segunda-feira, 18 de novembro de 2013
"As bocas, uma só língua, açulada, lambendo, bebendo, sugando os sítios, a saliva que brota de um solo, panteão. O texto, a memória costeira da boca em desequilíbrio, nos círculos nómadas, as cartilagens gemendo para lá das minhas cisternas interiores onde não se ouvem gritos mas tão-somente um amargo gosto a lanha e escuridão, na secreta via onde o paraíso vira noite e o sangue a desmata oblíqua entre a voz rouca que a pronuncia. A beleza de braços abertos entre o respirar cru, cíclame, aberto e desperto nu na boca que ferve e que ama toda a matéria explícita."
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Cartas Eróticas; Penis Astro para Roseta Genital
Roseta,
Que lambe e salga, intensa, no diluir do meu inteiro Astro, acendes-me, e onde a obscuridade infindável poalha no círculo que arde e onde tenho a sensação que se estilhaça o sulcar no abrir da tua esfera, redonda, húmida, descoberta … deserta.
O chão abre-se à curva dor ardente, às exalações da crua vulva, onde a água é um abrigo, e o suor entre massa do sangue, o milhafre que floresce em néctares que desaguam agressivos, sobrevoando-me por entre esse regato insuspeito onde se decompõe os gritos soltos, ajoelhados, de entre os lábios, acordados, que desafiam o meu sangue já ofegante.
Sabiamente, elevas-me a demolir todas as tuas áfricas, onde a fecundidade pontua e envenena-me. Animalmente.
Tragando-te, nos cinco, dedos, cinco balas em granito, em ti, precipitam-se e banham voluptuosamente o cio onde; em que me tomas e me entornas, nos baixios dessa coroa, calva, única, no gorgolejo da bica afectuosa, macia, lábios.
Anónima, a negra jubilação, e sugando-me toda a potência recôndita, carbónica, cega, entre a gadanha momentânea, devassa, atraída pelos rápidos que eclodem a cada pancada, tolhendo na terra inchada secretos deslizes, por vezes lentíssimos, por vezes bravios fechando-me em ti por inteiro.
Amo-te, na suada dos todos os elementos que na greta orbícula, entreaberta, faz gemer o meu esperma, no foder que jorra e preenche o útero, essa montanha que possuirei de novo, implacavelmente, no aplainar espesso do esperma que se fecha no lanço, no vermelho escarlate.
E penso... No teu cheiro, penso... E tudo se desata. Em mim. Unindo-me à cinta pequena, nu abismo da palavra sexo, o teu pequenino, tremem-me a mente, e do desejo escorre uma embrocação rumo ao delírio… o gosto amargo dos lábios que incendiam. O sal, duro, a salina a ciciar a carne, extraindo do lodo, tesão, que soalha, arde.
{Ejaculando
Lerica, langue mente}
Deixo-te estas palavras, no discorrer de uma erecção expressa e entendidas entre a ilusão fumegante, no sangue réptil, que vai demolindo, aos poucos entre as fendas todas as minhas efervescências condenadas...
Saudades,
Teu, Pénis Astro.
Que lambe e salga, intensa, no diluir do meu inteiro Astro, acendes-me, e onde a obscuridade infindável poalha no círculo que arde e onde tenho a sensação que se estilhaça o sulcar no abrir da tua esfera, redonda, húmida, descoberta … deserta.
O chão abre-se à curva dor ardente, às exalações da crua vulva, onde a água é um abrigo, e o suor entre massa do sangue, o milhafre que floresce em néctares que desaguam agressivos, sobrevoando-me por entre esse regato insuspeito onde se decompõe os gritos soltos, ajoelhados, de entre os lábios, acordados, que desafiam o meu sangue já ofegante.
Sabiamente, elevas-me a demolir todas as tuas áfricas, onde a fecundidade pontua e envenena-me. Animalmente.
Tragando-te, nos cinco, dedos, cinco balas em granito, em ti, precipitam-se e banham voluptuosamente o cio onde; em que me tomas e me entornas, nos baixios dessa coroa, calva, única, no gorgolejo da bica afectuosa, macia, lábios.
Anónima, a negra jubilação, e sugando-me toda a potência recôndita, carbónica, cega, entre a gadanha momentânea, devassa, atraída pelos rápidos que eclodem a cada pancada, tolhendo na terra inchada secretos deslizes, por vezes lentíssimos, por vezes bravios fechando-me em ti por inteiro.
Amo-te, na suada dos todos os elementos que na greta orbícula, entreaberta, faz gemer o meu esperma, no foder que jorra e preenche o útero, essa montanha que possuirei de novo, implacavelmente, no aplainar espesso do esperma que se fecha no lanço, no vermelho escarlate.
E penso... No teu cheiro, penso... E tudo se desata. Em mim. Unindo-me à cinta pequena, nu abismo da palavra sexo, o teu pequenino, tremem-me a mente, e do desejo escorre uma embrocação rumo ao delírio… o gosto amargo dos lábios que incendiam. O sal, duro, a salina a ciciar a carne, extraindo do lodo, tesão, que soalha, arde.
{Ejaculando
Lerica, langue mente}
Deixo-te estas palavras, no discorrer de uma erecção expressa e entendidas entre a ilusão fumegante, no sangue réptil, que vai demolindo, aos poucos entre as fendas todas as minhas efervescências condenadas...
Saudades,
Teu, Pénis Astro.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
A braguilha é um Atlas onde eu amadureço nas invisuais linhas quentes e me humedeço.
Abaixo um esquadro húmido e demorado, a portinhola tangível no esteroide fechado da sombra; onde ruminam frestas e um hipnótico baluarte, aquele que quando se lambe; range; estala; se lambe; e ele geme; e nele se lambem todas as enseadas ilícitas da respiração entre as sendas. Os lábios, felinos, na ciclónica cópula devastam as águas correntes das vestes excitadas. Cavando jugulares e sugando os corredores. Tudo.
A glande viaja, impacientemente em contraste anatómicos na boca, tensa, permuta, gulosamente na língua bastarda, serpenteia as nevroses e quase desmaia a cada solfejo, a cada braçada. A guelra se afunda e com ela todos os meus chiados e todos os teus limites a esquadrinharem os Astro marítimo que rebenta do emanar navegante.
Dos óleos surgem as tribos indígenas abrasando a glande portentosa, inflamando os encalços e a sagacidade alborcada na proa das meninges.
O pénis, a carne, o grande abismo maduro. A muralha pródiga da Alma. O corpo é um templo curvilíneo, um manual interminável que no cosmo foi á muito, despenhado.
Abaixo um esquadro húmido e demorado, a portinhola tangível no esteroide fechado da sombra; onde ruminam frestas e um hipnótico baluarte, aquele que quando se lambe; range; estala; se lambe; e ele geme; e nele se lambem todas as enseadas ilícitas da respiração entre as sendas. Os lábios, felinos, na ciclónica cópula devastam as águas correntes das vestes excitadas. Cavando jugulares e sugando os corredores. Tudo.
A glande viaja, impacientemente em contraste anatómicos na boca, tensa, permuta, gulosamente na língua bastarda, serpenteia as nevroses e quase desmaia a cada solfejo, a cada braçada. A guelra se afunda e com ela todos os meus chiados e todos os teus limites a esquadrinharem os Astro marítimo que rebenta do emanar navegante.
Dos óleos surgem as tribos indígenas abrasando a glande portentosa, inflamando os encalços e a sagacidade alborcada na proa das meninges.
O pénis, a carne, o grande abismo maduro. A muralha pródiga da Alma. O corpo é um templo curvilíneo, um manual interminável que no cosmo foi á muito, despenhado.
"Existem em mim dias difíceis onde planto a carne em ereção na esperança de colher o silêncio oblíquo que mergulha no meu sangue disperso entre a vulva bebedora. O abismo arranco de dentro e é ele que dá luz aos poros do pénis que jorro pela carne aterrada e onde o meu mundo treme anelando em si a desordem e o caos numa floresta de tons e gemeres nus. Das palavras cifram epifanias ampliam-se as veias e todos os veios do sexo manicómio, hipnótico onde despertam todos os meus dias e todas as minhas luas turísticas. Todos os meus dias são lentes compridas que me devoram num intenso manuscrito onde o fogo permanente galopa ferozmente todas as águas que correm pela boca potente. O tempo é uma foda e a terra meus pés engole nas palavras erguidas no passear dos ventres onde a respiração líquen redemoinha e nunca escurece colocando degraus a cada pancada do meu sangue incandescente calcinando-me internamente os diálogos cilíndricos."
sexta-feira, 8 de março de 2013
Quando mi riferisco a raggiungere l'orgasmo non mi limito solo al sesso, anche se il sesso è tutto ciò che è all'interno della nostra eternità. Che cosa succede in India e Messico non è considerato molto meno sesso e un orgasmo, la violenza è crudo, nudo, lo stupro è già una parola che porta in sé l'abuso della libertà degli altri. Il grosso problema è che uomini e donne anche dimenticato che entrambi abitano in un altro esempio, ogni uomo ha una donna dentro di lei e che ogni donna ha dentro di sé un uomo. Ma sia dimenticato, si sono dimenticati del fatto che si tratta di un orgasmo.
Ogni
volta che amo e sento tutto questo amore trovo in un altro orgasmo. Una madre
di un figlio, si nutre all'interno di un Busting orgasmo e diventa infinita quando
il bambino è nato, per qualsiasi infinito che sarà sempre tua madre. Ogni volta
che l'adrenalina sale è l'orgasmo, la lettura di un libro come sensazione di
orgasmi multipli ogni tramonto, ogni alba. L'orgasmo non è limitata al sesso e
il sesso in modo che i miei amici dimenticati, la gente smesso di guardarsi
intorno, non si sente più il sesso non è solo un insieme di organi, è molto più
di questo e inizia quando due anime di cambio spazio, ben oltre la sensazione o
guarda anche, il sesso è al primo posto nella chimica che ci lega gli uni agli
altri. Il sesso è vita e l'eternità prolungare l'orgasmo. Purtroppo la maggior
parte dell'umanità ha dimenticato questo e quindi ci sono abusi, i pregiudizi e
le religioni inventate senso di colpa, in modo da poter ridurre in schiavitù
l'umanità, ogni orgasmo che non riusciamo ad apprezzare e vivere stiamo
diventando sterili, il nostro io, asciuga dentro di noi tutti asciugare e
riparare se stessi intorno a noi, e la colpa, la colpa, senza sapere che siamo
noi a non flusso, per dare vita a raggiungere l'orgasmo che siamo insieme.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
labilidade
“ A labilidade
é a bigorna entre o teu sexo e a minha farra, a guerreira que salta das minhas
palavras e que oxida a excitação na cabeça, lá onde, cresce o cheio monte.
A liberdade na tusa rebenta em crisálidas
orgias, e elas caçam-me entre os meandros órgãos. Por mais que eu lute, o
orgasmo é o cavaleiro que percorre todos os meus matos.“
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Era uma vez um rastro, mergulhando, vivo e quente. Era uma
vez uma boca mulher na minha boca que entre o dedilhar ia comendo órbitas e
gemidos.
"Os grifos nus ardem,
aterrados e trémulos. O verbo é o barulho, no instante, em torno das palavras
que não dizemos mas que em pontos paralelos sugamos.
A carne defronte com a defronte carne em braçadas se
entrecruzam submarinas e eu renasço na tua boca, onde o mar se encurva e canta
rouco, devorando-me na escrita que desenho entre a minha respiração narrativa,
onde sinto o teu grande estuário e uma ponta acesa que me queima entre a boca e
a vagina em floração. O gosto amarga raiando entre as madeixas, luzindo. Luzia álgebras
nas lanhas lúbricas”
Luisa Demétrio Raposo
in Cassiopeia e o Jardim Separado
«Scribo para foder ls cuntrafuortes de la miente, scribo la frema que s’upe de la lhegion perfunda i entra, rasgas todos ls rastros nas chamardielhas húmadas de l mundo. Fodo i scribo, ls caminos ardientes de l solstício de la madre que se ...manten sien paraige, a cada arrebento, las bocas retombos, ne ls sexos que tengo arrimados al cio, als beiços grandes, lhigando me las frases als gemeres ancumpletos de ls bientres que baláncian antre ls faroles, derruindo, biografies, sítios, i ls fuogos que le acértan d’andrento a las palabras peniales, spuostas, gordas, fálicas, i que cumpássian las fodas lhaboriosamente, que you gusto i que lhibértan l cuorpo de ls trilhos machos…»
luisa demétrio Raposo,
*tradução de Amadeu Ferreira para Mirandês
luisa demétrio Raposo,
*tradução de Amadeu Ferreira para Mirandês
Quanto mais Hades m’ampurra mais m’antranho ne l Sol de l Sol, an sous dies anfíbios, de anarquie, ne ls zalhinhos adonde me bou a dezir.
L’auga debora me las selombras zlhumbradas ne l arco a que le chamo cielo. L aire, cuorbo, an mi ben a aparar. La chicha amar se abre nas raias de l cunflito delantreiro, nun buraco d’andrento, a que le chamo sangre mas que ye solo la forcada suidade. L silenço,... maçcarilha, nun splicable, nas nubres huospedas de ls mius reflexos, nas abes ampremidas an fuolhas de eiodo, nas madrugadas que agarimo contra las nuites zambaraçadoras, nas fábulas i nas mies narcóticas frinchas, acarinadas i an outros buracos meiabiertos…
L retombo, la piçarra de l cheiro, i an beladas ls mius dedos abiertos ándan cumo las ilhas çfaiadas an çtroços cardíacos, na amploson lhemite de las milhas ne l peito sonhámbulo, cubierto de selombras i adonde la lhemnráncia caliente de l tou rostro que me girou, eilhi, adonde nun eisísten delúbios, mas solo afetos…
Quanto mais Hades me çfaç, mais you m’antranho ne l çpedaçar que you sou.
Luisa Demétrio Raposo
*tradução de Amadeu Ferreira para Mirandês
L’auga debora me las selombras zlhumbradas ne l arco a que le chamo cielo. L aire, cuorbo, an mi ben a aparar. La chicha amar se abre nas raias de l cunflito delantreiro, nun buraco d’andrento, a que le chamo sangre mas que ye solo la forcada suidade. L silenço,... maçcarilha, nun splicable, nas nubres huospedas de ls mius reflexos, nas abes ampremidas an fuolhas de eiodo, nas madrugadas que agarimo contra las nuites zambaraçadoras, nas fábulas i nas mies narcóticas frinchas, acarinadas i an outros buracos meiabiertos…
L retombo, la piçarra de l cheiro, i an beladas ls mius dedos abiertos ándan cumo las ilhas çfaiadas an çtroços cardíacos, na amploson lhemite de las milhas ne l peito sonhámbulo, cubierto de selombras i adonde la lhemnráncia caliente de l tou rostro que me girou, eilhi, adonde nun eisísten delúbios, mas solo afetos…
Quanto mais Hades me çfaç, mais you m’antranho ne l çpedaçar que you sou.
Luisa Demétrio Raposo
*tradução de Amadeu Ferreira para Mirandês
The red has thorns. The madness. Chasms in vent and i a
blind hole taht opens and closes the poemas in range. Archote eroticism is
present in me. Slowly climbs the red puff to violently pleasure runners who
cohabite within, here!
Bring the sex on fingers and groin in flame, lighting and
deleting as major lighthouses. I like the feel
in each of my fingers.
In Breath of things
Luisa demetrio raposo terça-feira, 22 de janeiro de 2013
a_______________VULVA
A vulva, é um banquete mamífero onde se desincorporam itinerários húmidos, entres e sais; desapertados ângulos que a penetram ainda febril, no entra das coxas, desertas.
A vagina é uma biblioteca, una, onde as línguas se auscultam e desla...çam em palavras suculentas que oscilam entre esse mundo turbulento. Seu suco nos absorve na reconciliação dos pulsares, nómadas, onde os Deuses se desintegram.
A vagina é uma biblioteca, una, onde as línguas se auscultam e desla...çam em palavras suculentas que oscilam entre esse mundo turbulento. Seu suco nos absorve na reconciliação dos pulsares, nómadas, onde os Deuses se desintegram.
A vagina procria poesia nos seus roncos e espasmódicos sentidos, no seu crematório selvagem, sígnica, a vagina é uma arena onde todos morrem por fogo ou afogamento sobre as resinas transparentes que pausadamente ensaiam a desarrumação, o silêncio, na saqueadora abertura ou a abertura saqueadora que rasga o silêncio e nos consome na plenitude dos movimentos, nas suas imersões anais onde a palavra é o raio da transformação e configuração humana. Florestas pélvicas, fodas entre os centauros nervos, essa massas maduras que nos despenteiam, onde o cio geme e o pénis se assoma e onde a glande pele estala e se entala.
Ahhhhhhh!... E a língua fêmea!?
Suga as fuselagens a horizonte, nas viagens proxenetas que humidamente se atola no escarlate, nas profundidades, forquilhando sopros, e estendendo-se impaciente entre os lábios, grandes, respirando e esperando os néctares que se atraem e se abandonam infatigavelmente.
A vulva é uma governanta, comanda os ziguezagues torvelinos e ceifa as labaredas e seduz os amantes extenuados, quando se lançam entre hirsutas batalhas secretas, imitando o gorgolejar da vagina felina, e nela se descalçam e refulgem nas narrativas e colidem, colidem, colidem, desgovernados no incorrimento uterino, entre as visões orgásticas, totalmente embriagados permitindo óperas e pousios, mergulhos e absintos alucinados.
As fodas são um conhaque e a entrevista que dilacera as gargantas e os sexos em seus beirais pubianos, a volúpia de um manuscrito húmido, quente a exibir-se_____________Na, Vulva!
luisa demétrio raposo
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As fodas são um conhaque e a entrevista que dilacera as gargantas e os sexos em seus beirais pubianos, a volúpia de um manuscrito húmido, quente a exibir-se_____________Na, Vulva!
luisa demétrio raposo
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
neste texto____os poemas abrem as pernas
Nardo é o meu sentir na sua atmosfera, um incompreendido instante entre o rosto aberto, nas palavras quentes que se debatem entre o rosto subido de um corpo fundo.
Hipnótica a luz de um olhar aberto sobre um relato sem poros e sem pálpebras…
“A boca espera devagar os lábios. Os lábios escutam lentos o movimento molhado dentro do fogo que continuamente enlouquece e se senta no meio das florestas de carne a que chamo janelas. Os grandes lábios gemem e a boca que se abre, gr...ita e se rasga em cima das minhas explosivas queimadas. No avesso. O sangue pula. Cego. Faminto. No desejo recamando as imagens. Aos golpes. Cego. Onde os ventres roncam entre as saídas, onde o pensamento dá nós aos buracos e ainda, onde o reflexo das mãos remexe as montanhas e todas as carnes desarrumadas; os poemas abrem as pernas; aberta, a minha vagina ás nuas viagens; nas duras palavras que transformam e endurecem o cio; que me enlouquece, penetrando pela folha de papel e saindo pelo meu, Eu, adentro.
Nossas bocas, duas aberturas cheias de línguas e um mundo interno de sais. O sol entornando os sexos e os aquecendo no escoar das húmidas torrentes difíceis. O limite cresce e se desabotoa, num erótico golpe, o ferrolho por onde tu me desejas cega na vertical”
in Cassiopeia e o Jardim Separado
Hipnótica a luz de um olhar aberto sobre um relato sem poros e sem pálpebras…
“A boca espera devagar os lábios. Os lábios escutam lentos o movimento molhado dentro do fogo que continuamente enlouquece e se senta no meio das florestas de carne a que chamo janelas. Os grandes lábios gemem e a boca que se abre, gr...ita e se rasga em cima das minhas explosivas queimadas. No avesso. O sangue pula. Cego. Faminto. No desejo recamando as imagens. Aos golpes. Cego. Onde os ventres roncam entre as saídas, onde o pensamento dá nós aos buracos e ainda, onde o reflexo das mãos remexe as montanhas e todas as carnes desarrumadas; os poemas abrem as pernas; aberta, a minha vagina ás nuas viagens; nas duras palavras que transformam e endurecem o cio; que me enlouquece, penetrando pela folha de papel e saindo pelo meu, Eu, adentro.
Nossas bocas, duas aberturas cheias de línguas e um mundo interno de sais. O sol entornando os sexos e os aquecendo no escoar das húmidas torrentes difíceis. O limite cresce e se desabotoa, num erótico golpe, o ferrolho por onde tu me desejas cega na vertical”
in Cassiopeia e o Jardim Separado
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
"Escrevo para foder os contrafortes da mente, escrevo a fêmea que submerge da legião profunda e entra, rasgas todos os encalços nas labaredas húmidas do mundo. Fodo e escrevo, os caminhos ardentes do solstício úterino que permanece ininterrupto, a cada eclodir , as bocas ressonâncias, nos sexos que possuo encostados ao cio, aos lábios grandes, ligando-me as frases aos gemeres incompletos dos ventres que balouçam entre os farois, demolindo, biografias, sítios, e os incêndios que alvejam de dentro das palavras peniais, expostas, grossas, fálicas, e que cadenciam as fodas laboriosamente, que eu amo e que me libertam o corpo dos trilhos machos…"
Luisa Demétrio Raposo
in Cassiopeia e o Jardim Separado
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
ao espelho. a Alma vê raizes. e o seu sopro pêlo
O mundo fere-me e eu, em demência imagino tantas vezes poder deixar a carne e alimentar-me somente nas minhas palavras, das palavras enquanto larvas. imagino-me a riscar o sangue, bravio, entre as mãos e o fogo, sonhando sonhando... transparente, avançando pela solidão imagino a minha loucura descoberta entre palpebras densas e negras, expelidas pelos circulos entre o sal e o sangue fundo dos troços na água a raiz que aprofunda as explosões abertas entre as ameias que na minha língua ocultam o fora da terra e que no meio da carne irrompe as noites no meu buraco inteiramente vivo”
luisa demétrio raposo
luisa demétrio raposo
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012
ao Jota, para o Jota, sempre, num largo pensar, o Eros onde as minhas àguas sempre se apagam
«Margulhando ne l tou sal, l miu mundo eimenso, plural, anchindo las mies chichas an znudas eiternidades abiertas.
{La hora, fecunda, adonde ardien ls pensares i todas las nuossas dambas fames}
l SOL, scorrindo, fugindo, ne ls mius suonhos eirotizado ne ls matorrales adonde repástio i scuolho siempre aparar, oubliquamente antre lhaçadas i anclinaçones.
An boç pequeinha, cuncubinas, las frases, las... falas que ne l falo bómban la chicha redonda, sfericamente l sangre spesso, ne ls panhos que bistes a caliente, debelgando l alhagado íman húmado múscalo, na mais cumplexa scuridade, la grieta adonde chiçpan i s’anchárcan l burmeilho de las manos i l aire adonde crecistes, adonde se lei, bagina;
{nas puntas, antre i entra la lhéngua, deitando se ante ls beiços arquitetos, marmurando trasparéncias, abaixo, a la salida, a las raízes adonde you scundida, arreculo i, tu, oupido muordes antre cuçpinhas que zabotónan, sexo a sexo}»
Mergulhando no teu sal, tu, o meu mundo imenso, plural, preenchendo
as minhas carnes em nuas eternidades abertas.
{A hora, fecunda, onde ardiam os pensares e todas as nossas mútuas fomes}
Em voz pequena, concubinas, as frases, as falas que no falo bombeiam a carne redonda, esfericamente o sangue compacto, nos tecidos que vestes a quente, vergando o alagado íman húmido músculo, na mais complexa escuridão, a vulva cavidade onde faíscam e encharcam-se o vermelho das mãos e o ar onde crescestes, onde se lê, vagina;
{nas ponta, entre e entra a língua, deitando-se entre os lábios
arquitetos, murmurando transparências, abaixo, á saída, ás raízes onde eu
escondida, recuo e, tu, erguido mordes entre salivas que desabotoam, sexo a sexo}
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
SOLIDÃO______raizes pátios a escada que me liga á dolorosa
floresta que é o viver
O CORPO a árvore uma cripta que me entala a
cada estoupa os buracos
Nas fendas
largas os raios infindáveis e as minhas
MÃOS choram choram choram choram húmidas
Na BOCA
a paralisia repetida repetida sempre repetida a queimar-me
o chão abaixo na sombra
Na flor morre-me por vezes o grito
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
“fulminante esse teu mundo interno que se exprime num ramo de sal ponteagudo em formas abaixo do silêncio.
um pénis, sonâmbulo, no centro, curva o instante e os teus olhos contra o entro e o pensar.
Nos gemidos as falésias, entre o volume cru e da boca, a minha, brotam os quentes veios da nua flor interna, sangrando, cá dentro, sangrando terrivelmente águas claras, pelo escuro das linhas que voam entre o espaço e as braçadas trancas, alagando toda a minha inspiração”
luisa demétrio raposo
retirado da obra, CASSIOPEIA E O JARDIM SEPARADO
um pénis, sonâmbulo, no centro, curva o instante e os teus olhos contra o entro e o pensar.
Nos gemidos as falésias, entre o volume cru e da boca, a minha, brotam os quentes veios da nua flor interna, sangrando, cá dentro, sangrando terrivelmente águas claras, pelo escuro das linhas que voam entre o espaço e as braçadas trancas, alagando toda a minha inspiração”
luisa demétrio raposo
retirado da obra, CASSIOPEIA E O JARDIM SEPARADO
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
O Natal já fez mais sentido para mim, sem o consumismo de outras eras, o mais importante é o que nos enche a Alma e não o que nos veste o corpo ou a casa, embora seja importante algum conforto, mas se a Alma estiver a morrer de fome, de sede, dinheiro ou presente algum nos reconfortará em lugar algum no mundo.
Nada nos preenche mais que o Amor, a Paz e a Luz que precisamos para nos aquecer o inteiror. não está á venda, nem precisa, ela brilha dentro de nós, só precisamos de sentir...
(todos os dias, nem que seja só por alguns segundos____e não só no Natal)
para mim, hoje, impera a união familiar, a união entre todos e o tudo... a Vida, pela Vida, Una!...
Abraço,
Luisa Demétrio Raposo
Nada nos preenche mais que o Amor, a Paz e a Luz que precisamos para nos aquecer o inteiror. não está á venda, nem precisa, ela brilha dentro de nós, só precisamos de sentir...
(todos os dias, nem que seja só por alguns segundos____e não só no Natal)
para mim, hoje, impera a união familiar, a união entre todos e o tudo... a Vida, pela Vida, Una!...
Abraço,
Luisa Demétrio Raposo
domingo, 16 de dezembro de 2012
5...
"A boca alarga-se, no sugar dos veios, o sexo, desordenando os meus textos fálicos. Consumindo o falo, alojando-o no meu telhado húmido, onde o tesão esmaga o buraco contra o gosto, aquele que arde na foz da minha língua, essa malicíosa península que fixa todo o de leite: ida e volta.
Léxico o pénis, satura o amargo, nas ondas centrais, a boca, desdobrando o cio, feroz, numa imagem
dura, quente, pura, garganta a cima garganta a baixo comendo, dentro, uma lavra quente dentre a sua força unida e rápida, onde o branco, entre as letras é, esmagado.
Teu pénis, bebe, no fundo da minha garganta, roséceas e o longo marulhar que vem aos lábios numa só palavra…"
in CASSIOPEIA E O JARDIM SEPARADO/2012
Luisa Demétrio Raposo
Léxico o pénis, satura o amargo, nas ondas centrais, a boca, desdobrando o cio, feroz, numa imagem
dura, quente, pura, garganta a cima garganta a baixo comendo, dentro, uma lavra quente dentre a sua força unida e rápida, onde o branco, entre as letras é, esmagado.
Teu pénis, bebe, no fundo da minha garganta, roséceas e o longo marulhar que vem aos lábios numa só palavra…"
in CASSIOPEIA E O JARDIM SEPARADO/2012
Luisa Demétrio Raposo
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
4
O mundo é o meu instante imenso, a ponte, o
grande céu, as genitais em escarpas… o abismo, que nas manhãs respondidas se
incrusta nos meus orgãos doces__________ repousando, logo ali, o terrível sangue, deslumbrante, húmido, oculto, denso, afiando toda a minha carne em solidão e montes,
radiando soberbo as madeiras e o deitado
ferro, perfurando-me as internas noites que
oiço gritar, aqui, dentro. No
progredir do ar coagulado, acetilene. Entre linhas arquejantes de dentro de um
pavor que me consome e me veste em laçadas, os dias e a dilatação de um destino
ao qual estremeço.
luisa demetrio raposo
in cassiopeia e o jardim separado
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Era uma vez um desejo, cresceu e ficou maduro, na boca, a minha, inclinada
sobre o silêncio debaixo dos raios onde a tua braguilha amadurece. o
sangue, teu, pula e o desejo me prende. Cega. Cega. Soando entre as saídas onde o pensar dá voz
aos buracos e as mãos remexem montanhas e todas as florestas da carne.
luisa demétrio raposo
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
lepidopteras_____II
Ardem em mim todas as tuas pontes. O hálito ateando-as com a boca cheia de águas e hordas humanas, se curvam em desejos e arrancam todas as tuas portas enfrentando o nada no abandono do simples movimento das ancas. Teu rosto, maduro e estreito domina todas as minhas trilhas. Os regatos respiram a escrita, coalham em nossos laços. A raiz da de floração abraçada ao fôlego e á veia de mármore, esse Zeus que se despenha sobre as antropofagias.
Ânfora, em barro escarlate, nas desdobradas, a voz interminável dos gritos consumando os consumidos sítios. Teu beijo se desmata e o óleo cândido que nos aquece o som e se transmuda na matéria e um raio inebria a sephora visível de um orgasmo dentro da devorada. Os planetas pendidos pelo clarão dos nossos epicentros. Unidos. Entre as temperaturas, a lentidão e os aromas ordenados no só compasso.
Novos caminhares refazem a atmosfera em que nos deitamos, novos limbos, internos, novas palavras se encharcam e ao mesmo tempo traçam e se tornam translúcidas. O amor tombando em forma de água furiosamente sobre o interior, de abismo em abismo cada som sente cada porvir…
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Naifa & Epílogo em Vénus
A
vagina rasga-se porque tem um espelho dentro. Cortante e a dilatação dos dias aos
quais eu estremeço. Arde a região e a musica é uma bala de poro em poro
ferrando os lábios, soldando o meu corpo
minado e matando a escuridão em mim outrora morta. O sangue luminoso, pulsando entre as estrelas e
os dois menbros que cravados vou recebendo. Um pénis giratório, um coração
cheio, um pedregulho, estanque na vertingem de um espasmo que juntamente esmaga a massa e retira ao ar
um rasgão; duplamente sou devorada por palavras
rapidissímas, selvagens e desabrochadas. Martelos de pedra, que desentranham
em mim uma vontade alta, embocaduras, silêncios das traqueias ateiam o centro e
os ascendentes de todas as tempestades prematuras.
Se rasga o ânus sobre a esférula de quem em
mim grita, sucessivo e atinge um auge e ainda outras coisas maiores.
Por detrás se reviram gestos e o espanto recamado atinge o ímpeto e
outras massas maiores, de vida lenta, explodem. Sente-se a dor dispersa e um se
lugar estabelece
Fecundo na sua crua clandestinidade.
o barro violento de um amanhecer,
irrompendo auroras que nos dois
incandescentes tumulos absorvem e me
apertam até ao bater dos pulmões, onde a
noite colocou um degrau e o golpe que
ainda freme numa outra imagem muito mais
larga, central de um ferro em brasa entre as persinanas das costas e que se
vai contorcendo á minha volta, no
desenvolvimento que trespassa a trasladação do abismo túmido. Tranco. Tranco-os
entre as mandibulas erogenas e submissas dos leitos. Cabelos
sentados em migrações arborizam e
avassalam-se pelo louco sangue,
um vermelho incêndio talhado entre as
duas águas concorrentes, furiosas onde a animalidade me encharca entre os
fintos poema liricos derramando
derramados.
Sou,
então um lugar carregado. e um mar entremeia-me do escuro através dos seus dois
olhos brancos que entre as temperaturas fluxas das seivas. se Inclinam. Nada
pára pára nada tudo se rima e os astros
fornicantes se afastam porque o sal se faz raiar fundo.
Não
espero mais nada, somente a escrita a um
imaginar fiado. Não espero equinocio ou solstício mas sim o perfume de um vinho
que fermenta dentro de mim, vagaroso entre meus dois (di)amantes.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
“Sou
um lugar em desordem onde curvas se despenharam e os matos se escoaram. Eu, sou
neste mundo, um único verbo. O Inferno entre imagens e árduos poemas.
Eu, a fenda feminina, que arranco dos lábios a boca e o nada.
No meu olhar habita um leopardo, e no corpo toda a íntima geografia é pólvora.
A escuridão exalta-me o sangue em pedras rotativas, dando-me poros aos poros e meses onde desabrocha a rua em pequena carne “
Luisa Demétrio Raposo
30 de Setembro de 2012
Eu, a fenda feminina, que arranco dos lábios a boca e o nada.
No meu olhar habita um leopardo, e no corpo toda a íntima geografia é pólvora.
A escuridão exalta-me o sangue em pedras rotativas, dando-me poros aos poros e meses onde desabrocha a rua em pequena carne “
Luisa Demétrio Raposo
30 de Setembro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
uma greta em garbo
"Na maturação, os dedos ornatos, onde a carne se atiça, existem anais, a ingnição das palpebras na mente que arde. Lábios a horizonte e línguas que se devastam, no cio envolvem barro e o bárbaro lodo da boca que se dissolve na outra boca, dúctil.
...
[O meu acto é uma audição, transbordante, que não quero perder]
As coxas,
moças ínsulas, fervendo, convexas, no olhar difícil que se assoma nas linha nobres. A pele estala, oxida-se, entre os centauros nervos, essas massas maduras que despenteiam, tensas, as florações pélvicas.
Geme o cio, potente, alto. Pêlos, delineações abertas, sobre as resinas transparentes que pausadamente ensaiam na desarrumação, o silêncio.
Arqueija-se o colo fanático, gemendo. Defronte. no lamber intenso, as cividades balouçando, o espaço se alargando em hiemais. Os relâmpagos albergando-se na sêmola, interminável, o escuro onde a noite sombria vê crescente a saliva, numa exaltação de leite.
O Garbo. Poderio . Absinto, exótico, que se afunda, e me devora delicada, frenética, a vulva,
esse arco húmido.
Centígrada, a língua entra em contorno explosivo, atando e desatando as linhas estreitas da minha boca ao sexo, debaixo da uma fome que me come e me funde por inteiro, ao oficio curvo, a funda, tua, fêmea, esse pétreo sítio onde se de rama o leite no refluxo da Secreta forja, recôndida, onde um minado rio se mistura ao teu sal erógeno."
in Cassiopeia e o Jardim Separado/ a editar
As coxas,
moças ínsulas, fervendo, convexas, no olhar difícil que se assoma nas linha nobres. A pele estala, oxida-se, entre os centauros nervos, essas massas maduras que despenteiam, tensas, as florações pélvicas.
Geme o cio, potente, alto. Pêlos, delineações abertas, sobre as resinas transparentes que pausadamente ensaiam na desarrumação, o silêncio.
Arqueija-se o colo fanático, gemendo. Defronte. no lamber intenso, as cividades balouçando, o espaço se alargando em hiemais. Os relâmpagos albergando-se na sêmola, interminável, o escuro onde a noite sombria vê crescente a saliva, numa exaltação de leite.
O Garbo. Poderio . Absinto, exótico, que se afunda, e me devora delicada, frenética, a vulva,
esse arco húmido.
Centígrada, a língua entra em contorno explosivo, atando e desatando as linhas estreitas da minha boca ao sexo, debaixo da uma fome que me come e me funde por inteiro, ao oficio curvo, a funda, tua, fêmea, esse pétreo sítio onde se de rama o leite no refluxo da Secreta forja, recôndida, onde um minado rio se mistura ao teu sal erógeno."
in Cassiopeia e o Jardim Separado/ a editar
Luisa Demétrio Raposo
Na insubordinação dos meus dias, estou só e exilada do meu sentir, só!
Só e obtusa, na violência emaranhada, o sentir redondo, a destilação escarlate, o silêncio, esse monologo esconderijo onde os meus partos anárquicos suturam triângulos e saltos em atmosferas estuantes.
Estancada. Desarticulada. Mortiça, a cor confusa que plaina a História.
Grito! Encarniçando o sangue irresoluto. O desespero, a massa do silêncio. O ar que engole e reúne alcateias manipuladoras para em mim libertar tempestades.
Escuto-me, em circunvalação. A voz tecla… o hálito vertical.
As profundidades incontidas. A estátua do meu sal arando, ínvias ignorantemente...
Luisa Demétrio Raposo
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
– Porquê cantar se podemos gemer!?
Penso a noite molhada!
[tentando perturbar o fogo que voa em mim]
...
Penso a noite molhada!
[tentando perturbar o fogo que voa em mim]
...
O som, extenso dos dez dedos nus, que pelo stique
da respiração inspiração escorregam, lambendo-me
num bárbaro caligrafar, a suspensão de um espaço lento,
distraído no jogo da pele, no rego, a confundir. Me.
Somente u pintor orgástico sobe pela (minha)
selvática voluta. Exalando o meu nardo sentir...
Vejo as colinas dos dedos, descalços, as minhas
paragens salgadas, onde sustém o furor que se adivinha
entre si. Entre mim!
Surgem as ideias, por linhas quentes, que une o
ar em labaredas libertinas.
– O dedo estala em cima dela...!
Desejo corre. Corre desejo, e devora depressa,
em si mesmo, procurando transcrever o que o corpo,
no meio, em amplos bebedouros, permite.
O grito fracturou a ingénua vacilação, o cio, e o
texto excitasse a si próprio , na mão que o detem abrutamente,
no flagelo alto ao ritmo.»
in NYMPHEA
da respiração inspiração escorregam, lambendo-me
num bárbaro caligrafar, a suspensão de um espaço lento,
distraído no jogo da pele, no rego, a confundir. Me.
Somente u pintor orgástico sobe pela (minha)
selvática voluta. Exalando o meu nardo sentir...
Vejo as colinas dos dedos, descalços, as minhas
paragens salgadas, onde sustém o furor que se adivinha
entre si. Entre mim!
Surgem as ideias, por linhas quentes, que une o
ar em labaredas libertinas.
– O dedo estala em cima dela...!
Desejo corre. Corre desejo, e devora depressa,
em si mesmo, procurando transcrever o que o corpo,
no meio, em amplos bebedouros, permite.
O grito fracturou a ingénua vacilação, o cio, e o
texto excitasse a si próprio , na mão que o detem abrutamente,
no flagelo alto ao ritmo.»
in NYMPHEA
"Entre a loucura e a minha ilusão vive ansiedade, a mulher que me estrangula as palavras fortes e impacientes.
Clavicordia, sangra-me fabulosas letras que me atravessam os rins superlativos e intensos saídos nus murais dos neurónios. Por vezes amo, amo--a, na sua masculinidade profunda e aterradora, num
ousar leve da fantasia quente que no meu ânus o seu pénis gravitacional voa, pousa, talha, poro a poro,
milímetro e milímetro...
Incandescente, estremece-me o antro e os mastros, dentro, na vagina central, na folha do nu papel... onde... espasmódica a palavra erecta e curvilinea, rebenta, rebentando-me em erotismo, sulfurias de sexo que aperto em ulmos, em textos, erotisando-me silêncios e ambiguidades... equilíbrios e demências,
desabrochadamente."
in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo
No sentir que é meu, os lábios anónimos pulsam em continuo nexo, um árduo pensar, boca , eu, boca residência, boca, alta, boca, escarlate, emboca a imagem
artesiana que a palavra possui em lentas lambidelas ansiosas, prisioneiras do Sal Sol, bilíngual... que em mim se consomem em desarrumação, e no acto de lamber suave, criam, vozes côncavas e se fecha o mar clítorial, erecto navegando em largas letras que o sentir das guerlas, abrasa. Escoando-me lunações
e aureas profundas outrora em mim fechadas...
in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo
**
Que silêncio te abisma, pergunto-me eu, dominando- me no meu próprio regaço maiúsculo, pergunto eu na ferocidade de um gesto inalterável pelos anais ressaltando-me o ser. Aquele que distorce e desiquilibra a ordem viva, sustida em forças. Entre mim. Entre a espinha initerrupta das palavras em explosão. Cercadas
de uma inumera masculinidade, que me percorre numa ardente lagoa de carne em Revelação....
de uma inumera masculinidade, que me percorre numa ardente lagoa de carne em Revelação....
Estrangulada. Na serrania dos lábios onde a inspiração se acende cercada
de sexos e génios, onde somente o amargo se despenha e inclina, o mesmo amargo onde as vírgulas se arqueiam, vertiginosas, no urdir, num silêncio implantado
e que eu cômo ou fodo, em tejos impassíveis, em tramas intemporais, revestindo totalmente as palavras que se reproduzem em eternidades, em mundos
àrduos e ainda intactos.
in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo
de sexos e génios, onde somente o amargo se despenha e inclina, o mesmo amargo onde as vírgulas se arqueiam, vertiginosas, no urdir, num silêncio implantado
e que eu cômo ou fodo, em tejos impassíveis, em tramas intemporais, revestindo totalmente as palavras que se reproduzem em eternidades, em mundos
àrduos e ainda intactos.
in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo
domingo, 14 de outubro de 2012
Melopeia
Erógenas,
terrenas, as flautas que erotizam pontos poderosos, amantes memórias, lá no
fundo da carne, onde, trémula se esconde a Deusa, a Musa que transborda o amanuense extremo escrever. inscrever. Erótico.
Lá dentro, missionário, o ar bate
avançando, destelhando. Quente. Olimpo, esse Astro em bruto, o segredo que
calcorreia as constelações da una boca em rastros equinócios.
ah)mar,
ah! Ah)mar, sustém o lume da gôndola,
degola dentro, em si, a língua e o sal no interior húmido do genital que vai
entornando palavras e outras figuras maiores num recamar em mundos interiores.
Luisa Demétrio Raposo
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
***
"eu, creio no amor imperiosamente imortal. ardente. inexprimivel. nele se entrelaçam todos os sentidos, todas as peles transparentes, todas as efervescências, rebentações, ferimentos, aguarelas, ideogramas, todas as ribanceiras por onde pretendemos escorregar até ao infinito abismo_______no amor todas as fornalhas se acendem e deabulam pelos efeitos de uma rebentação onde todos os gatilhos disparam."
L. D. R.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
absintos] dois pénis empinados
Cômo um pénis a sela de um (outro) ânus coleccionado em incêndios purulentos. Um par de sombras no auge engomados, no silêncio dos pentelhos nus onde os cios estelares entram e auscultam o pénis em chão delirante. Os moinhos, cordilheiras em falésias transformam as confidencias excêntricas e antecipados da insaciável mutabilidade de um cativeiro epidérmico onde tridimensionalmente ambos os desvãos balançam em transições destemidas...
as mãos em gomos fundeiam a cabeça e os anseios abocanham nas palavras o litoral fertilizado das mós giratórias num desembarcadouro.
invertidos, os pólos espiam o reflexo dos lancinantes pensares. Os lábios imponentes do Pénis em brasa na demarcação embalada. Erógena. Ilimitada. Incandescente. Rastejante. Magnetizando. Aborígene como todos os Pénis são quando unos, iluminados na cordoagem fatídica de uma imagem forquilha, num rio aceso, nas alfaias exaltadas da inóspita noite.
Aos pares os dois misturam insubordinações vigilantes no cavalgar amplexo que emancipa os sexos negros batedores que libertam as circunferências das madrugadas silenciosas, o sémen liquido em gemas libidinosas que escorrem sobre a gravidade de um lençol pêndulo.
orgíacas eternas de um tesão fresco nas espirais das púbis negras onde ascendem rizomas reservadas ao corrimento interno das erecções emigratórias de um Pénis inexprimível encastoado sobre ogivas pontilhistas e incessantes... de um ânus carnal onde se escoam as escritas e quentes braças paralelas em catorze persas…
Absintos________seguidamente o tempo viúvo do espaço fluvial das nómadas e multiplicadores rugidos explodem no sémen fascicular, no entrecruzar das nádegas colando em álamos todas perseguidas antes desabotoadas...
Absintos________gigantes nas florestas púbis, abertas uno ao outro nu outro manuscrito lastro onde eclodem mordeduras e erógenas miragens turvas
Luisa Demétrio Raposo
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
***
os polens, circundos pêlos, frementes na garganta, testemunham o desabrochar, entrançando a abelha, fechada até então, na corisca madura de uma exaltação_____________________alimentação simples do sexo escarlate.
a colmeia circula, alinhada, entre águas lisas e salgadas, destrancando ópticas e as asas vaginais que gaivota(m) sobre o prumo pranto desejo
Luisa Demétrio Raposo
lepitopteras_________________I
Quem que disse que a mulher não tem loucura masculina?”
“ (eus lábios roucos murmuram. tu sorvendo)
Eu consumindo lentamente os inspirados cresceres da língua sôfrega, essa cobra de água salgada, completamente bêbeda que aperto no estalar estreito, na vulva , em gula, inocente na enevoada em chama, as virilhas, essas grandes palavras em chamas.
ORGIAS. Existem tantas a erguer-se cá dentro, em ritmo no cobre subtil das tuas mãos intermináveis. nos desejos que mergulham juntos com as curtas falanges.
Sou (a)naconda. tu minha lídima escoada que empolgantemente lavras a incandescente nata.
Luas mãos rasgam, nádegas e o jugular absoluto. Arrebatando as auréolas dos mamilos atadas sobre, e por nós entumecidas. Húmidas. te abrasam abrasando em requeimadas que chegam aos silos vaginais, enchendo nossos cântaros de boleias, reluzindo entre riscas assimetricamente intensas.
(Sussurrando
apanha-me) apanha-a apanho-te a punho o ar apanho apanhando-te, ocupando o lodo e a loba mira entre as sedas escarlates de um lado ao outro lado o lado que côa e se entorna melífera, quente, nas auréolas bebendo o inchaço trazidos dos ventres.
A garganta se instala; o instante se torna intensamente rápido. Gira assanhando os guaches encarnados girando gira girando gira em circunlóquios e lambendo na escorrentia um percurso saturado lambendo lambo cirando entre os gemidos enclavinhados.
(Emudece
lenta mente) por dentro na minúcia de um minuet. a boca, tua, é a minha península erótica, a salina que dentro, braseia.
Eu, a nua biografia atlântica, o pomar mestiço coberto de polens e polvilhada de ígneos enxofres
(sorvos ilegíveis)
Os seios, ninhos, conspiram, no meio de nós duas, um toque que ascende e desabotoa o labirinto em saias. Desarrumando completamente a sombra urgente que nos consome e une hipnoticamente. Inscrevendo em nós o som das labaredas em expedição pelos corpos suados, tragando os sexos em carnívoras faúlhas.
(o êxtase)
“sobre a intensa loucura dois pénis se constroem entre a eternidade profunda do fogo, num fechar de olhos, na pele arde, em ritmos que esmagam o esgotar, aniquilando tudo e todos os falos são imensos e nos pertencem, grandes, enquanto cegos
quem diz que a mulher não tem loucura masculina?”
Luisa Demétrio Raposo/2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
***
"Nas noites largas, os azuis plantados. O abismo que alimenta as Musas, ponto a ponto, nos furos de um lume estelar estendido entre carnes turvas, nua VULVA________acende-se o cabelo. em redor, grandes os nós e os Astros; tudo em tudo"
Luisa Demétrio Raposo
**
"escrevo para poder libertar o sangue que se estilhaça despedaçando todas as minhas portas e os meus rios imaginários onde as palavras são barcos espelhos e uma chuva amante . escrevo sobretudo os meus bocados exaltados e a voz insónia que caminha imensa um espaço enorme, negro, onde me afundo para poder reencontrar o caminho, o regresso, o meu dramaturgo sol, oculto, nas pregas predadoras do olhar, esse trovão"
Luisa Demétrio Raposo
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