A carne, o grande abismo
maduro. a muralha pródiga da Alma. o corpo, é um templo curvilíneo, um manual
interminável queno cosmofoi há
muito, despenhado.
«No escuro húmido, o fornicar, em seu monóculo, sonha com o vergar dos sexos implantados, entre as asas soberanas, a cauda circula redonda onde o branco geme, voando entre as entranhas de um arco geométrico» luisa demetrio raposo
Ardem em mim todas as tuas pontes. O hálito ateando-as com a boca cheia de águas e hordas humanas, se curvam em desejos e arrancam todas as tuas portas enfrentando o nada no abandono do simples movimento das ancas. Teu rosto, maduro e estreito domina todas as minhas trilhas. Os regatos respiram a escrita, coalham em nossos laços. A raiz da de floração abraçada ao fôlego e á veia de mármore, esse Zeus que se despenha sobre as antropofagias. Ânfora, em barro escarlate, nas desdobradas, a voz interminável dos gritos consumando os consumidos sítios. Teu beijo se desmata e o óleo cândido que nos aquece o som e se transmuda na matéria e um raio inebria a sephora visível de um orgasmo dentro da devorada. Os planetas pendidos pelo clarão dos nossos epicentros. Unidos. Entre as temperaturas, a lentidão e os aromas ordenados no só compasso. Novos caminhares refazem a atmosfera em que nos deitamos, novos limbos, internos, novas palavras se encharcam e ao mesmo tempo traçam e se tornam translúcidas. O amor tombando em forma de água furiosamente sobre o interior, de abismo em abismo cada som sente cada porvir…
A
vagina rasga-se porque tem um espelho dentro. Cortante e a dilatação dos dias aos
quais eu estremeço. Arde a região e a musica é uma bala de poro em poro
ferrando os lábios, soldando omeu corpo
minado e matando a escuridão em mim outrora morta. Osangue luminoso, pulsando entre as estrelas e
os dois menbros que cravados vou recebendo. Um pénis giratório, um coração
cheio, um pedregulho, estanque na vertingem de um espasmoque juntamente esmaga a massa e retira ao ar
um rasgão; duplamente sou devorada por palavrasrapidissímas, selvagens e desabrochadas. Martelos de pedra, que desentranham
em mim uma vontade alta, embocaduras, silêncios das traqueias ateiam o centro e
os ascendentes de todas as tempestades prematuras.
Se rasga o ânus sobre a esférula de quem em
mim grita, sucessivo e atinge um auge e ainda outras coisas maiores.
Por detrás se reviramgestos e o espanto recamado atinge o ímpeto e
outras massas maiores, de vida lenta, explodem. Sente-se a dor dispersa e um se
lugar estabelece
Fecundo na sua crua clandestinidade.
o barro violento de um amanhecer,
irrompendoauroras que nos dois
incandescentestumulos absorvem e me
apertam até ao baterdos pulmões, onde a
noite colocou um degraue o golpe que
ainda freme numa outra imagem muito maislarga, central de um ferro em brasa entre as persinanas das costase que sevai contorcendoá minha volta, no
desenvolvimento que trespassa a trasladação do abismo túmido. Tranco. Tranco-os
entre as mandibulas erogenas e submissas dos leitos.Cabelossentados em migrações arborizam eavassalam-sepelo louco sangue,
umvermelho incêndio talhado entre as
duas águas concorrentes, furiosas onde a animalidade me encharca entre os
fintos poema liricos derramandoderramados.
Sou,
então um lugar carregado. e um mar entremeia-me do escuro através dos seus dois
olhos brancos que entre as temperaturas fluxas das seivas. se Inclinam. Nada
pára pára nada tudo se rima eos astros
fornicantes se afastam porque o sal se faz raiar fundo.
Não
espero mais nada, somente aescrita a um
imaginar fiado. Não espero equinocio ou solstício mas sim o perfume de um vinho
que fermenta dentro de mim, vagaroso entre meus dois(di)amantes.
Luisa Demétrio Raposo in Cassiopeia e o Jardim Separado/ a editar
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
“Sou
um lugar em desordem onde curvas se despenharam e os matos se escoaram. Eu, sou
neste mundo, um único verbo. O Inferno entre imagens e árduos poemas. Eu, a fenda feminina,
que arranco dos lábios a boca e o nada. No meu olhar habita um
leopardo, e no corpo toda a íntima geografia é pólvora. A escuridão exalta-me
o sangue em pedras rotativas, dando-me poros aos poros e meses onde desabrocha
a rua em pequena carne “ Luisa Demétrio Raposo 30 de Setembro de 2012
"Na maturação, os dedos ornatos, onde a carne se atiça, existem anais, a ingnição das palpebras na mente que arde. Lábios a horizonte e línguas que se devastam, no cio envolvem barro e o bárbaro lodo da boca que se dissolve na outra boca, dúctil.
...
[O meu acto é uma audição, transbordante, que não quero perder]
As coxas, moças ínsulas, fervendo, convexas, no olhar difícil que se assoma nas linha nobres. A pele estala, oxida-se, entre os centauros nervos, essas massas maduras que despenteiam, tensas, as florações pélvicas. Geme o cio, potente, alto. Pêlos, delineações abertas, sobre as resinas transparentes que pausadamente ensaiam na desarrumação, o silêncio. Arqueija-se o colo fanático, gemendo. Defronte. no lamber intenso, as cividades balouçando, o espaço se alargando em hiemais. Os relâmpagos albergando-se na sêmola, interminável, o escuro onde a noite sombria vê crescente a saliva, numa exaltação de leite. O Garbo. Poderio . Absinto, exótico, que se afunda, e me devora delicada, frenética, a vulva, esse arco húmido. Centígrada, a língua entra em contorno explosivo, atando e desatando as linhas estreitas da minha boca ao sexo, debaixo da uma fome que me come e me funde por inteiro, ao oficio curvo, a funda, tua, fêmea, esse pétreo sítio onde se de rama o leite no refluxo da Secreta forja, recôndida, onde um minado rio se mistura ao teu sal erógeno."
in Cassiopeia e o Jardim Separado/ a editar
Luisa Demétrio Raposo
Na insubordinação dos meus dias, estou só e exilada do meu sentir, só! Só e obtusa, na violência emaranhada, o sentir redondo, a destilação escarlate, o silêncio, esse monologo esconderijo onde os meus partos anárquicos suturam triângulos e saltos em atmosferas estuantes. Estancada. Desarticulada. Mortiça, a cor confusa que plaina a História. Grito! Encarniçando o sangue irresoluto. O desespero, a massa do silêncio. O ar que engole e reúne alcateias manipuladoras para em mim libertar tempestades. Escuto-me, em circunvalação. A voz tecla… o hálito vertical. As profundidades incontidas. A estátua do meu sal arando, ínvias ignorantemente...
– Porquê cantar se podemos gemer!? Penso a noite molhada!
[tentando perturbar o fogo que voa em mim]
...
O som, extenso dos dez dedos nus, que pelo stique da respiração inspiração escorregam, lambendo-me num bárbaro caligrafar, a suspensão de um espaço lento, distraído no jogo da pele, no rego, a confundir. Me. Somente u pintor orgástico sobe pela (minha) selvática voluta. Exalando o meu nardo sentir... Vejo as colinas dos dedos, descalços, as minhas paragens salgadas, onde sustém o furor que se adivinha entre si. Entre mim! Surgem as ideias, por linhas quentes, que une o ar em labaredas libertinas.
– O dedo estala em cima dela...!
Desejo corre. Corre desejo, e devora depressa, em si mesmo, procurando transcrever o que o corpo, no meio, em amplos bebedouros, permite. O grito fracturou a ingénua vacilação, o cio, e o texto excitasse a si próprio , na mão que o detem abrutamente, no flagelo alto ao ritmo.»
in NYMPHEA
"Entre a loucura e a minha ilusão vive ansiedade, a mulher que me estrangula as palavras fortes e impacientes. Clavicordia, sangra-me fabulosas letras que me atravessam os rins superlativos e intensos saídos nus murais dos neurónios. Por vezes amo, amo--a, na sua masculinidade profunda e aterradora, num ousar leve da fantasia quente que no meu ânus o seu pénis gravitacional voa, pousa, talha, poro a poro, milímetro e milímetro... Incandescente, estremece-me o antro e os mastros, dentro, na vagina central, na folha do nu papel... onde... espasmódica a palavra erecta e curvilinea, rebenta, rebentando-me em erotismo, sulfurias de sexo que aperto em ulmos, em textos, erotisando-me silêncios e ambiguidades... equilíbrios e demências, desabrochadamente." in NYMPHEA Luisa Demétrio Raposo
No sentir que é meu, os lábios anónimos pulsam em continuo nexo, um árduo pensar, boca , eu, boca residência, boca, alta, boca, escarlate, emboca a imagem artesiana que a palavra possui em lentas lambidelas ansiosas, prisioneiras do Sal Sol, bilíngual... que em mim se consomem em desarrumação, e no acto de lamber suave, criam, vozes côncavas e se fecha o mar clítorial, erecto navegando em largas letras que o sentir das guerlas, abrasa. Escoando-me lunações e aureas profundas outrora em mim fechadas...
Que silêncio te abisma, pergunto-me eu, dominando- me no meu próprio regaço maiúsculo, pergunto eu na ferocidade de um gesto inalterável pelos anais ressaltando-me o ser. Aquele que distorce e desiquilibra a ordem viva, sustida em forças. Entre mim. Entre a espinha initerrupta das palavras em explosão. Cercadas de uma inumera masculinidade, que me percorre numa ardente lagoa de carne em Revelação....
Estrangulada. Na serrania dos lábios onde a inspiração se acende cercada de sexos e génios, onde somente o amargo se despenha e inclina, o mesmo amargo onde as vírgulas se arqueiam, vertiginosas, no urdir, num silêncio implantado e que eu cômo ou fodo, em tejos impassíveis, em tramas intemporais, revestindo totalmente as palavras que se reproduzem em eternidades, em mundos àrduos e ainda intactos.
Erógenas,
terrenas, as flautas que erotizam pontos poderosos, amantes memórias, lá no
fundo da carne, onde, trémula se esconde a Deusa, a Musa que transborda o amanuense extremo escrever. inscrever. Erótico.
Lá dentro, missionário, o ar bate
avançando, destelhando. Quente. Olimpo, esse Astro em bruto, o segredo que
calcorreia as constelações da una boca em rastros equinócios.
ah)mar,
ah! Ah)mar, sustém o lume da gôndola,
degola dentro, em si, a língua e o sal no interior húmido do genital que vai
entornando palavras e outras figuras maiores num recamar em mundos interiores.
"eu, creio no amor imperiosamente imortal. ardente. inexprimivel. nele se entrelaçam todos os sentidos, todas as peles transparentes, todas as efervescências, rebentações, ferimentos, aguarelas, ideogramas, todas as ribanceiras por onde pretendemos escorregar até ao infinito abismo_______no amor todas as fornalhas se acendem e deabulam pelos efeitos de uma rebentação onde todos os gatilhos disparam."
Cômo um pénis a sela de um (outro)
ânus coleccionado em incêndios purulentos. Um par de sombras no auge engomados,
no silêncio dos pentelhos nus onde os cios estelares entram e auscultam o pénis
em chão delirante. Os moinhos, cordilheiras em falésias transformam as
confidencias excêntricas e antecipados da insaciável mutabilidade de um cativeiro
epidérmico onde tridimensionalmente ambos os desvãos balançam em transições
destemidas... as mãos em gomos fundeiam a cabeça e os anseios abocanham nas palavras o
litoral fertilizado das mós giratórias num desembarcadouro. invertidos, os pólos espiam o reflexo dos lancinantes pensares. Os lábios
imponentes do Pénis em brasa na demarcação embalada. Erógena. Ilimitada.
Incandescente. Rastejante. Magnetizando. Aborígene como todos os Pénis são
quando unos, iluminados na cordoagem
fatídica de uma imagem forquilha, num rio aceso, nas alfaias exaltadas da inóspita
noite. Aos pares os dois misturam insubordinações vigilantes no cavalgar amplexo
que emancipa os sexos negros batedores que libertam as circunferências das
madrugadas silenciosas, o sémen liquido em gemas libidinosas que escorrem sobre
a gravidade de um lençol pêndulo. orgíacas eternas de um tesão fresco nas espirais das púbis negras onde
ascendem rizomas reservadas ao corrimento interno das erecções emigratórias de
um Pénis inexprimível encastoado sobre ogivas pontilhistas e incessantes... de
um ânus carnal onde se escoam as escritas e quentes braças paralelas em catorze persas…
Absintos________seguidamente o tempo viúvo do espaço fluvial das nómadas e multiplicadores
rugidos explodem no sémen fascicular, no entrecruzar das nádegas colando em
álamos todas perseguidas antes desabotoadas...
Absintos________gigantes nas florestas púbis, abertas uno ao outro nu outro
manuscrito lastro onde eclodem mordeduras e erógenas miragens turvas
os polens,
circundos pêlos, frementes na garganta, testemunham o desabrochar, entrançando a abelha, fechada até então, na
corisca madura de uma exaltação_____________________alimentação simples do sexo
escarlate. a colmeia circula, alinhada,
entre águas lisas e salgadas,
destrancando ópticas e as asas vaginais que gaivota(m) sobre o prumo pranto desejo
Quem que disse que a mulher não tem loucura masculina?” “ (eus lábios roucos murmuram. tu sorvendo) Eu consumindo lentamente os inspirados cresceres da língua sôfrega, essa cobra de água salgada, completamente bêbeda que aperto no estalar estreito, na vulva , em gula, inocente na enevoada em chama, as virilhas, essas grandes palavras em chamas. ORGIAS. Existem tantas a erguer-se cá dentro, em ritmo no cobre subtil das tuas mãos intermináveis. nos desejos que mergulham juntos com as curtas falanges. Sou (a)naconda. tu minha lídima escoada que empolgantemente lavras a incandescente nata. Luas mãos rasgam, nádegas e o jugular absoluto. Arrebatando as auréolas dos mamilos atadas sobre, e por nós entumecidas. Húmidas. te abrasam abrasando em requeimadas que chegam aos silos vaginais, enchendo nossos cântaros de boleias, reluzindo entre riscas assimetricamente intensas. (Sussurrando apanha-me) apanha-a apanho-te a punho o ar apanho apanhando-te, ocupando o lodo e a loba mira entre as sedas escarlates de um lado ao outro lado o lado que côa e se entorna melífera, quente, nas auréolas bebendo o inchaço trazidos dos ventres. A garganta se instala; o instante se torna intensamente rápido. Gira assanhando os guaches encarnados girando gira girando gira em circunlóquios e lambendo na escorrentia um percurso saturado lambendo lambo cirando entre os gemidos enclavinhados. (Emudece lenta mente) por dentro na minúcia de um minuet. a boca, tua, é a minha península erótica, a salina que dentro, braseia. Eu, a nua biografia atlântica, o pomar mestiço coberto de polens e polvilhada de ígneos enxofres (sorvos ilegíveis) Os seios, ninhos, conspiram, no meio de nós duas, um toque que ascende e desabotoa o labirinto em saias. Desarrumando completamente a sombra urgente que nos consome e une hipnoticamente. Inscrevendo em nós o som das labaredas em expedição pelos corpos suados, tragando os sexos em carnívoras faúlhas. (o êxtase) “sobre a intensa loucura dois pénis se constroem entre a eternidade profunda do fogo, num fechar de olhos, na pele arde, em ritmos que esmagam o esgotar, aniquilando tudo e todos os falos são imensos e nos pertencem, grandes, enquanto cegos quem diz que a mulher não tem loucura masculina?” Luisa Demétrio Raposo/2012
"Nas noites largas, os azuis plantados. O abismo que alimenta as Musas, ponto a ponto, nos furos de um lume estelar estendido entre carnes turvas, nua VULVA________acende-se o cabelo. em redor, grandes os nós e os Astros; tudo em tudo" Luisa Demétrio Raposo
"A solidão… raizes, pátios, a escada que me liga á dolorosa floresta que é o viver. A árvore uma cripta, que se deita com as estações… na flor, morre-me, por vezes o grito"
"escrevo para poder libertar o sangue que se estilhaça despedaçando todas as minhas portas e os meus rios imaginários onde as palavras são barcos espelhos e uma chuva amante . escrevo sobretudo os meus bocados exaltados e a voz insónia que caminha imensa um espaço enorme, negro, onde me afundo para poder reencontrar o caminho, o regresso, o meu dramaturgo sol, oculto, nas pregas predadoras do olhar, esse trovão"
"Nas noites largas, os azuis plantados. O abismo que alimenta as Musas, ponto a ponto, nos furos de um lume estelar estendido entre carnes turvas, nua Vulva________acende-se o cabelo. em redor, grandes os nós e os Astros; tudo em tudo"
"A poesia, essa seiva que alimenta a vocação do humano. abrindo e fechando seus internos rios separando-lhes a noite e as suas cruas ribeiras internas em veias abrasadas. chamas que lhes escaldam os eclipses e o despedaçar, numa turca Orgia"
Os respirares, aos genitais arrancam vertigens entreabertas, gritando. Em roncos_________ as paisageennsssss, sobeemmm…! *sinto as tuas deslocadas em mim coadas. Os respirares em desordem (fodem) As mãos na demorada entre as intenções.(fodem) fachadas. Amplaassss.(fodem) Estancam o pulsar. Escoaammm a viagem em cenas, na filmagem animaalll que se organiza entre a peleeee.(fode-me!) Aahhhhhhh__________ o texto flui___________Electrocutando-me a dominaçãaoo. ...
*O arfar dobra-se. E eu. Sento-me sobre o teu estridente tejo e toda a tua eternidade entra dentro de mim. em circunvalação nada o rodo. E os dois em numero aguardam o leite em orbita___________queima-me sobre os milhares e milhares de fundos que percorrem o composto das minhas porcelannaaassss_____________e todas as minhas estancias nuuaaassss “O astro____________ em força e combustão em volta, na volta esplendendo o oculto e absinto centro, embarcando-nos inteiramente________na arquitétura dos tecidos vivos. istmos. do corpo; - Descerra o rosto e o desiquilibrio das seivas que aguardam abertas, os buracos, dilatados entre o meu ventre e o resina do teu cio” (continua)
dois cálices sobre a cama perfeita, e todo o seu atrevimento alcança. dissipam-se entre os cetins extemporâneos os genitais, esculturas que transmitem os arrebatamentos do meu e teu perímetro sexual. à entrada, insularmente,as tonalidades purulentas dos tufos negros nos astros e mastros pubianos mudam o cio vibrátil e convulso ocultando a exterior a pele rósea, âncora e devorante, onde se empinam as línguas rápidas que metrificam o oxigénio transitorio do ventre a invadir incestos e um astro terreno a que denominamos quarto lugar, porque nos arrasta para o seu corpete aberto escrevendo em nós a seiva de um só mundo que aperto entre pernas, nas letras deste texto que bate dentro de um tempo o sangue e os instintos de um coração deitado num sitio forte. o semén orquestra e invade ...
encharcando o silêncio dos nados lábios em circunferencias estonteantes expiram absintos em pianos de um tranco erótico enclavinhado e desaparelhado sobre o dorso quente do pénis. A. Àgua Ardente, torrencial apurando cegamente o coito nos canais gráficos em inumeros murmurios e travessias, bordões lucíferos, exaltados bailando em planas emanações. vergam-se OS estouvamentos nas portas de um beijo, nas escarpadas de um desejo que nos trilhos de um fogo deixaram niquelados ás densidades em combustão... gracejam-se pálpebras. e os anis voam, balançando no soluço similarmente entre os sexos agora arregaçados num parapeito odorífero. crescem as últimas transparencias antes da erosão entre os corpos, que se separam em histéricas respirações...
Décibeis, sinto-as, na leitura explicita do teu corpo exposto á malévola fervente que se avizinha. sonetos repovoam vermelhos, amargos, fremindo e os adornos brancamente pontilhados, férteis onde o deserto alfabeto rebenta. Do trono, escarlate, calabouços manobram entre os inumeros paladares libertados, em páginas, nos dias onde eu espero a seiva amante,a que semeia nos meus lábios o prazer em raios e desordens;
“ um beijo é talento na arte de um mundo húmido. relevos que esperavam pelas aberturas de dentro. sentidos ficando em transe, restritos ao corpo exaltando. olhares se contorcendo pintando a atmosfera circundante de lacre e uma curva suspirantemente geme. Sinto ainda hoje os confins a latejar, o centro, num espelho impaciente, abaixo do meu silêncio, ardendo...
e queimando os quadris abrutamente em incursões cheias de àgua, carcere em lamas vaginais… O soalho tremia, imortal, no aprofundar dos sóis. No frenético uivar dos verbos que ressucitavam silêncios, deitando sal e coroação em lugares recondidos, alagando insonias e baixios loucos. O vermelho rasga-se, a meio, os lábios em terramoto abertos beijando-se adentro escrevendo e cruzando as mamíferas temporas que estalavam, maduras, infinitas.
o orgasmo é a máxima recordação que possuo desse sismo. “
Luisa Demétrio Raposo
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
No queimar dos pátios, os círculos génios reluzem e se levantam nas mãos, Astros. O mundo é o meu instante imenso, a ponte, o grande céu, os genitais em escarpas… o abismo, que nas manhãs respondidas se incrusta nos meus orgãos doces__________ repousando, logo ali, o terrível sangue, deslumbrante, húmido, oculto, denso, afiando toda a minha carne em solidão e montes, radiando soberbo as madeiras e o deitado ferro, perfurando-me as internas noites que oiço gritar, aqui, dentro.
Assim como as Deusas que nelas
encerram íngremes palavras e a sua aparição contigua
"A poesia, essa seiva que alimenta a vocação do humano. abrindo e fechando seu internos rios separando-lhes a noite e as suas cruas ribeiras internas em veias abrasadas. chamas que lhes escaldam os eclipses e o despedaçar, numa turca Orgia"
"Ardua inteligência de um fogo, leopardo, que no embrenhar, a carne dilacera e aí permanece maior e desfere os raios perfilando em sonambolas perguntas nocturnas. ( fervo) Alcanço-te do ar a atadura e os teus passos centopieas. Anonimos. Envoltos em entradas e saidas que devoram os nossos fôlegos juntos. O amargo predador dos orificios explode e delimita cruzando toda a reveleção dos intensos abismos interminaveis entre nós dois. No sigilo degolo-te a braguilha, ociosameeennnttttteeeeeee…
Chove no meu cio e nas ruas as águas correm côncavas sobre o olhar inominavel de um Astro cuja matérias cresce na imagem de mente, alagando tudo o que a demência humana pode húmidificar entre as virilhas, rudes, entre os pêlos, a vulva transmite e tudo em mim transforma. Estás dentro e não sabes. Tu o remoinho que me rebenta em braçadas altas… e não sabes que o meu mar se encontra aberto, descoberto, entre o Sal mergulhador que salga volumes e volumes de águas toda a manilha, num diametro erótico. Tu não sabes… e dentro… não falas… mal respiras… centrifugo… inteiro, entre cada pausa muscular_______________aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh_________estremecimentos. Relâmpagos. incham-me os seios de fora para dentro. Teus olhos, ao longe fixos, se esgotam entre as linhas do meu lume,rebrilhando… e tu não sabes, que uma fenda chama chama para que me echas de esperma. ferozmente, anseio o caótico branco das águas jorrantes do plutonio brutal. animal. Em bruto. Psicadelicas enxertias invadem-me os sangues e espereito-te nas, as bilabiais talhas. Sabes, as minhas bocas plantaram óleos______________perfumes ilícitos que te aguardam e ascendem todos os teus crus suores, nos defrontes comeres, lembras!?? Lembraaaaaaaaaa… que tudo começa no invisivel mexo e rápido se despenha até ao fundo, humílio."
“ sentir pupila a pupila, no marulhar dos dias esquecidos a beleza entre os sexos húmidos deitados no mar de leito. Sopranas, as bocas, seus hálitos vêem o fogo movido no inebriamento e se arrebatam-se uma una á outra, cosidas á força de mil labaredas. Os fluidos acendem-se nos braços, entre os nós das carnes e o sangue faísca ao som de qualquer palavra leviana...
mente. Nos espelhos a imagens de duas linhas, paralelas em fulcro, no começo de um arremesso. As partes brilhando. Morrendo húmidas. Brilhando. A loucura soberana alangado todo os poros. Os sexos rugindo ecos. Em sitios dentro bebendo de leite e comendo-se na claridade que ainda não jorra. Os olhos são, as portas dançando e se unindo. Abrindo os quatro céus ao cerne da libertação das polpas, quase quase maduras… A vulva queima, no seio do seu terrível escuro onde o pénis bebe grandemente, bebedeiras, desforradas em insónias e trevas imediatas. A foda é a expansão aluada de um sangue em forma de falo que mergulha abruptamente no ritmo que tudo ilumina, e de quem dela bebe, se embriaga tal como o pénis bebedor… O amargo queima a língua no vórtice da sua acidez fertil. Na languidez perfida. Na volúpia intuitiva do sexo. A teia fecha-se, desentranhando as plumagens. Na vulva as águas espraem-se selvagens entre as imagens e a constelação. O sexo sorve-as. Fundamente e arranca-as porque tudo nelas afoga-se inevitavelmente em fogo.”
O tempo é então selado nos lugares altos e se transforma em profundas crateras . Nu desejo e ali permanece infinitamente dentro. As coadas respiram, agora, rencostadas no papel, na minha página, aqui escrita, transcrita na mente, essa musa, a Deusa que em mim suspira na imovel branca folha de papel…"
"meus desejos são pássaros que nas tuas coxas gemem vermelhos e escarlates redondos e cheiros que em cio chovem sobre a linha curva da vagina imensa bato nela a língua e um forte delírio sobre o tudo e a terra atiçada porque eu amo esta fome e este teu campo afogado onde as ondas orgásticas rolam no entra e sai que envolve e dissolve o circuito ardente enterrando duros e belos fôlegos nevoeiros que contrastam impetuosos o açafrão a nua índia e os pelos negros que se cosem por toda a parte formando uma cordilheira africana nas frases penso os dedos que pelo ânus martelam a visão entre as temperaturas e todo o sorvedouro de um lado para o outro tu és uma abertura onde meus pássaros voam e cruzam o sexo entre as faúlhas e a carne viva onde agora se encurvam os meus desejos unidos á pulsante riscada"
"A mão quadriqulada ensombra-se as paredes
leitosas o abismo disfarçado na insónia dos lábios provocam as rosáceas na luz
retalhada ardendo em paradigmas a mente se transforma em calabouço onde se
desagregam furiosamente todas as minhas pontes que me ligam a ti todos os
exitares as faíscas abandonadas e todos os nossos restauros interiores incompleto
o meu aqui sobrevoa e freneticamente recordo os fundos e todas as cenas da
noite a treva e o silêncio de duas bocas que amam a soberba cratera côncava onde
destranco o meu tesão e o teu hálito com a noite em cima a carne única embacia o céu aberto á exaltação o caosamadurece e ordenaá única demência o coração o grito por onde
propagam os iteneráriose os ciclos
barbaramente cavalgando entre o sangue corrente das veias maníacas e sedentas
Fornalhas
orçando nos olhossentindo afundar o espaço negro rebelde que
dentro em mim floresce a tua boca o meu céu o interior da tinta em absorção
dentro dos astros faíscando as aberturas do nosso beijo cercado o fundo subterrâneo
onde as tuas palavras são os gatilhos fluídos e diálogos que em mim se
resplandecem________________imagino o assombro no teu rosto na carne que em ti
está vivaentre os improvisos gigantescos
da noite que em ti corre corre como uma caçadora de sons e de gritos; as bocas
falam nos improvisos de uma rota em
ribanceiras onde se desentranham os sexos esses túmulos onde nos entrerramos uma
na outra e uma una á outra e ensaboamos os vivos gânglios e todos os sons que
respladecem sobre os fluidos em marcha, ao fundo"
A minha boca tem luas que queimam, onde o sangue bombeia o
ar levantado na tua braguilha;
Idiomas na geometria
pátria, a cordilheira escarlate que fermentaa musa, onde te concentras e o tesão de abismo em abismo nos olha
comendo, devorando o vermelho.
As mãos sobre as
coisas, afastam de mim a inocência e trazem de ti um falo em carne violenta na
animalidade do acto. As palavras paridas em seiva sobre a decifração que
ressoa, por cima do escuro em torno dos
baixios, ondea germinalidade une a
metamorfose dos pulsares das duas translatórias línguas, a exploração mutua que
vêm do corpo explode exibindo uma cratera crepitante entro os nossos quatro
braços ferozes fechados no abismo infinitamente prismático, devorador.
Ângulos se desenham sobre os gemeres peregrinos que íngremes
triunfam entre os nossos contactos em brasa.
Resinas ecoam como águias,
anunciando os miasmas profundos, renques de esperma cingindo por um rio lento
que se encontra em mim própria, no sentir ronco dos espelhos, no sitio onde os
murmuros brotam águas ardentesno sangue
metido. Nas massas ímpares, tudo se torna leve, do lado quente da água,
abrasada e que devora um pénis por inteiro, rompendo pela frente o acto e o
estado natural da carne que urde no
fecho ôrganico de um Astro atravessando
outro Astro.
O
corpo é o instrumento encerrado na palavra. Desapareci. Nas deslumbradas
estações á beira cio onde osexo, o meu
grande sonhador existe. Suspenso. Em compulsivas fontes, onde os pensamentos
crescem antes da luz.ondas gigantes, inomináveis, gritos sobre o tronco, o
mastro na sedução, nas noites impressas. O prazer vocabular,secreto, a inventar núpcias em lugares
fascinados, em olhares descobridores. Dialectos escorrem na pureza dos líquidos
sentados no tempoque abrasa-me a roda
interior.
A vulva__________minha mãe, ao teu colo
escrevo árias anónimas do subsolo. Há que ser carne, menbrana de uma lua,
vivaem baixo das pupilas engomadoras, que
piscam na malha o ventre e dão largas ás correias paracercar, amulher no tesão visitada. a beleza de um buraco nos poros de uma imagem altamente erótica. os
laivos, o poder ronco, a força, o espelho que mergulha em tragos suaves nos
agarrando á cama onde as bocas escoam no escuro o sabor pleno, amargo onde se
renasce e se morre amplamente após o devorar num orgasmo
»docorpo transparece a portasensualidade que me despe as palavras em
andamento-o solar secreto da pele no meiodos hemisférios que expiram sítios e nos
devoram em tudo no tudo que agarram…
dedos,
no devagar a debruçar nas áfricas roucas onde o ar e as águas ocultam janelas e
as formas dos lugares uns nos outros, em nós o corpo faísca, ás vezes
levita-se, outras tu sussurras e eu fico ilumidada e então atravessamos o mundo
vertiginoso. Os
sítios nunca param, nadando em carne por entre as gargantas e a língua
fechando-me no teu rosto, a minha lua maior queima-te a saliva
viva, amo-te! O torso e o canto no meu rosto , na sombra, onde bebo
numa infusa e intima orgia. Em mente a sede se forma e o acto no centrodoce,nos lábios rosados, perfilados, suados pela seiva no soprar de um
sussurro quente,, abrasadoramente barbara. A boca em chama se desata nas cordilheiras da
minha. Embriaguez porvindoura,sedosa,
lenta na raiz a rosa, exaltando tesos tesões entre as c oxas primitivas que
vibram encandeando cores e aromas, onde desabalam as águas e as longas fomes, a
mão dita entreo caos e o abrupto
sentido quando te abres«
" Existemmundos num
corpo. Árduasluas quese exaltam por uma porta a meiodo terrível espaço, a confusão.
Evapora-se o centro e o mundo abranda em soneto, onde com
evidenciasinto a presa na carne, aque me prende ao lugar, com dentes ponte
agudosdeixando-me em transe o espaço, a
congerminação exaltada da minha realidade, translúcida, aqui,tão viva, fora de um nu outro lado, o mundo
onde o sol é arrancado ao espelho, onde se pousa o meu corpo, e passa ao Ser,
paisagem, diáfana, recuscitando todo ofogo, ávido meu corpo fixandoos
sorvedouros,os Astros ao tremulo da
minha pele…
O corpo fermenta matéria e mil pontas no destroçar da mão garra.
A dor das coisas é o medo fremindo. O que sinto para além da carne, nos ralos
do sangue, no tragar da respiração entre os elementos vivos. Eu o instrumento
da matéria que arranca á língua o rosto e os olhares que aspiram-me em
ilusórias conspirações, pensativos os outros passam pela minha rua e me aspiram
sem saber, me respiram no querer escorar, encurralarnas gradações da mente á qual obedecem em
aterragens inconsequentes…
Luisa Demétrio Raposo
A ideia nos meus poente molhametáforas e os úteros imortais da carne.
Louca,em cima a pulsar repercute entre
o abandono e a cortesã personagem que por mim inteligentemente congermina-se. O
pensar sangra obsessivamente palavras renascidas em
cios que gravitam pelos (meus) equadores baixos, em ondas que se estilhaçam e
escorregam pela desordem que é o meu corpo.
Entre o abandono que
entrança a linguagem, existemcénarios
sem gestos nem falanges, perspectivas no acolhimento, pálpebras, gôndolas_______iluminadas
por uma extensa inspiração, decorrente, um rio de sangues, irrigado___ escutam-me
as palavras que assimétricas, descem húmidas no latejar halo.
O fogoem arcadas e
imolações sobre acabeça, esta coisa que
rima o espargir da vida e morde-me em
toda a minha húmida carne.______________num grito indígena o palco é o mundo
onde o meu isso acontece e se trava a marcha a ler_________o ar permissivo
olha-me e me olha os fundos da noite, brava e infinitamente cruel. O texto é a
memória da boca em desiquilibrio, os círculos nómadas, as cartilagens que gemem
para lá das minhas cisternas interiores________________a cama onde os órgãos
crescem e as rotações bobeiam as silhuetas, junatemnte, secretamente, e os
sexosfelinos criptam-se___________ a
cama, omeu endereçoamante, do equlibrio e desiquilibrio, em
volta, a precepitação, volta, sem rosto…
Louca a dor superlativa e esconde a fluência dos movimentos teus; sexo; sexualidade; onde morro na terra abstracta na eternidade do peso da argamassa
lambida; negra a ferruadela que cobres nas tuas bruxelas estreitas na dormência que sonhas e onde te sonho numa era violenta e fervorosa nas cruas ansias em fogo; ardêncio que decresce nas torres em torno do pêlo carvão onde se assomam os testiculos que me caçam as bocas entre um ou dois movimentos circulares nas palpebras da tesa pele mansa; meles; mel a incorporar-me em; incorporar o verbo que queima a língua e fode nua a memória da tua noite nossa superlativa agarrada à nuca a uma imagem onomatopeia que expira sexo respira sexo e cama na canela dos lábios fecundos a tocar as nuas imagens enrolhadas que abraso no olhar a cada letra que aqui escrevo ou transcrevo do teu lugar opaco onde recordas os ensinos na minha sombra faísca; almíscar ofuscante em brasa que nos enlaça e abrasa as respirações numa ardência alta onde o carvão é o nosso ambíguo fogo caçador aumentado pelas minhas nuas africas em ti; a minha selva em pólvora; íman.
{SALMÃO, entre as forma poliglotas da língua se desabotoa no rio aceso,
descendo, entre os esquadros, continuamente, nafraseologia HÚMIDA, incerta nas cavidades a descobrir }
A PELE se dependura, animal, na gaze a língua, SALMÃO,
fecunda e viajante...
Treme o sangue a roçara crispação que se lambe num enxame,
nos mamilos, em osmose. Os SEIOS e a seda dança, crespa, selvagem, múltipla,
luxuosa e eu SORVO-ME neles. Isolando os prados em prantos, gemeres abismais exitados,
esfuziantes,que na respiração se exibem,
líquenes. Obturada a mão MUSA acende a estrela e a massa cravada a recebe em
movimento. Fica assim. Gulosa na dança pelas roupas e a nudez. Duplamente CORPO
e remoinho…
Nos lugares opacos a
carne fica iluminada!
Os DEDOS inventam imperscrutáveissílabas. Narinas e curvas tensas numa fronte
de beleza em labaredas e uma ABERTURA salgada se desfralda em citadinas avenidas de prazer. Os
bífidos sentidos onde os teoremas se
ajoelham e rendem em pistas marítimas, dorsosonde as COXAS põe a luzir as falanges: onde o meu sal se deita, cresce e
alojaessa força que trago dentro de
mim, nua, em quadris quetua boca expele
transpira, húmida como a escrita em carne, SALMÃO, respira e transpira desde
ofundo da página ao grito que se
despenha e se entorna na água QUENTE que transborda de onde me arranco o DENTRO
e escrevo. As palavras em sexo e as VAGINAS furiosamente ENTORNADAS nesta página,
radiando o que na mente ARDE e nos lembrares treme.
Paragens gráficas o
SALMÃO desce, no meio cresce. Sei que toco o desvastador, em sinos que desmaiam
as raias, a braçada quente. Beijo-te por dentro. A BOCA no chão. O branco da
matéria deixando-nos em BRASA os LÁBIOS, na sagacidade dos sítios, e o incêndio
não sabe que estás algures na paisagem que ergues em múltiplas tragadas, na
VULVA alta, alimento, pura. Tremendo no meu mundo ou no aroma aterrada a colher
rotativa a substancia primária. Delicada. Tão ABERTA que apanha toda a rósea
LÍNGUA dentro no SEXO desabrochada.
A bexiga planta e discursa laços, acolhimentos, corpúsculos nas vertingens agora
poltronas do meu, do nosso, SALMÃO em total desalinho, perto do Porto. ONDEo rebuço ruge agudo os rasgões de LANHA em LANHA.
A choupa pulsa o umbigo. Redondo. A conjuntura chupando um
CLITÓRIS, femenino, a carne em círculos debruçada. Brilha, Branco o TESÃO, côncavo grita, geme relâmpagos entre o
óleo táctil, no profundo das águas ardentes, o HAUSTO idioma e as efervescências
hieroglíficas_____________________ENTRANDO.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
"Não existem braços na monstruosa distancia. Existem memórias no percurso feminino. _Quero ser eterna nos parentises de uma tragada deflagrada! _Sou eterna em fogo bruto que se extenua dentro. Não conheço outra realidade, embora habite inumeras dimensões delirantes. No vazio multiplicando______ a submissão de um pensar em fundo resplandente. Os tactos panoramicos intactos entre os lençois que deambulam seduções. Sobre o tempo instantaneo os rasgos na pele, ainda ferve uma intensa cheia de prelongados passos aferrados na Orgíaca estrídula.
ÁCIDOS__ laivos na dimensão suspensa, irregular, embaciam a permanência, sinais para um novo impluso, onde os sexos são a ordem na desordem..."
Luisa Demétrio Raposo
«Gosto de viver no meu mundo imaginário, por isso, nunca estou bem em lado algum, porque não consigo encontrar um mundo (imaginário) igual ao meu. Isso leva-me a muitas mudanças, à instabilidade e também à inquietação constante.
Estou cada dia mais distante de tudo e de todos...»
Luisa Demétrio Raposo
(...) Pontes aos braços por onde folheie as desavindas carnes pensantes. Os dedos incompletos. Cravados entre mim e a obra que gostaria de pensar e que espalhada em mim, se sugere como um instrumento invocando.
Ouço-a dizer que;
através dos nervos se entalam e se estendem criações inteiras...
« A demência pousa lenta no meu memorial mulher »
Ocupa-me um centro. Mexe nas minhas salas já desarrumadas e quebra todos os engarrafamentos delgados.
Da minha boca cercada envolvida em ossos dedelares e outras astronomias é possivel ainda amar para fora da terra, a mesma de muitas àguas. Fonte de músicas frias e pequenos viveres. Todos abertos me aguardam.
Oiço grito nas paredes laterais do branco que se entorna em abundância pela minha página...