcelanans Oliveiras. Às Mãos Deusas que trabalham e choram o marmore. Esculpindo riquezas de uma memória silvestre. Paralela. Deusa. Deus. E Astro!...
Resplandecida, por tudo o que foi trazido em súbito pela alma, acordo para u abismo, entrando na razão initerrupta, nas imegens que se desnudam, no segredo externo das minhas palavras (...)

sábado, 15 de janeiro de 2011

SECRETOS[ eu escrevo-te Jota]



A noite escorre sangue e tempo, ardendo em amor ou simplesmente TU [alguém] me queima o corpo...
Um girassol , serve de lareira, à procura de luxúria. Isso eu sei, porque em ti me quero. Aparece a dança, foi à tua dança que eu me perdi, aberta no meio...
Campos silvestres, campos celestes, levantados e loucos na, noite que entretanto, se faz dia. Vociferante, traz a tua cabeça ao cimo dum monte. A tua mão cresce depressa. Posição. Nela cresce a minha, ansiosa pressa, a turbulência íntima que me chama. A unir. O acaso se desmata, onde se enrola a pedra redonda. Em, mim, submissa. Que procura o centro. Meu!...
O ar, se debruça na atmosfera terna, calma, secreta espelha à boca tempo e transforma-se.
Sangue ingénuo sobre as lajes o amor queima. Maldito, que desce para te dar a beber.
Relâmpago!
É preciso ser, Sexo, para entender as palavras em transe, e só aço deve transpirar através delas, infinitamente. Na obscura pele compacta.Exaltadas. Na espuma que pára para me inundar numa torrente inteligente( por aí dentro). Exigente. De, mais. Quente. Faminta. Sobre o cru, vale!...
O nu lugar desaparece. Sei que devo escrever aqui todos os aa do acto, as ferragens da roupa que bate contra o texto, numa escrita em vapores, suores, ecos e pancadas, de um, no outro, no lugar do outro. Nu tesão lacrado.
Em mente a tua zona. A minha boca escuta. As disturções das leituras, do teu rosto rosto limite além das minhas nebelinas, do meu gosto de ser. Expelida nas funduras do precepício ignío. Génio. Mastro!
Agora sei o que quero saber, sei o que os teus dedos violinos dizem, quando falam, quando me tocam nas loucas costas, no meu cabelo em fogo. Olhando-te. Sorvendo-te. Empurrando-te. Num poder difundido. Na obsorção irredutível.
O nosso amor é um caminho de fomes, embrionárias, e todo ele se enrola pelo lado, de, dentro. Todo ele se consome com o que em ti cresce pelo lado de fora. Dentro e fora. O nosso tempo é um relevo alto. Uma escrita louca, enquanto a minha voz abdicar do silêncio para aqui viver, escrever cada frase é um mundo, mudo aos olhos de quem me lê.
Para ti é sangue concentrado numa metáfora, a centelha. Paixão. Equilibrio. Rapto.
Os sonhos são estúdios severos, laços ateados, explelindo palavras, na minha e, na mente de quem em mim se fecha...




Luisa Demétrio Raposo

*15 de Janeiro/2011

sábado, 4 de dezembro de 2010

NO ÂMBAR DA MINHA ESCRITA



A minha escrita escapa-se do meu lado para o outro, sob os meus dedos, onde flutua uma constelação de palavras com labaredas a mergulhar, no teu rosto rápido e atento.
As minhas palavras tocam cada silêncio teu. A minha loucura é um alimento que te fala durante o sono, de um canto fundo e claro que se funde nos meus dedos, que escrevem.
Na testa fervente, cerrada á volta da escrita, as tuas mãos enxutas de labaredas sustentam um nu abismo, a (minha) constelação que palpita na tua imagem de raízes carnais. Onde desemboca em voz alta o meu fôlego, completamente vivo.
O braço num rasgão de ar, convulso, na mão que ateia a escrita( de carne rude)
Os olhos diamantes, os pensamentos torcidos em garras.Baixas. Amantes!...
As palavras são fogo, nus meus braços, numa selva implantada no meio da minha mente, estancada entre o meu sexo, o fundo da noite, e um buraco forte. Num pensar. Meu!...
O fogo da minha escrita, arrasta serpente, feroz e impaciente. Aberto, descoberto. No centro, por fora de uma paisagem, por onde eu escrevo tão depressa...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CALDEADA NA LABAREDA


[ ao Jota ]





A realidade, é o sonho, povoado de delícias que o despertar extingue...
Delicado é, o aroma do teu perfume.
Vou contigo, a teu lado, nessa tua marcha incerta, pancada, a, pancada, a , caminho da nossa, eternidade,( secretamente). Em ti. Na seiva lenta, batendo, contra , u sangue. Ulmos, em silêncio...
( dois mais dois mais dois são dois unos nus dois )
Penso-te!... Pensas-me...! A toda a velocidade. Na imaginação rouca. Numa flexão potente, vouga. Tu, dentros, nos meus sonhos. Nos enigmas que seguem, inscritos no teu pénis encoberto, na nua ardência , se queimam, sorrindo, nos meus vaginais. Derradeiros, clarões , que aperto, contra, quando, te, me , consomem !
Contemplam poéticamente. O tu. Virgula. Nu ponto.Tu. Duro. Pronto. Sensível, louco, louco. Eu. Em sub. Missão, dum animal botânica. Espádua. Ciclo com ciclo. Nos átomos, nus, que nos invadem. Para, todos os, nus, lados. Por todos os lados. Em mim todo o teu fogo... e para fora uma poça é expelida pela noite profunda, truculenta.
Beija-me...!
( os quadris até ás pontas )
Eleva-me, nu sangue, negro, lento e, quente!...
Leva-me, contigo no beijo. Cheio, foi, tesão, que nos abotoa juntos, no amor, de quem te ama.
(Segredo)
De quem me ama.
Eu!... Tu...!
Impossivel. Diz-me a tua alma, nos restos emurecidos que agora revestem o tesão.
E como dois astros, rodamos a volta, numa doce dormência, nos rostos, aluados, quentes e, suados , batendo de novo, a loucura, em nome de um opaco, por nós derramado,num extase, ou simplemente a vulva, que ainda suspende a haste, aureamente inteira...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Submissão



Encontrei em mim um dia um animal adormecido que me violou ferozmente a candura.Encontrei em mim um lugar onde penso campos inspirados no fogo que me bate nas palmas das mãos.
Encontro-me agora num poema...
A submissão é um tema consumido ou consumado por actos ou saídas altas entradas altas saídas baixas entradas baixas. Movimentos onde se desmata um sitío excepcional, fértil por si mesmo.
Submissa a mão que escreve e os poderes nela difundida.
Talvez seja uma força em movimento, por cima ou talvez se abisme num único núcleo central.
Geralmente a mulher não fala e o sexo exposto é o masculino, entreposto a uma visão feroz e fechada.
A submissão toca em baixo no silêncio sem pelo pudor bloqueda.Bate, pensa, verde, sentada, cega,mexendo, bate,verde,pensa, soando...
A minha submissão também é assim.Arguta e fácil de entender, claro está, aos demais que ousam a ela se submeter.

NU PÍFARO!...



[ ao Jota ]

Bojudo e vermelho barro, como cântaro, longo, um pífaro sustenta-me, num único pilar.
É uma inteligência exterior que,renasce, abrindo, no espaço um halo.
Na minha, courela, sorvo o silêncio latejante, um ambiente esbraseado. As sombras, nuas, pelo meu corpo caminham e em mim se esvaem, numa eriçada de silvas, ociosas e vadias.
O ar gira, explode, no ar arqueado, no teu rosto rápido.
As mãos, no pénis, num poema, na cama em mim cravado:
O orgasmo está perto!
Arde-me o teu poente em chamas.
Arde a cegueira!
Arde, na imaginação, tesão, a ideia!
Arde em mim o ar afável da tua lança. E... a traqueia[minha] irrompe um som, ardente árduo e agudo.
A boca anoitece quente, no teu, duro e potente orgasmo!

OUTUBRO


Os derradeiros clarões de Setembro, somem-se nu crespúsculo dum novo mês.

Outubro é um livro feroz, predominante, nus castos delírios.

O teu sexo suposto, está masculino. Desdobrado. Vingativo e transacto. A dita, é morte, e por vezes chega ao meio dia, numa revoada animalesca. Ventosa. Chuvosa.Expelida pelas águas sussurrantes. Na ventania que nus cega a coada.

Outubro, do repouso grande, Zig-zags ebriosos raios de sol, que nus aparecem, desaparece em sonhos azuis... nas rendilhadas nuvens, sob, um poético impulso...

Meus ecos, teus amantes, no teu silêncio.

Rios e vales guardardos no meu sangue e carne, os olhos duros, erectos, das, tuas cinzas oliveiras, que o horizonte iluminam, e onde os campos parecem vastos e, os caminhos mais ermos. Ardúos e frios, plenos como as tuas noites enormes, inacabadas...

Quebram-se palavras, u teu cristal, em fulminates paixões, carregadas de avassaladores desejos de mútua posse. Sei que me amas pela força das tuas luas, pela rotação que o meu mundo faz rodar, no roçar ardente do olhar em brasa, pela lua, dessedenta, que delira e vê nas minhas palavras, faces expressiva dum coito, com o anus Setembro, que tudo disseca e nada do que é frase respeita, na largura do mês ardente...

Outubro é uma vista oblícula das coisas que murmuram e que em ventos nos desarrumam as ideias. Nu abalo da escrita, a morte do Verão é uma miragem, desmoronada.

domingo, 19 de setembro de 2010

NAS VEIAS DA GARGANTA



Entrou-me o teu livro a dentro. É fácil, imaginar a precipitação com que sobre ele eu toda me inclinei. Abri-o. Devorei-o!

Acendi-me num céu, apaguei nele o meu olhar, sentada, nua, nu incêndio, nas regiões osfuscantes. Maduras. Ferozes...

E de um único hausto, o bebi todo, num travo, que o teu talento é poeta, malicioso, de ideais perversos, em mim totalmente, no agora, submersos...

A nossa carne, única. Vibra, o tesão de baixo para cima. Nas embocaduras. Furiosas. Que crepitam.

És clarão, nas minhas pupilas, deslumbradas, no abrasar liríco dum pénis, no agora imensamente soldado á vagina estérica, em delírios de fêmea.

O esperma libertado [o teu que transborda no meu] evolou-se para as regiões em torno da pancada. Como um animal por mim escorre, passa, e por fim morre. E eu, durmo, com ele luzindo no cantaro da minha profunda boca...

ESCALDANTE? VULCÂNICO



Um vulcão, levanta-se, no céu[da boca], o seu fogo brilha no fundo dos lábios...
Sobem...
Descem...
Tecidos calcinando, línguas e dedos. Abraço, até á bolsa, com a lua, crua, toda no centro!
Sobre a fronte, os seios em leque, nas tuas mãos, de Deus, onde o guerreiro faz-se crescer na flora.Igneamente muscular, nas púrpuras vezes, no calor túmido de um desejo.
É aqui, em mim, a tua casa: dentro!

sábado, 4 de setembro de 2010

QUEIMA-ME A NOITE




Brindo á lua que se despe devagar, em páginas desconhecidas. Na tela do infinito a tempestade é iminente. Tu e eu. Deitamo-nos. Numa luta de elementos. Levantamo-nos. Sons e clarões. Na colina enorme, onde o teu corpo canta na minha boca. Dura e quente. Sons. Tesões, que se entrecruzam produzindo um espetáculo sublime. Num amar subterrâneo enorme e cego.O ar fresco, torna-se abafado, nos colossais nimbus, na carreira vertiginosa da tua boca para onde todas as correntes atmosfericas se dirigem.as palavras

[Escolho enloquecer nos corredores, arqueados , em dedicatória ao circulo ardente]

Momento final, extraordinário, clarão profuso, é seguido do ribombar tremente dos, nossos corpos, que ilumina a linha poente onde o tesão foi por nós acentuado, onde eu grito essa virgula, completamente rendida, nesse martelo louco.Tão carnal.Quente. Do mundo anal.

O prazer é Deus que repercute por todos os nossos ecos incomensurávelmente...

Fôlego e Escrita



Tépida tarde de Setembro,

Ás palavras o sexo deixo discorrer, nas nuas fontes. O pensamento. Nas passadas ofegantes, pensa cego, rosto contra... a frescura duma meiga visão. Verga. Serena. Que se escancara ao meu sol, ardendo. Ardente. Num supremo amadurecimento. Tu!...

Tanto. Quero. Exijo. Desejo ser possuida num fulgurante galope. Teu. Desenfreado. Daqueles, onde, sou escrava. Nua. Uma caverna no teu mundo árduo em desejo.

Lançar-me a ti como um dardo, sem mistérios púdicos, delirar contigos nos enormes inóspitos campos de prazer. Escutar a olência sobre a grande boca. Húmida.

Como é sublime, nela eu morder-te, rasgar-te , lamber-te, moldando-te entre os seus dedos, que aos poucos, libertam-te, ou matam-te...

Teu sexo, eu vergo a meu gosto, e nele me embebo, nessa luz penetrante, ao meu puro capricho. Por dentro avançando, fundo tão tão fundo.

As púpilas entre o pénis da minha pele ... e a vagina da tua boca baixa. Quente. Entrançada a negro. Que engole. Amarrada em torno de um mastro, génio, animal, que sempre me espera nu abismo de um jorro incendiário. No membro , que, se derrama, e ascende ao mais alto poente, o sangue.

O sexo gira e explode em mim engarrafado...

Existe em ti um poema que eu anseio ter, um aroma que desejo possuir.

Agora!



Beijo

L.M.

domingo, 29 de agosto de 2010

Agosto



A gosto, o lábios que ergues correndo pela paisagem, a minha, externa, atravessada pelas noites onde a fruta faísca, olha Deus. Veloz. Em transe. Entrando em mim com se fosse uma bilha rítmica. Combustivel. Porque tudo o que é teu anda dentro, em mim, no movimento entre laços, em lugares. Respiradouros. Respirares. Na loucura negra . vibrando. No nosso, movimento, laço.

Agosto, entre o sal agudo da tua boca. Nu, duro, pénis, esse furo imaginário, vivo, onde eu vibro, devora-se em mim.

Na boca . Aberta, onde reflui o sangue, puro nó, tesão furioso, e fulcro. Ferrando o gancho. Vermelho. Gancho ferrando. Bravio. Nudez oculta. Floração, aquela cortina em brasa(minha), escondida, intíma, onde os teus olhares se devoram com maturação, onde te masturbas, entregando-me a tua alma.

Canta a alegria, na minha alegria, por dentro da grande falange masculina.

Juntos cantamos eternidade lavrada sobre o sexo.

Só tenho mãos.Tu um arpão. O eixo, que faz a translação, directamente, das profundezas do tesão. Da martelada leve que inspira a carne, peniana, absorvida...

Ah...! O gosto da pelvis. Tão a gosto. Impregando, tremendo, onde te desfazes,em partes do meu espanto. Guloso. Monstruoso. Minado pelo movimento, da boca sensível onde,

Respiro.

Suspiro


[ Agosto mês forte, envolto numa rola em brasa...
E digo-te, vejo o teu pensamento morredo na escarpa veemente desta minha ilusão ou simplesmente... tesão]


*foto retirada da net

sábado, 28 de agosto de 2010

Correspondência II [entre a Rosa Genital e o Pénis Astro]


[ No luar do meu riso dilui-se um orgasmo em astros ]




Escrevo-te, da vastidão dos meus horizontes, dos confins da imaginação, onde habita e se acendem todos os teções numa manhã clara, onde o vento lateja um doce trinado, no meu sangue quente, que pulsa na ansia, no cérebro, que em ti pensa, sôfregos pensamentos, insaciáveis...
Arde em mim os ecos dum sonho álgido. Os teus olhos ácidos, emergem luas, fatais.
Que o tesão nunca entre nós esfrie. Faça-se sensual uma treva leve, danças carnais, altos nos traços, chuvas estreitas e atrevidas. A agitação chamo para dentro de mim. Sonho ser tudo o que em ti desejo e o meu mundo ao sonha-te, é diferente, se transforma. Te transforma. Nos frutos da saliva, tu me apeteces, na nudez farta, um deserto ferve , onde te lanças, sempre atento, sequioso, erecto, palpitante. Corre-me o ardor, o teu sangue pelo meu espaço, como uma garra de ferro, tão suave que nunca me doí rasgar-me toda em ti.
Sabe-me a tua boca á luz sôfrega dos dias.
É o meu entusiástico desejo, que te fala, que estala, rebenta-me em desejos que hão-de dar frutos, e eu deliro... numa estrada aberta, nas avenidas da minha escrita.Amo-te na orla de um desejo, o meu.

Beijos da sempre tua

Rosa Genital

*foto retirada da net

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Suor Numa Noite Quente De Verão


A boca acelera-se. Suor e sal, nas mãos que cobrem os seios. Suor e cio, nas mãos que rodam o clitóris, giram, rodam...
A tesa pele, confunde os vultos, em cada volta afundados, na luxuria dos dedos, lambidos, sugados, penetrando em tudo o que o corpo abre. Nos lábios que gritam, e nos desejos que exijem, nas coxas que apertam, e se abrem, fecham.
No pés que entrelaçam e nos quadris que amarram, prendem, nas dentadas do corpo de régio cio.
Não sinto pudor ao escrever as grossas e túmidas veias, que saltam da glande em ansia, do pénis, o mesmo que em mim mergulha, em compactas contracções, e que a vulva inteligentemente acompanha, num profundo tesão ardente.
E é um gozo senti-lo, sábio.
Arfante.
Ao ritmo, dos quadris.
Sorvendo a chama que brota dos nossos astros.
Sentir a medula na ponta do ventre, e os gemidos nela misturados.
Explodindo nos saltos do membro, cujo esperma, espreita em rugidos e profundos jactos, onde a noite me limita à cama...

Correspondência [entre a Rosa Genital e o Pénis Astro]


O meu tesão é uma bolha, entre as duas nadadoras velocíssimas.
Na mão, da mão, descem a rósea, nadando as duas como loucas, entre os varais nus do meu sal, sôfrego e tão profundo...
Escrevo-te num desossego, estrangulado, desta minha ansia que me lavra o sexo.
Escrevo-te do meu fogo.
Escrevo-te porque gosto do sabor, incomparável do charco branco.
Imagino-te o rosto, extático debaixo do raio ardente, escondido em confins indolentes desta carta.
Estou perto de ti, e estou longe num pregaminho, secreto e imenso.
O que quero?
Somente o teu beijo, animal, perfeito e suave. Que nos meus lábios sabe a... fruto repousado... descascado... bravo, contendo tudo o que me é destinado a uma felicidade, inteira ...
Apaga-se a saudade, acende-se o desejo. Espiríto na fogueira, nele tudo ouso sem malicia, na alma. As colinas justapostas inclinam-se na embriaguez da mão, agora queimada.
Irei morrer imensamente, no terramoto arrastado, no céu da, nua, boca... nesse beijo selvagem...
Estalam-se os limbos, cúpulas de beijos, os lábios na grande aberta, encarnados.
Escancarados.
Rodeam-te...
O sussurro abre os olhos, nua a folhagem pálida, toda metida na voz, que é tua, esse grande sopro imóvel de esfera efémera...

beijo

Sempre tua

Rosa Genital

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Visões da PoetisaIII




O Astro na noite persegue, a Aurora num galope pelas mil ventas tremulas, incomparaveis...

Porque te quero. Quando te acaricio, na carne mutua de ambos, onde me sinto acariciada, sem me aperceber ao certo se não és tu que nessa mesma carne me acaricias, quando a minha mão pousa em ti, sobre ti ou em mim se pousa uma tua mão, se é que eu distingo, qual a tua, qual é a minha, e em qual de nós se encontra pousada.

O vaivém, constante, das nossas bocas jamais saciadas, e num momento deixa de doer-me quanto me doi quase constantemente a tua ausência...

Cada beijo nosso, é sempre, um beijo novo.

Uma, e outra vez, onde te dou por inteiro, onde me dás por inteiro, a primeira vez que um colhe no outro...

Jamais existiu em nós habituação, que um no outro, se habituasse.

Nus, o desejo permanente na atenuação inicial, que, o ardor sempre traz. A fruir, de perto, e extasiada, a alma, no sorrir de um tudo, o que vem de ti, em mim, no lençol que nos embala e nos mostra, o sorrir, de tudo o que existe de primário no nosso sangue, em que por igual, vivo como tu, numa revoada.

Não é uma união trivial a nossa, somos tão diferentes um do outro, e nos completamos, ao ponto de contigo me fundir. A ti de par em par oferecida, a ti me devassando até á mais recondida intimidade, a minha na tua, e com a lingua fixa amor , o peculiar sabor da minha boca, no teu peito, de mim no teu todo.

Oiço as quatro da madrugada, que caem no silêncio límpido, na superficie lisa do nosso lago, na mais profunda tranquilidade.

Do que pensei, te disse, por palavras, gestos ou no mais famintos olhares, onde te disse, onde te fiz, embebe-te, completamente, indelevelmente, para que quando eu morrer continue viva, e a ser a tua unica eternidade possivel e efectiva, o teu rio sem fim...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Visões da Poetisa

Por uma simples frase fresca de Verão fui, eu, mariposa, percorrer o fundo dos teus atalhos, num voo, sinuosamente amplo...





[ ao Jota ]



Encontrei em ti o homem, de aberto peito á loucura, erguido pela chama que canta sorvida pelo extase. Que magestade de imagem. Nas balsas marginais, a demência estremece nos meus braços que correm para ti sonambulos.
Beija-me?
Beijo-te!
Beijarias!?
Eu desejo-te, nas rodas exitadas, do teu céu ardido. Na tua devastação inteligente. Fabulosa.
Dá-me a tua mão. Pensativa, antiga, e queima-me com ela, ainda que só por um único instante, entre as faúlhas do fruto vulcão, que arde em mim rapidíssimo, lenitivo. Cantante.
É tão sublime poder ser o teu afecto intimo, infinito, no imenso vácuo do teu coração, no fluxo encantado do teu sangue profundo e fecundo.
A nossa treva, é a da carne batida, secretamente, doada ás intimidades . Onde as tempestades são eminentes, a luz, um elemento eletrico que nos clarifica os tesões.
Sou o teu Sal, a nua àgua salgada, que no membro reaparecido, acende-te a veia líquene. O amor total. O poema.
Gozo, contigo, a minha inocencia, apalpo as palavras por ti, aqui entornadas em soluços, e sussuros de prazer. Eu sou assim, eterna escoada de motivações, as tuas, num quente silêncio que te pensa. Que para ti escreve ardentes pensares na mudez aterradora das palavras...

Beijo da sempre tua,

L. M.

Incêndios


«Á beira de caminhos ingénuos, ateiam-se espaços, como girassóis, que nos ateiam á furia das nossas raizes, talvez invejosas de mim, porque em mim se encontram unidos poéticos incêncios.
Paixões osculam, devorantes, nas queimadas da vida onde a oculta seiva lateja, agil.
Onde a borboleta, num tesão, entusiasmado, geme volteando estonteamente as plantas, sofregas, que sorvem deslumbradas as poeiras ardentes e expansivas, atráz, em frente, á direita e a esquerda... da fina flor.Quente.
O vale é esteito e atraente, embora o desminta a nua realidade, lambuzada, pela amora,preta, minha, que sorve o silêncio esbraseado nu ambiente latejante. Abro-me toda a força da palavra incendiada, e do deslumbramento que me invade, nascem mil desvaneios, mil desejos...


[Nas minhas flores intímas, astros, a pairar constante existência perpétua, tu, a minha aventura, fogo no meu ver]

Na eriçada da memória, silvas, onde tão longe alcanso, o bafo que na relva queima , nu e frágil, que se quebra de repente, e á minha roda, existem cintilações e labaredas verdes.
A febre indecisa, que em coro por mim sobe, exitante, que se quebra no repante, como, numa queda a pique... e outra vez a subir... fluir... solene... majestosa... delicada e ao mesmo tempo ardilosamente tentadora. Calo-me. Cala-te. Cala-se tudo, tudo o que é convencional, ou falso, cala-se a nua natureza de comoção e assombro. A febre, é sempre a mesma. O apelo é o mesmo.
A minha vida é um incêndio.»

domingo, 4 de julho de 2010

Inocência



Entre o céu e o inferno, o poeta, a inocência, fazem parte da mesma aparição, incessante onde os medos envelhecem e os sexos caminham de mãos dadas. Entrelaçadas. Coladas. vibrantes. Em submissão. Névoa sensível. Poemas e astros, nas mãos. Palavras. Somos. Cimento. Palavras, na grandeza do sonhar .
È tão fácil, sermos seduzidos, por figuras olvidadas e possuidoras de uma vivencia terrivelmente, dramática. Procuramos sempre não cair nesse erro, inocente...

sábado, 3 de julho de 2010

CoraÇão



O movimento entre laços,no sangue, abismado, nu lume das linhas, se cose.
Onde uma lima faísca, entre as ilhas do meu proprio corpo, onde o astro é somente uma queimadura, um incêndio, algures, uma ilha, na rapidez das formas. Aceso completamente.
Ataca-me. Num lugar interno. Ata-me, em desvios florais de amores que dão á luz poemas, balsamos, deleites de mel, da minha sobre a tua, língua, encontro.
O fluxo dele se desenreda, árduo, árduo, numa bolha que rebenta alta na porta, no âmago!
Carne rude, coberta de poros a ligar-me entre os arquipélagos que, me unem, que são EU!
O ilhéu, se transborda na frase. Pintando o ar. Calcinado a vermelho, louco, louco como um gás rutilante, que bombeia Deus onde eu começo...

Junho



Junho, alva noite de primavera, aurora aberta. Mansa, num cálice de nectar tremulham tímidas asas do desejo. Alvo. O meu. Humano. O meu desejo. Desejando o nada do teu todo, arrancar de ti as portas do meu gozo. Movendo-me. Toda. Respiração toda que. Se alevanta de um sonho, com minucia e fervor.

Que Quente está o calor!

[Que transpire toda, que respire toda]

Junho, dos Deuses, onde as Deusas dançam a fonte, no toque profano, bem fundo, da dança. Vibração. Nos pontos de força, nos sítios culpados, onde eu vou buscar a minha inspiração. Timída. Sublimemente extasiada. Nas bermas ingénuas e acetinadas do sexo louco. Fosco. Alegreto. Garrudo . Sangrento.Uma alcateia de tesão. Raivosa. Se sente nela. Uma alcateia no tesão que se come nela.Rosaceamente!

Junho, poesia, que a poetisa dedilha na lira, nos seus suspiros quentes, ardentes, harpejando frases. Criando matérias. Orgânicas. Carnes .

Agradeço-te Junho, pelas letras humedecidas que brotam no jardim e libam as inspirações que eu sinto dentro de mim...

segunda-feira, 8 de março de 2010

... Mulher... Mulher...



Abro a gaveta, duas poesias numa manhã de Março, palavras esguias se despenharam na minha escrita.
O rosto é a eternidade visível do poema. Amo-te nos manuscritos conservados no meu sangue disperso.
Gemeu uma sanfona, nas ondas dos meus seios. Lendo-a ou comendo-a, perdes-te neste pequenino harmónio, onde a essencia é a estrada, atulhada na pressa faiscante.
O riso claro da boca preta, essa menina irrequieta. Sentida, tão intensamente nos fulcros do teu desejo.
Vejo o teu olhar neste texto, vejo-te aqui, a suster o tempo em espirais volúveis, desorientado.
Estou aqui na beira dos nossos lençois, magnetizada pela chamas da cadeira onde me sento, numa viagem onde percorro inalteravelmente os caminhos da nossa paixão.

Se eu levantasse, a mão, agora, do papel ela exploderia!

Vaga tremulina do teu olhar, que me prende, para todo o sempre, forte desde o fundo porque o tesão é uma visão hipnótica, um enxame de beijos ferozes, com um íman forte pelo meio.

O meu sonho é essa tua palavra quente,abraçada, ao meu extremo desafio interno.
Uma súlpica se contradiz na rósea completamente perdida...

*foto retirada da net

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Poema Carburante




Aqui estou eu em silêncio entre o golpe e a translação, interrompida pela metáfora num sentido puramente enigmático, onde o olhar é pensamento.
Reflexos nos longos largos, nos sítios onde o ouvir soa no escuro quando se toca. Entoação.
Oblícula a vista em mim sentida da coisa de torso fechado. Luas vermelhas entre a boca e o ânus onde o nosso tesão fez laços. Entre o meu e o teu e o teu e o meu as chamas explodem.
Bafo no rosto , boca com boca numa frase cheia de àgua no doce acre na testa negra. Abafos lentos nos interiores transmitem as formas. Queimadas no olhar, em pensamento, no ar que interrompe e atravessa as menbranas no quarto. Negras as colinas dos teus braços, que me cortam a órbita, num consumir em pedaços.
A labialdade é gramática, entre o teu folego e a minha escrita se desbravam cavernas de fundo...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Carta ao Meu Outono Magoado



Entre aquilo que eu sou e que eu quero, existe uma enorma distancia magoada.
Me lembro...
Que me lembras o secreto silêncio, uma alvorada e no entanto nada mais é inocente,
que o meu sorriso na vaidade de te imaginar...
Nada mais é convincente, quando o sol desponta na placidez dessa minha madrugada...
Deixei-te lá atraz, hirto no tempo num poema, numa rima clássica transcrito em muitas palavras, como se fosse possivel existirem palavras para te descrever .
Seria como te limitar, em mim tu és ilimitado e em cada momento és a minha eternidade...
Com mansa voz me iludo de tristeza, são iras que aos poucos em matam no gume da crueza.
E aqui estou dentro do tempo, ao tempo acorrentada , aqui estou eu sofredora e apaixonada á volta, onde me espia a decisão em momentos de fero embaraço e muita desilusão...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dentro de uma zona aberta pensa uma mão embriagada...




Eis duas cadeiras que ardiam nos seus lugares, rindo alto, tecendo-se dentro da minha ideia desvairada...
«...A razão louca, leve, de cor púrpura, reluzindo como uma alucinação que embriaga. Num lugar que transborda. Calcina. A fulguração enlaça-se no orgão macio, o espamo faz-se rodar. Sôfrego na sua potência cega de feixe orbital...»

*foto retirada da net

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

De Boca Bem Aberta



O fetiche envenena-me e alimenta tudo quanto me cega. Todas as palavras doem, quando abertas por fendas luminosas, onde os sexos se abrem, e se fecham de poro em poro. Comigo não é diferente.
É-me tão dificil por vezes poder gritar, com a boca toda dentro do remoinho cego, arrancado pelos meus dedos ao movimento centrífugo, do meu corpo inteiro.
O erotismo é o remoinho cego, onde a carne se entrelaça toda, de palavra em palavra, onde gozo sempre e me devoro ás vezes...

*foto retirada da net

Janeiro



Antes de ti o ano esgotou.
Se descoseram as folhas da Cerejeira e agora a neve será ou não um segredo nosso...
Doze são os sopros ardentes que te separam e abrem o teu infinito.
Em ti se medem os meus genitais girassóis, profundamente.
Longas estrelas te cercam entre os pólos que no meu sono me abismam. Janeiro real constelação. Gargula no meu passado, que dentro em mim se entranham as tuas memórias ancestrais, e que completam as meninges da fábula Cristã, ou pagã...
Beleza aspera soldada da tua àrvore, em circuitos, cegos, que nos queimam. Manobram pelos sóis ou pelo refluxo nos dias escuros. Maduros. Com a Invernia completamente perdida em tuas mãos.
Entras por mim como uma metáfora directa dinfundida através das transfusões das tuas potentes imagens.
Janeiro é poema ou astro que na noite se despe no meu mundo e se torna humano ou verdadeiro. Magnificência. Carnagem. Mármore.
Um retrocesso da escuridão entre centelhas altas, magnicencias relunzindo-me a boca. O meu rosto queima numa doce demência.
É nesta gradual loucura que agora me embalo e espero chegar a Fevereiro, lúcida.

Coitadas



Coito;
Onde a sensualidade se escoa.
Coitada;
Arte viva da paixão. O ouro do Deus sexo.
Nome mudo, o coito, que faz tremer o mundo em ardentes anais ou de aroma, nas camas.




Coito ardor, abismo, onde se cruzam os órgãos. Se desenrola, rola, onde o fogo nunca derrama o leite.
És tu a alicinação na minha memória. O nosso epicentro. Quilha no sentir. Que viva e quente, nos penetra o ser. Nos come no vir. Potencia infernal, na orla do nosso prazer. A cada pancada nossa uma vertigem se retira do teu astro cheio. Almíscar. A argila táctil. E fica assim ateando a minha escrita só pelo silêncio nu cercada. Põe a mão na noite e fica, não porque o desejamos, mas porque Deus deu às partes sexuais deliríos e furos naturais. Húmidos. Orvalhados. Janelas de força onde circula o odor de leite. Janelas opulentas, onde o pau arde na flora, e onde a flora irrompe a haste desordenada. Num poema...
Poesia é isto, um coito entre palavras, que se devoram entre vozes, fôlegos e orifícios, superlativos uns aos outros e uns nos outros...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pauta Crivada No Silêncio Que Treme

Profunda e impotente a tristeza atravessa-me sempre que vejo as imagens do Haiti na tela retratada.

Auxílio bastardo, ambíguo na espera interminavel. Deselegante a razão na espera do tempo.

Espalha-se tudo ao som rudimentar da alvorada.
Chegou o Inferno!
Atrasada e sofucante, a solidão e a loucura. Galhos armados de betão pedem ajuda, a tua,a minha, a nossa, a vossa, a de todos num todo.
Morrem como pedras em fendas bloquedas.O Deus é uma miragem geral e obsessiva nos rostos latentes e no terror que a morte ao alto fixa.
A cidade apodrecida, avança pelo tempo sem vida ou por ela estrangulada.
O vermelho desceu ás ruas, forte, maduro, a transpirar sangue, dor, sangue, agonia...
Assombram-se rostos a tremer.
Gemem os assombrados.
Morte fria por detrás do que escrevo ou penso.
Os gritos batem no ar, degolados pelo calor obsessivo, pulsam exaltados e queimados pela falta da àgua de Deus.
Oxidam-se almas, aquelas que na tela morrem, morreram, morrerão...
Arquejante é a loucura, na espiral de quem sonha sobreviver. Entre rima e dor, aparece e desaparece a esperança em prestígio da peste.
Ouvem-se os gritos mortos dos mortos.
Engrandece o crime numa monstruosa enxorada, incessante, desenraizada...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Dezembro

Na escrita de uma mulher desvairada nevam letras descacadas e apresenta-se Dezembro...




Fecho os meus olhos nos dias, na minha janela. Roda o mundo lá fora em estranha ventania.
Cala-se o eco da cotovia. A tua ausencia é palavra anunciada.
Chegou a Invernia!
Papoila, de vermelho nu, dormes ao relento nesta frase desbotada.
Solidão, a minha que corre na lentidão afogada.
Zune... Zune... Zune...
Zune o vento na palavra seda que alumia a mão redonda, crispada.
O ar bruto das manhãs frias perfuram-me as arrefecidas internas.
Está frio no sopro das passadas. Nas palpebras das minhas pegadas, no sonho branco e severo das longas madrugadas.
Alentejo labareda, és agora, mais frio que os pés de uma pedra.
Há um poema que bate contra o vento. Os ees da chuva escorrem por detraz da cortina.
Está longe o silêncio da Primavera. A noite é tempo, uma dama gelada, branca como as palavras que requerem silêncio. Noite maga, vicío ou sono longo...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Night Calls



Vem a noite, a atmosfera respira reticências...
...de repente as letras são crinas e ao som delas as maçãs dão tempo...
A cidade come figos e as pêras ganham asas, o pensar.
E Eu...
Sou o poema lavrado pelo canto duma garganta em divagação, tão ardente como urtigas...»

*foto retirada da net