terça-feira, 9 de outubro de 2012
*
"Eu, sou neste mundo, um único verbo. O Inferno entre imagens e árduos poemas.
Eu, a fenda feminina, que arranco dos lábios a boca e o nada"
Luisa Demétrio
lávicas enseadas_II
"Nas noites largas, os azuis plantados. O abismo que alimenta as Musas, ponto a ponto, nos furos de um lume estelar estendido entre carnes turvas, nua Vulva________acende-se o cabelo. em redor, grandes os nós e os Astros; tudo em tudo"
Luisa Demétrio Raposo
*
"A poesia, essa seiva que alimenta a vocação do humano. abrindo e fechando seus internos rios separando-lhes a noite e as suas cruas ribeiras internas em veias abrasadas. chamas que lhes escaldam os eclipses e o despedaçar, numa turca Orgia"
L.D.R.
lidíma
Os respirares, aos genitais arrancam vertigens entreabertas, gritando.
Em roncos_________ as paisageennsssss, sobeemmm…!
*sinto as tuas deslocadas em mim coadas. Os respirares em desordem (fodem) As mãos na demorada entre as intenções.(fodem) fachadas. Amplaassss.(fodem) Estancam o pulsar. Escoaammm a viagem em cenas, na filmagem animaalll que se organiza entre a peleeee.(fode-me!) Aahhhhhhh__________ o texto flui___________Electrocutando-
...
*O arfar dobra-se. E eu. Sento-me sobre o teu estridente tejo e toda a tua eternidade entra dentro de mim. em circunvalação nada o rodo. E os dois em numero aguardam o leite em orbita___________queima-me sobre os milhares e milhares de fundos que percorrem o composto das minhas porcelannaaassss_____________e
“O astro____________ em força e combustão em volta, na volta esplendendo o oculto e absinto centro, embarcando-nos inteiramente________na arquitétura dos tecidos vivos. istmos.
do corpo;
- Descerra o rosto e o desiquilibrio das seivas que aguardam abertas, os buracos, dilatados entre o meu ventre e o resina do teu cio”
(continua)
luisa demétrio raposo
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
empíreas
dois cálices sobre a cama perfeita, e todo o seu atrevimento alcança. dissipam-se entre os cetins extemporâneos os genitais, esculturas que transmitem os arrebatamentos do meu e teu perímetro sexual.
à entrada, insularmente,as tonalidades purulentas dos tufos negros nos astros e mastros pubianos mudam o cio vibrátil e convulso ocultando a exterior a pele rósea, âncora e devorante, onde se empinam as línguas rápidas que metrificam o oxigénio transitorio do ventre a invadir incestos e um astro terreno a que denominamos quarto lugar, porque nos arrasta para o seu corpete aberto escrevendo em nós a seiva de um só mundo que aperto entre pernas, nas letras deste texto que bate dentro de um tempo o sangue e os instintos de um coração deitado num sitio forte.
o semén orquestra e invade ...
encharcando o silêncio dos nados lábios em circunferencias estonteantes
expiram absintos em pianos de um tranco erótico enclavinhado e desaparelhado sobre o dorso quente do pénis.
A. Àgua Ardente, torrencial apurando cegamente o coito nos canais gráficos em inumeros murmurios e travessias, bordões lucíferos, exaltados bailando em planas emanações.
vergam-se OS estouvamentos nas portas de um beijo, nas escarpadas de um desejo que nos trilhos de um fogo deixaram niquelados ás densidades em combustão...
gracejam-se pálpebras.
e os anis voam, balançando no soluço similarmente entre os sexos agora arregaçados num parapeito odorífero.
crescem as últimas transparencias antes da erosão entre os corpos, que se separam em histéricas respirações...
Luisa Demétrio Raposo
expiram absintos em pianos de um tranco erótico enclavinhado e desaparelhado sobre o dorso quente do pénis.
A. Àgua Ardente, torrencial apurando cegamente o coito nos canais gráficos em inumeros murmurios e travessias, bordões lucíferos, exaltados bailando em planas emanações.
vergam-se OS estouvamentos nas portas de um beijo, nas escarpadas de um desejo que nos trilhos de um fogo deixaram niquelados ás densidades em combustão...
gracejam-se pálpebras.
e os anis voam, balançando no soluço similarmente entre os sexos agora arregaçados num parapeito odorífero.
crescem as últimas transparencias antes da erosão entre os corpos, que se separam em histéricas respirações...
Luisa Demétrio Raposo
sábado, 6 de outubro de 2012
lávica enseada
Décibeis, sinto-as, na leitura explicita do teu corpo exposto á malévola fervente que se avizinha. sonetos repovoam vermelhos, amargos, fremindo e os adornos brancamente pontilhados, férteis onde o deserto alfabeto rebenta.
Do trono, escarlate, calabouços manobram entre os inumeros paladares libertados, em páginas, nos dias onde eu espero a seiva amante,a que semeia nos meus lábios o prazer em raios e desordens;
“ um beijo é talento na arte de um mundo húmido. relevos que esperavam pelas aberturas de dentro. sentidos ficando em transe, restritos ao corpo exaltando. olhares se contorcendo pintando a atmosfera circundante de lacre e uma curva suspirantemente geme.
Sinto ainda hoje os confins a latejar, o centro, num espelho impaciente, abaixo do meu silêncio, ardendo...
Do trono, escarlate, calabouços manobram entre os inumeros paladares libertados, em páginas, nos dias onde eu espero a seiva amante,a que semeia nos meus lábios o prazer em raios e desordens;
“ um beijo é talento na arte de um mundo húmido. relevos que esperavam pelas aberturas de dentro. sentidos ficando em transe, restritos ao corpo exaltando. olhares se contorcendo pintando a atmosfera circundante de lacre e uma curva suspirantemente geme.
Sinto ainda hoje os confins a latejar, o centro, num espelho impaciente, abaixo do meu silêncio, ardendo...
e queimando os quadris abrutamente em incursões cheias de àgua, carcere em lamas vaginais…
O soalho tremia, imortal, no aprofundar dos sóis. No frenético uivar dos verbos que ressucitavam silêncios, deitando sal e coroação em lugares recondidos, alagando insonias e baixios loucos.
O vermelho rasga-se, a meio, os lábios em terramoto abertos beijando-se adentro escrevendo e cruzando as mamíferas temporas que estalavam, maduras, infinitas.
o orgasmo é a máxima recordação que possuo desse sismo. “
Luisa Demétrio Raposo
O soalho tremia, imortal, no aprofundar dos sóis. No frenético uivar dos verbos que ressucitavam silêncios, deitando sal e coroação em lugares recondidos, alagando insonias e baixios loucos.
O vermelho rasga-se, a meio, os lábios em terramoto abertos beijando-se adentro escrevendo e cruzando as mamíferas temporas que estalavam, maduras, infinitas.
o orgasmo é a máxima recordação que possuo desse sismo. “
Luisa Demétrio Raposo
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
No queimar dos pátios, os círculos génios reluzem e se levantam nas mãos, Astros. O mundo é o meu instante imenso, a ponte, o grande céu, os genitais em escarpas… o abismo, que nas manhãs respondidas se incrusta nos meus orgãos doces__________ repousando, logo ali, o terrível sangue, deslumbrante, húmido, oculto, denso, afiando toda a minha carne em solidão e montes, radiando soberbo as madeiras e o deitado ferro, perfurando-me as internas noites que oiço gritar, aqui, dentro.
L.D.R.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
lepidopteras
perfeitas as palavras quando carboníferas.
Assim como as Deusas que nelas
encerram íngremes palavras e a sua aparição contigua"A poesia, essa seiva que alimenta a vocação do humano. abrindo e fechando seu internos rios separando-lhes a noite e as suas cruas ribeiras internas em veias abrasadas. chamas que lhes escaldam os eclipses e o despedaçar, numa turca Orgia"
Luisa Demétrio Raposo
sábado, 22 de setembro de 2012
Sulcos
"Ardua inteligência de um fogo, leopardo, que no embrenhar, a carne dilacera e aí permanece maior e desfere os raios perfilando em sonambolas perguntas nocturnas.
( fervo)
Alcanço-te do ar a atadura e os teus passos centopieas. Anonimos. Envoltos em entradas e saidas que devoram os nossos fôlegos juntos. O amargo predador dos orificios explode e delimita cruzando toda a reveleção dos intensos abismos interminaveis entre nós dois. No sigilo degolo-te a braguilha, ociosameeennnttttteeeeeee…
Chove no meu cio e nas ruas as águas correm côncavas sobre o olhar inominavel de um Astro cuja matérias cresce na imagem de mente, alagando tudo o que a demência humana pode húmidificar entre as virilhas, rudes, entre os pêlos, a vulva transmite e tudo em mim transforma. Estás dentro e não sabes. Tu o remoinho que me rebenta em braçadas altas… e não sabes que o meu mar se encontra aberto, descoberto, entre o Sal mergulhador que salga volumes e volumes de águas toda a manilha, num diametro erótico.
Tu não sabes… e dentro… não falas… mal respiras… centrifugo… inteiro, entre cada pausa muscular_______________aaaaaaa
Psicadelicas enxertias invadem-me os sangues e espereito-te nas, as bilabiais talhas. Sabes, as minhas bocas plantaram óleos______________perfumes ilícitos que te aguardam e ascendem todos os teus crus suores, nos defrontes comeres, lembras!??
Lembraaaaaaaaaa… que tudo começa no invisivel mexo e rápido se despenha até ao fundo, humílio."
Luisa Demétrio Raposo
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
leopardas sílabas [manuscritas
" na escrita o supremo é imaginar…
“ sentir pupila a pupila, no marulhar dos dias esquecidos a beleza entre os sexos húmidos deitados no mar de leito. Sopranas, as bocas, seus hálitos vêem o fogo movido no inebriamento e se arrebatam-se uma una á outra, cosidas á força de mil labaredas.Os fluidos acendem-se nos braços, entre os nós das carnes e o sangue faísca ao som de qualquer palavra leviana...
mente. Nos espelhos a imagens de duas linhas, paralelas em fulcro, no começo de um arremesso. As partes brilhando. Morrendo húmidas. Brilhando. A loucura soberana alangado todo os poros. Os sexos rugindo ecos. Em sitios dentro bebendo de leite e comendo-se na claridade que ainda não jorra.
Os olhos são, as portas dançando e se unindo. Abrindo os quatro céus ao cerne da libertação das polpas, quase quase maduras…
A vulva queima, no seio do seu terrível escuro onde o pénis bebe grandemente, bebedeiras, desforradas em insónias e trevas imediatas. A foda é a expansão aluada de um sangue em forma de falo que mergulha abruptamente no ritmo que tudo ilumina, e de quem dela bebe, se embriaga tal como o pénis bebedor…
O amargo queima a língua no vórtice da sua acidez fertil. Na languidez perfida. Na volúpia intuitiva do sexo. A teia fecha-se, desentranhando as plumagens. Na vulva as águas espraem-se selvagens entre as imagens e a constelação. O sexo sorve-as. Fundamente e arranca-as porque tudo nelas afoga-se inevitavelmente em fogo.”
Os olhos são, as portas dançando e se unindo. Abrindo os quatro céus ao cerne da libertação das polpas, quase quase maduras…
A vulva queima, no seio do seu terrível escuro onde o pénis bebe grandemente, bebedeiras, desforradas em insónias e trevas imediatas. A foda é a expansão aluada de um sangue em forma de falo que mergulha abruptamente no ritmo que tudo ilumina, e de quem dela bebe, se embriaga tal como o pénis bebedor…
O amargo queima a língua no vórtice da sua acidez fertil. Na languidez perfida. Na volúpia intuitiva do sexo. A teia fecha-se, desentranhando as plumagens. Na vulva as águas espraem-se selvagens entre as imagens e a constelação. O sexo sorve-as. Fundamente e arranca-as porque tudo nelas afoga-se inevitavelmente em fogo.”
O tempo é então selado nos lugares altos e se transforma em profundas crateras . Nu desejo e ali permanece infinitamente dentro. As coadas respiram, agora, rencostadas no papel, na minha página, aqui escrita, transcrita na mente, essa musa, a Deusa que em mim suspira na imovel branca folha de papel…"
Luisa Demétrio Raposo
Luisa Demétrio Raposo
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
efígie II
"meus desejos são pássaros que nas tuas coxas gemem vermelhos e escarlates redondos e cheiros que em cio chovem sobre a linha curva da vagina imensa bato nela a língua e um forte delírio sobre o tudo e a terra atiçada porque eu amo esta fome e este teu campo afogado onde as ondas orgásticas rolam no entra e sai que envolve e dissolve o circuito ardente enterrando duros e belos fôlegos nevoeiros que contrastam impetuosos o açafrão a nua índia e os pelos negros que se cosem por toda a parte formando uma cordilheira africana nas frases penso os dedos que pelo ânus martelam a visão entre as temperaturas e todo o sorvedouro de um lado para o outro tu és uma abertura onde meus pássaros voam e cruzam o sexo entre as faúlhas e a carne viva onde agora se encurvam os meus desejos unidos á pulsante riscada"
Luisa Demétrio Raposo
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Efígie
"A mão quadriqulada ensombra-se as paredes
leitosas o abismo disfarçado na insónia dos lábios provocam as rosáceas na luz
retalhada ardendo em paradigmas a mente se transforma em calabouço onde se
desagregam furiosamente todas as minhas pontes que me ligam a ti todos os
exitares as faíscas abandonadas e todos os nossos restauros interiores incompleto
o meu aqui sobrevoa e freneticamente recordo os fundos e todas as cenas da
noite a treva e o silêncio de duas bocas que amam a soberba cratera côncava onde
destranco o meu tesão e o teu hálito com a noite em cima a carne única embacia o céu aberto á exaltação o caos amadurece e ordena á única demência o coração o grito por onde
propagam os itenerários e os ciclos
barbaramente cavalgando entre o sangue corrente das veias maníacas e sedentas
Fornalhas
orçando nos olhos sentindo afundar o espaço negro rebelde que
dentro em mim floresce a tua boca o meu céu o interior da tinta em absorção
dentro dos astros faíscando as aberturas do nosso beijo cercado o fundo subterrâneo
onde as tuas palavras são os gatilhos fluídos e diálogos que em mim se
resplandecem________________imagino o assombro no teu rosto na carne que em ti
está viva entre os improvisos gigantescos
da noite que em ti corre corre como uma caçadora de sons e de gritos; as bocas
falam nos improvisos de uma rota em
ribanceiras onde se desentranham os sexos esses túmulos onde nos entrerramos uma
na outra e uma una á outra e ensaboamos os vivos gânglios e todos os sons que
respladecem sobre os fluidos em marcha, ao fundo"
Luisa Demétrio Raposo
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
inchada em Carne Quente
A minha boca tem luas que queimam, onde o sangue bombeia o
ar levantado na tua braguilha;
Idiomas na geometria
pátria, a cordilheira escarlate que fermenta
a musa, onde te concentras e o tesão de abismo em abismo nos olha
comendo, devorando o vermelho.
As mãos sobre as
coisas, afastam de mim a inocência e trazem de ti um falo em carne violenta na
animalidade do acto. As palavras paridas em seiva sobre a decifração que
ressoa, por cima do escuro em torno dos
baixios, onde a germinalidade une a
metamorfose dos pulsares das duas translatórias línguas, a exploração mutua que
vêm do corpo explode exibindo uma cratera crepitante entro os nossos quatro
braços ferozes fechados no abismo infinitamente prismático, devorador.
Ângulos se desenham sobre os gemeres peregrinos que íngremes
triunfam entre os nossos contactos em brasa.
Resinas ecoam como águias,
anunciando os miasmas profundos, renques de esperma cingindo por um rio lento
que se encontra em mim própria, no sentir ronco dos espelhos, no sitio onde os
murmuros brotam águas ardentes no sangue
metido. Nas massas ímpares, tudo se torna leve, do lado quente da água,
abrasada e que devora um pénis por inteiro, rompendo pela frente o acto e o
estado natural da carne que urde no
fecho ôrganico de um Astro atravessando
outro Astro.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
semiluna
O
corpo é o instrumento encerrado na palavra. Desapareci. Nas deslumbradas
estações á beira cio onde o sexo, o meu
grande sonhador existe. Suspenso. Em compulsivas fontes, onde os pensamentos
crescem antes da luz.ondas gigantes, inomináveis, gritos sobre o tronco, o
mastro na sedução, nas noites impressas. O prazer vocabular, secreto, a inventar núpcias em lugares
fascinados, em olhares descobridores. Dialectos escorrem na pureza dos líquidos
sentados no tempo que abrasa-me a roda
interior.
A vulva__________minha mãe, ao teu colo
escrevo árias anónimas do subsolo. Há que ser carne, menbrana de uma lua,
viva em baixo das pupilas engomadoras, que
piscam na malha o ventre e dão largas ás correias para cercar, a
mulher no tesão visitada. a beleza de um buraco nos poros de uma imagem altamente erótica. os
laivos, o poder ronco, a força, o espelho que mergulha em tragos suaves nos
agarrando á cama onde as bocas escoam no escuro o sabor pleno, amargo onde se
renasce e se morre amplamente após o devorar num orgasmo
Luisa Demétrio Raposo
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
minuet
»do corpo transparece a porta sensualidade que me despe as palavras em
andamento- o solar secreto da pele no meio dos hemisférios que expiram sítios e nos
devoram em tudo no tudo que agarram…
dedos,
no devagar a debruçar nas áfricas roucas onde o ar e as águas ocultam janelas e
as formas dos lugares uns nos outros, em nós o corpo faísca, ás vezes
levita-se, outras tu sussurras e eu fico ilumidada e então atravessamos o mundo
vertiginoso.Os sítios nunca param, nadando em carne por entre as gargantas e a língua fechando-me no teu rosto, a minha lua maior queima-te a saliva viva, amo-te!
O torso e o canto no meu rosto , na sombra, onde bebo numa infusa e intima orgia. Em mente a sede se forma e o acto no centro doce, nos lábios rosados, perfilados, suados pela seiva no soprar de um sussurro quente,, abrasadoramente barbara.
A boca em chama se desata nas cordilheiras da minha. Embriaguez porvindoura, sedosa, lenta na raiz a rosa, exaltando tesos tesões entre as c oxas primitivas que vibram encandeando cores e aromas, onde desabalam as águas e as longas fomes, a mão dita entre o caos e o abrupto sentido quando te abres«
" Existem mundos num
corpo. Árduas luas que se exaltam por uma porta a meio do terrível espaço, a confusão.
Evapora-se o centro e o mundo abranda em soneto, onde com
evidencia sinto a presa na carne, a que me prende ao lugar, com dentes ponte
agudos deixando-me em transe o espaço, a
congerminação exaltada da minha realidade, translúcida, aqui, tão viva, fora de um nu outro lado, o mundo
onde o sol é arrancado ao espelho, onde se pousa o meu corpo, e passa ao Ser,
paisagem, diáfana, recuscitando todo o
fogo, ávido meu corpo fixando os
sorvedouros, os Astros ao tremulo da
minha pele…
O corpo fermenta matéria e mil pontas no destroçar da mão garra.
A dor das coisas é o medo fremindo. O que sinto para além da carne, nos ralos
do sangue, no tragar da respiração entre os elementos vivos. Eu o instrumento
da matéria que arranca á língua o rosto e os olhares que aspiram-me em
ilusórias conspirações, pensativos os outros passam pela minha rua e me aspiram
sem saber, me respiram no querer escorar, encurralar nas gradações da mente á qual obedecem em
aterragens inconsequentes…
Luisa Demétrio Raposo
A ideia nos meus poente molha metáforas e os úteros imortais da carne.
Louca, em cima a pulsar repercute entre
o abandono e a cortesã personagem que por mim inteligentemente congermina-se. O
pensar sangra obsessivamente palavras renascidas em
cios que gravitam pelos (meus) equadores baixos, em ondas que se estilhaçam e
escorregam pela desordem que é o meu corpo.
Entre o abandono que
entrança a linguagem, existem cénarios
sem gestos nem falanges, perspectivas no acolhimento, pálpebras, gôndolas_______iluminadas
por uma extensa inspiração, decorrente, um rio de sangues, irrigado___ escutam-me
as palavras que assimétricas, descem húmidas no latejar halo.
O fogo em arcadas e
imolações sobre a cabeça, esta coisa que
rima o espargir da vida e morde-me em
toda a minha húmida carne.______________num grito indígena o palco é o mundo
onde o meu isso acontece e se trava a marcha a ler_________o ar permissivo
olha-me e me olha os fundos da noite, brava e infinitamente cruel. O texto é a
memória da boca em desiquilibrio, os círculos nómadas, as cartilagens que gemem
para lá das minhas cisternas interiores________________a cama onde os órgãos
crescem e as rotações bobeiam as silhuetas, junatemnte, secretamente, e os
sexos felinos criptam-se___________ a
cama, o meu endereço amante, do equlibrio e desiquilibrio, em
volta, a precepitação, volta, sem rosto…
Luisa Demétrio Raposo
sábado, 18 de agosto de 2012
íman
Louca a dor superlativa e esconde a fluência dos movimentos teus; sexo; sexualidade; onde morro na terra abstracta na eternidade do peso da argamassa
lambida; negra a ferruadela que cobres nas tuas bruxelas estreitas na dormência que sonhas e onde te sonho numa era violenta e fervorosa nas cruas ansias em fogo; ardêncio que decresce nas torres em torno do pêlo carvão onde se assomam os testiculos que me caçam as bocas entre um ou dois movimentos circulares nas palpebras da tesa pele mansa; meles; mel a incorporar-me em; incorporar o verbo que queima a língua e fode nua a memória da tua noite nossa superlativa agarrada à nuca a uma imagem onomatopeia que expira sexo respira sexo e cama na canela dos lábios fecundos a tocar as nuas imagens enrolhadas que abraso no olhar a cada letra que aqui escrevo ou transcrevo do teu lugar opaco onde recordas os ensinos na minha sombra faísca; almíscar ofuscante em brasa que nos enlaça e abrasa as respirações numa ardência alta onde o carvão é o nosso ambíguo fogo caçador aumentado pelas minhas nuas africas em ti; a minha selva em pólvora; íman.in NYMPHEA
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
SALMÃO
{SALMÃO, entre as forma poliglotas da língua se desabotoa no rio aceso, descendo, entre os esquadros, continuamente, na fraseologia HÚMIDA, incerta nas cavidades a descobrir }
A PELE se dependura, animal, na gaze a língua, SALMÃO, fecunda e viajante...
Treme o sangue a roçar a crispação que se lambe num enxame, nos mamilos, em osmose. Os SEIOS e a seda dança, crespa, selvagem, múltipla, luxuosa e eu SORVO-ME neles. Isolando os prados em prantos, gemeres abismais exitados, esfuziantes, que na respiração se exibem, líquenes. Obturada a mão MUSA acende a estrela e a massa cravada a recebe em movimento. Fica assim. Gulosa na dança pelas roupas e a nudez. Duplamente CORPO e remoinho…
Nos lugares opacos a
carne fica iluminada!
Os DEDOS inventam imperscrutáveis sílabas. Narinas e curvas tensas numa fronte de beleza em labaredas e uma ABERTURA salgada se desfralda em citadinas avenidas de prazer. Os bífidos sentidos onde os teoremas se ajoelham e rendem em pistas marítimas, dorsos onde as COXAS põe a luzir as falanges: onde o meu sal se deita, cresce e aloja essa força que trago dentro de mim, nua, em quadris que tua boca expele transpira, húmida como a escrita em carne, SALMÃO, respira e transpira desde o fundo da página ao grito que se despenha e se entorna na água QUENTE que transborda de onde me arranco o DENTRO e escrevo. As palavras em sexo e as VAGINAS furiosamente ENTORNADAS nesta página, radiando o que na mente ARDE e nos lembrares treme.
Paragens gráficas o
SALMÃO desce, no meio cresce. Sei que toco o desvastador, em sinos que desmaiam
as raias, a braçada quente. Beijo-te por dentro. A BOCA no chão. O branco da
matéria deixando-nos em BRASA os LÁBIOS, na sagacidade dos sítios, e o incêndio
não sabe que estás algures na paisagem que ergues em múltiplas tragadas, na
VULVA alta, alimento, pura. Tremendo no meu mundo ou no aroma aterrada a colher
rotativa a substancia primária. Delicada. Tão ABERTA que apanha toda a rósea
LÍNGUA dentro no SEXO desabrochada.
A bexiga planta e discursa laços, acolhimentos, corpúsculos nas vertingens agora
poltronas do meu, do nosso, SALMÃO em total desalinho, perto do Porto. ONDE o rebuço ruge agudo os rasgões de LANHA em LANHA.
A choupa pulsa o umbigo. Redondo. A conjuntura chupando um
CLITÓRIS, femenino, a carne em círculos debruçada. Brilha, Branco o TESÃO, côncavo grita, geme relâmpagos entre o
óleo táctil, no profundo das águas ardentes, o HAUSTO idioma e as efervescências
hieroglíficas_____________________ENTRANDO.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
"Não existem braços na monstruosa distancia. Existem memórias no percurso feminino.
_Quero ser eterna nos parentises de uma tragada deflagrada!
_Sou eterna em fogo bruto que se extenua dentro. Não conheço outra realidade, embora habite inumeras dimensões delirantes.
No vazio multiplicando______ a submissão de um pensar em fundo resplandente. Os tactos panoramicos intactos entre os lençois que deambulam seduções. Sobre o tempo instantaneo os rasgos na pele, ainda ferve uma intensa cheia de prelongados passos aferrados na Orgíaca estrídula.
ÁCIDOS__ laivos na dimensão suspensa, irregular, embaciam a permanência, sinais para um novo impluso, onde os sexos são a ordem na desordem..."
Luisa Demétrio Raposo
_Quero ser eterna nos parentises de uma tragada deflagrada!
_Sou eterna em fogo bruto que se extenua dentro. Não conheço outra realidade, embora habite inumeras dimensões delirantes.
No vazio multiplicando______ a submissão de um pensar em fundo resplandente. Os tactos panoramicos intactos entre os lençois que deambulam seduções. Sobre o tempo instantaneo os rasgos na pele, ainda ferve uma intensa cheia de prelongados passos aferrados na Orgíaca estrídula.
ÁCIDOS__ laivos na dimensão suspensa, irregular, embaciam a permanência, sinais para um novo impluso, onde os sexos são a ordem na desordem..."
Luisa Demétrio Raposo
«Gosto de viver no meu mundo imaginário, por isso, nunca estou bem em lado algum, porque não consigo encontrar um mundo (imaginário) igual ao meu. Isso leva-me a muitas mudanças, à instabilidade e também à inquietação constante.
Estou cada dia mais distante de tudo e de todos...»
Luisa Demétrio Raposo
(...) Pontes aos braços por onde folheie as desavindas carnes pensantes. Os dedos incompletos. Cravados entre mim e a obra que gostaria de pensar e que espalhada em mim, se sugere como um instrumento invocando.
Ouço-a dizer que;
através dos nervos se entalam e se estendem criações inteiras...
« A demência pousa lenta no meu memorial mulher »
Ocupa-me um centro. Mexe nas minhas salas já desarrumadas e quebra todos os engarrafamentos delgados.
Da minha boca cercada envolvida em ossos dedelares e outras astronomias é possivel ainda amar para fora da terra, a mesma de muitas àguas. Fonte de músicas frias e pequenos viveres. Todos abertos me aguardam.
Oiço grito nas paredes laterais do branco que se entorna em abundância pela minha página...
E tu o que ouves quando me lês!? (...)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O ROSTO
É princípio, em várias formas. Toca-me sempre a largada sensível . Na minha, cabeça é o delírio, nos teus lábios doce mente u animal. O espaço obtuso dentre o ar e a multidão em carne.
Os átomos invandem, a unir a turbulência íntima do espasmar, que , por si fertil, escreve as multiplicidades de uma razão, seja ela excessiva ou quiça não...E, é neste baixo raio que se desmatam nus teatros, consumados, no dia , na hora, no segundo. No agora. Por todos. Us lados que À minha voltejam.
Originários!
Fecundo o arrepio silêncio, a ventania [me] fode u imaginar. O Rosto, é, solitário varre totalmente a geometria, nos olhos em confronto. Na língua a devassidão é e é sempre preciso penentrar anónima nela. Macia pluma . travessa. Lambe, molhada, para foder a vocação. O texto. A elegancia bruta das palavras. Cruas. Ah, a língua. No rosto que abrasa e que pensam sobre mim.
Que...
Queima...!
in NYMPHEA
Luisa Demétrio Raposo
Rosto
É princípio, em várias formas. Toca-me sempre
a largada sensível . Na minha, cabeça é o delírio,
nos teus lábios doce mente u animal. O espaço obtuso
dentre o ar e a multidão em carne.
Os átomos invandem, a unir a turbulência íntima
do espasmar, que , por si fertil, escreve as multiplicidades
de uma razão, seja ela excessiva ou quiça não...
E, é neste baixo raio que se desmatam nus
teatros, consumados, no dia , na hora, no segundo.
No agora. Por todos. Us lados que À minha voltejam.
Originários!
Fecundo o arrepio silêncio, a ventania [me]
fode u imaginar. O Rosto, é, solitário varre totalmente
a geometria, nos olhos em confronto.
Na língua a devassidão é e é sempre preciso
penentrar anónima nela. Macia pluma . travessa.
Lambe, molhada, para foder a vocação. O texto.
A elegancia bruta das palavras. Cruas. Ah, a língua.
No rosto que abrasa e que pensam sobre mim.
Que...
Queima...!
sábado, 28 de julho de 2012
" ...o mundo me alarga nos braços.
Com boca na boca e a vulva que engole os suores roucos e prometidos. Fogo e milhares de exercicios
gladiadores.
O clitóris injectada confidencias inconstantes, contrabandeia tesão e volúpia. Fixamente inspira. Suspira. Fode propagações e espasmos nos amanhãs elétricos que o destino em nós, corpo, semeia. "
in NYMPHEA
sexta-feira, 27 de julho de 2012
o fogo traça percurso cénico em travessias pantanosas
(...) derrames desenfreados desaparelham ígneas enceadas pélvicas. a hombridade servidora da boca imponente que despoja dentes em cardume arrebatando sílabas á garganta fálica do órgão.
maconha esfomeada, apócrifo rente á alfaia concêntrica dos funiculares respiros ardentes.
- Ha! os ardentes pulsares equidistantes de uma penetração urde e salitrosa onde o leite afiança orgasmos nos hisbicos cilíndricos dos sexos.
indica-se perfilados bebedouros na polidez esponjeira dos olhares mais assediadores e conjerminados pela abundancia sustentados.
os girinos indefesos a invadir as paredes e todas as conversações e parabolas ignoradas por todos os inquisidores de textos nítidos.
(a minha morada é ameassadoramente vulcânica aos odores virginais. as metaforas imobilizam as masturbações circulares das aventuradas mulheres que se deixam anular pela felicidade amplexa de um orgasmo)
não sou eu que vos escrevo, é a excrescência bruxula no atoleiro de uma gruta domadoramente falante e imperiosa.
- o fogo, desertoras no dedilhar rotatório que extravia os alicerces das estatuas amontoadas em despenhados cenários tirânicos...
- o fogo liberta o calafrio e solta a sede das lavas epidermicas e nos entrelaça num suor exaltado e urdeiro. Engrandece o prazer nas teias de uma desejo em sítios comedores .
[AH! pudesse eu fazer chegar a todos os corredores amanuences os meus sentires e aniquilar as luas prisioneiras que balanceiam cervas de um castrar que carboniza as virilhas em vitrais encalços]
(...) o meu delírio arde, espelha-se o olhar, os séculos, degrau a degrau erguem-se e nele a escadaria húmida nus meus Múltiplos Astros…
o meu delírio é, alguém predatório que procuro no silêncio profundo de um foco transparente. Límpido, cheio de reflexos invasivos e viseiras que guinam o amargo, o meu delírio tinge e atinge em mim os montes e vales submersos nas carnes trémulas onde sustento a futura palavra em batimentos e adágios gigantes.
Plinio, terrível, o meu delírio ardente na loucura, nas águas esticadelas que em mim se evaporam e reaparecem no sangue que antecipa o corpo monstruoso, o espelho dextro, sonâmbulo.
A linguagem, minha, È delirante!...
Uma onda, imemoral que rebenta entre os meandros quentes, difundidos, secretos, subtis, tensos na translucida brutalidade do Astro em delírio__________ ele é a minha palavra, aquele onde me encontro profunda de lírio em lírio. Onde a fera cresce e aumenta, o delírio geométrico, ganítico! Um naufrágio(...)
o meu delírio é, alguém predatório que procuro no silêncio profundo de um foco transparente. Límpido, cheio de reflexos invasivos e viseiras que guinam o amargo, o meu delírio tinge e atinge em mim os montes e vales submersos nas carnes trémulas onde sustento a futura palavra em batimentos e adágios gigantes.
Plinio, terrível, o meu delírio ardente na loucura, nas águas esticadelas que em mim se evaporam e reaparecem no sangue que antecipa o corpo monstruoso, o espelho dextro, sonâmbulo.
A linguagem, minha, È delirante!...
Uma onda, imemoral que rebenta entre os meandros quentes, difundidos, secretos, subtis, tensos na translucida brutalidade do Astro em delírio__________ ele é a minha palavra, aquele onde me encontro profunda de lírio em lírio. Onde a fera cresce e aumenta, o delírio geométrico, ganítico! Um naufrágio(...)
Luisa Demétrio Raposo
sábado, 21 de julho de 2012
“O Teu ébano gigante borda-me os dias e as fontes, todos os éteres impossíveis. O nada absoluto atravessa o meu pretexto tempo. Incrustada na acção, o sonho respira, e prolonga-se no escuro que suspende paisagens, apertando-me completamente às colinas de um impulso concreto, difundido entre os nossos pensares espaços. Sonhos e outras matrizes ininterruptas.”
Ouve-se o recamado dos passos. Debruça-se a dia. Põe-se a caminho o ímpeto e outros arfares e se viram os gestos um para o outro…
(ela)
O rosto abre-se na treva de um único sentido. Encontro-me suspensa entre os lábios sorvedouros que arrebatadoramente unem-se para constelarem espiráculos. Efervescências. Gorjeios detonam-se nas valetas molhadas das línguas que elevam-se entre as vistas e os olhares, com..ple…ta…mente pegadas…!
…num plexo fálico, a tenaz hemisférica de um membro que mergulha e amplificando as ilhargas num silêncio soerguido…
(ele)
A sede dentilha profundamente no bosque mordente, num seio em plena ferragem.
O beber interminável, articulando o desembarcar nos obeliscos, entre, entra para se consagrar hipnotizador… na ponta com medo de roçar. O som mergulho devagar debaixo entrando num espaço negro.
(ela)
O cantar .levanta-se em cima. O cantar levanta-se em baixo e o pénis em cauda abre o som incessantemente pelas metáforas em liberdade.
O frenesim é a odisseia que banha os suores licores que nos trópicos lugares descalça.
{dele}
-ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…
O gorgulhar entre as lactescências narcóticas da mente cobertas de sexo e arrastões.
{dela}
- aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…
Na rebentação das resinas ardentes a estelar. (Ela) vêm-se no terramoto que enrola-se grande nos lugares que se moveram entre um céu sílico e onde se desejava o brotar das águas repuxadas em cúpula.
(Ele) em todos os nus lugares, inextricável;
- ahhh!... Como custa falar deste selvagem sentir violentamente arrastado cegamente entre todos os meus lugares completamente deslumbrados…
[nele]
no ópio que prolifera entre os áridos ares e eriçadas os corpos nus se rasgam em massas puras. Faz-se a separação dentro do céu denso entre o sangue e os lugares.
[nela]
Em fenómenos de tanto poder e delicadeza entre os idiomas genitais que se unificaram para se despedaçarem em violentos e profundo lumes, encharcando os órgãos vivos em químicos suados que se devoram enquanto duros até ao núcleo da ultima respiração, ardentemente brota do cume inchado das carnes…
Luisa Demétrio Raposo
Nos empórios de um olhar se escondem fornalhas despenhadas e o ar silêncio.
As faíscas brilham entre os campos vastos repletos de árvores diluvianas, descaindo suas ramas pelos terrenos afígies. Flores e ninhadas de rubis. Cavalos. Passáros. E o Astro completavam o anfiteatro.
Camélias desbocavam, desbocam aqui e acolá. Margaridas. Papoilas fenícias entre a visão do agora e a ereção da natureza divina. Tua…
Extasiada, Petúnia caminhou entre a vegetação fugaz. O Azul cobriu o céu e em reflexos surdos o círculo síbalo nas cimalhas dos Cristais. Tecedeiras, as sombras que entre os gritos mudos sopram salvas e asteriscos. O céu á boleia de um olhar, pelos orfantes nostálgicos, batimentos interiores, a respiração reflexa na luz arregaçada. O vermelho rigoroso de um coração silenciosamente libertino, procurando embarques, trajétorias e proliferações, provérbios entre a solidão pressentida nas alucinações sem nome. A ilusão plantada vinha. O tempo escorre aplainando o silêncio. Suposto em todos os espaços, batendo. Percorrendo-me na gota de um mundo que voa sobre o sonho ainda quente. Porta a porta. A dança infloresce primordialmente, o desassossego rasgo, a convulsão infinita, verbal, ontem, os espelhos dispersos expiram desnudares. Ataduras. Crivos. O vermelho arbóreo no percurso de um fogo faiscante brota hisbicos nas exalações medusas. As virgulas escolhidas e alcatroadas em nascentes nos vendavais indecifráveis, no pulsar que se desata intacto nos verões vivos onde o cio regista a luz, o canto e os guizos de um sexo em circunspecção.
Odin azougado toca-me tocando-se em curvas pela cinta pequena, absoluta por ali abaixo onde longamente atravessa tudo no instante batente. A amparar trilhos galopantes…
A ravina é mestre na vagina das mulheres quando em alámos friccionadas anunciam-se predadoras e ogivas perseguidoras. Brilham quando abertas. Fundidas. A carne violenta na manobra, fecha-te os olhos e as coisas que te vêm…
A ilusão plantada vem sem descanso num rio de suspiros e sincronias aladas a bailes que tornneiam loucamente, verticalmente, planadoramente todos os gestos vibratórios de um pénis em crua vassalagem. Fruto das águas que tombam intensas entre a sede e o espaço opaco da minha floresta que segrega hálito em alicerces que esgrimam os nossos dois reflexos sôfregos em rituais intermináveis, os abraços rejuvenescidos, a cadência dos gritos em nossos mares que gladiam infinitos…
Luisa Demétrio Raposo
* contos
quarta-feira, 18 de julho de 2012
(...) A minha solidão é um lugar tremendo. implacável. Sou o astro túrgido e incompriensivel aos olhos do comum mortal. A minha vida é uma tela desarrumada inexprimível. a Ilusão ancoradora do barro recortado no silêncio hábito, o mesmo que silência-me perfurando-me em todos os tecidos vivos. Alimentando-me a loucura, a mesma que explode no meu sangue num mergulho disperso, alucinada...
Trago em mim a ameaça, intraduzivel na boca de qualquer Zeuz.
Sou um lugar tenebroso, onde somente o meu eu, consegue habitar (...)
Luisa Demétrio Raposo
Que me importam as sombras vagas nos espantos!?
Que me importam o gemer eterno das raizes sobre o chão ignoto num mar amplo em que tu és o Deus perene em altos escapares em vida larga.
Que me importa o fragor vivo docanto que resguarda de todos os meus flagelos e inumeras chuvas onde se anunciam as lunares falésias...
È terrivel a fatalidade dos dias!
Nos meus dias.
Os dias anões, queimando-me redondezas.
As Asas!
...
A Flauta somente sobra, na roupa que não amas pelos orificios da demência.
Que importa o som se o arco outrora uma especie de elástico queima no golfar da pancada do sangue atrás, na forma, suprema e rotativa de uma fenda leve e lenta...
Que importa o mar onde os dias se atrevem num mudo compacto em carne rude e víscera!?
Que importa a mim o nunca mais repouso grande e mortal do medo rio, oferecido sem descanso ao ser Humano!?
Que importa!?
sobre os altos pés que atulham o caminhos e o meu desejo perene e curvo!?
Como gostaria que os meus dias tivessem sangue e força por onde se beberia ramais e fieiras de um sopro coberto de aguardares e potentes gritos desordenados. é morta ainda a minha inocencia. é morta num céu que apavora e conserva a miséria gasta dos meus passos gastos em ecos, através das minhas letras acídas no monte da mesa onde repousam debaixo os meus pés, os mesmo dos passos gastos pelos cumes altissímos onde nenhum sol ousa brilhar ou cantar para mim num pórtico inclinado do vestido cheiro que embriaga as gotas no mar da noite...
Que importa vos, pergunto eu!?
se um ponto de vista se encostou longuínquamente a mim!?
Que me importam o gemer eterno das raizes sobre o chão ignoto num mar amplo em que tu és o Deus perene em altos escapares em vida larga.
Que me importa o fragor vivo docanto que resguarda de todos os meus flagelos e inumeras chuvas onde se anunciam as lunares falésias...
È terrivel a fatalidade dos dias!
Nos meus dias.
Os dias anões, queimando-me redondezas.
As Asas!
...
A Flauta somente sobra, na roupa que não amas pelos orificios da demência.
Que importa o som se o arco outrora uma especie de elástico queima no golfar da pancada do sangue atrás, na forma, suprema e rotativa de uma fenda leve e lenta...
Que importa o mar onde os dias se atrevem num mudo compacto em carne rude e víscera!?
Que importa a mim o nunca mais repouso grande e mortal do medo rio, oferecido sem descanso ao ser Humano!?
Que importa!?
sobre os altos pés que atulham o caminhos e o meu desejo perene e curvo!?
Como gostaria que os meus dias tivessem sangue e força por onde se beberia ramais e fieiras de um sopro coberto de aguardares e potentes gritos desordenados. é morta ainda a minha inocencia. é morta num céu que apavora e conserva a miséria gasta dos meus passos gastos em ecos, através das minhas letras acídas no monte da mesa onde repousam debaixo os meus pés, os mesmo dos passos gastos pelos cumes altissímos onde nenhum sol ousa brilhar ou cantar para mim num pórtico inclinado do vestido cheiro que embriaga as gotas no mar da noite...
Que importa vos, pergunto eu!?
se um ponto de vista se encostou longuínquamente a mim!?
sexta-feira, 13 de julho de 2012
"...pedaços de carne na mão que ouve e sorde a foice; a largura transpira múltipla o lanço animal, o lençol corpo. o epicentro no nexo trilhado; na lembrança e eu escrevo-te toda das mãos que em Ti escorregam, fechadas por indícios e sistemas de palavras no sexo; entro no sexo. ergo-te perante a minha verdade corporal, porque TU és a mó; o sentir vertigem, eterno no meu abdicar de asas.
Pedaços de coração nas palavras que aperto contra o meu quanto entre mim e as folhas em carne, ceifando para ti as letras na grande glande, nas cores mergulhada, nos meus estreitos soando. Sentada..."
Luisa Demétrio RaposoVer mais
Pedaços de coração nas palavras que aperto contra o meu quanto entre mim e as folhas em carne, ceifando para ti as letras na grande glande, nas cores mergulhada, nos meus estreitos soando. Sentada..."
Luisa Demétrio RaposoVer mais
segunda-feira, 9 de julho de 2012
"Os lábios animais no discurso de um tempo...
O céu adentro, hábil a gravitação assanhada da língua em movimento. A pressa, faiscante. Soldada e cheia de extremo a extremo e as pálpebras em queda nos arrastam numa loucura arborizante…
As mãos exiladas tudo cercam e as margens entre nós derrubam-se cercando-nos em contagio nas frases orgânicas que embelezam a forma cilíndrica, no agora naufragante…
O poema se liberta. Ilusionista por entre a fortaleza da púb...is.
O ar felídeo, anatómico pelos timbres de um fogo que transborda pelos corpos e mantos… ah se os acordes falassem que diriam eles dos nossos respirares ilícitos?
No inicio sempre existe o verbo, depois ele aquece e se torna incandescente, ardendo, ardente, em fogo, num parêntise latente que bate, e se torna Infinito."
continua...
Luisa Demétrio Raposo/2012
(inédito)Ver mais
O céu adentro, hábil a gravitação assanhada da língua em movimento. A pressa, faiscante. Soldada e cheia de extremo a extremo e as pálpebras em queda nos arrastam numa loucura arborizante…
As mãos exiladas tudo cercam e as margens entre nós derrubam-se cercando-nos em contagio nas frases orgânicas que embelezam a forma cilíndrica, no agora naufragante…
O poema se liberta. Ilusionista por entre a fortaleza da púb...is.
O ar felídeo, anatómico pelos timbres de um fogo que transborda pelos corpos e mantos… ah se os acordes falassem que diriam eles dos nossos respirares ilícitos?
No inicio sempre existe o verbo, depois ele aquece e se torna incandescente, ardendo, ardente, em fogo, num parêntise latente que bate, e se torna Infinito."
continua...
Luisa Demétrio Raposo/2012
(inédito)Ver mais
quarta-feira, 6 de junho de 2012
PETÚNIA
Quanto mais Odin me empurra mais me entranho no sol do sol, nos dias anfíbios, anárquicos, os desalinhos onde me vou exprimir.
A chuva devora-me as sombras absortas do céu. O ar, corvo, em mim vem pousar. A carne amar se abre nas raias do conflito frontispício.
Sentada á tua porta, na nitidez da estrela me consumo, num buraco interno, bastardo a que chamo sangue e que vive longínquo nas Fenicías.
Parada, vejo-te sorrir na leitura impossível no mundo que existia e agora é teu. Diante de mim a possível frase, a eternidade dum rosto onde a tua imagem se alinha.
Soprada, materna, movida nos meandros, sussurrando-me madrepérolas, valquirias e fundo claros, a luzir secretamente. Ténue. Nascerás comigo.
«PETÚNIAS as escarpas geométricas das insígnias nos orvalhos. Cortando ao meio a noite hiemal. Extasiantes centelhas, sopram, imaturas, a alusão num tempo interpretado…
Desaparecendo. Aparecendo. Nos silêncios inexplicáveis das nuvens quando sobem ilícitas nas madrugadas impressas nu elegíaco, correndo contra a noite desembarcadora de fábulas e narcóticas ranhuras, gatilhos e outros furos semiabertos…
E quanto mais Odin me empurra mais me entranho no despedaçar que sou. Nos dedos abertos que circulam como ilhas despenhadas em destroços compêndios, na implosão limite, no corpo sonâmbulo que compõe as sombras e o teu rosto que me gerou lá onde não existem dilúvios mas tão somente alfabetos…»
Luisa Demétrio Raposo
A chuva devora-me as sombras absortas do céu. O ar, corvo, em mim vem pousar. A carne amar se abre nas raias do conflito frontispício.
Sentada á tua porta, na nitidez da estrela me consumo, num buraco interno, bastardo a que chamo sangue e que vive longínquo nas Fenicías.
Parada, vejo-te sorrir na leitura impossível no mundo que existia e agora é teu. Diante de mim a possível frase, a eternidade dum rosto onde a tua imagem se alinha.
Soprada, materna, movida nos meandros, sussurrando-me madrepérolas, valquirias e fundo claros, a luzir secretamente. Ténue. Nascerás comigo.
«PETÚNIAS as escarpas geométricas das insígnias nos orvalhos. Cortando ao meio a noite hiemal. Extasiantes centelhas, sopram, imaturas, a alusão num tempo interpretado…
Desaparecendo. Aparecendo. Nos silêncios inexplicáveis das nuvens quando sobem ilícitas nas madrugadas impressas nu elegíaco, correndo contra a noite desembarcadora de fábulas e narcóticas ranhuras, gatilhos e outros furos semiabertos…
E quanto mais Odin me empurra mais me entranho no despedaçar que sou. Nos dedos abertos que circulam como ilhas despenhadas em destroços compêndios, na implosão limite, no corpo sonâmbulo que compõe as sombras e o teu rosto que me gerou lá onde não existem dilúvios mas tão somente alfabetos…»
Luisa Demétrio Raposo
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Carta Erótica da Srª Poesia ao Pénis Astro
"Poesia é uma inteligência, empolgante, empolgada, viva na turbulência entornada, no [meu] nome transfigurado. Consanguíneo. Nos amplos quadris, onde se alojam Impérios, que, se laceram sobre a minha cabeça, inclusa e arremessada dentro da vulcanica névoa, pulsando, à distancia o teu rosto na minha carne implantado, que implora o exprimir das minhas cruas escarpas, no meu enlace maternal,... onde húmidos e escarlates, os lábios se desvaneiam num indefinido desejo oculto em nós.
O acto corre na paisagem, na personagem em ti explicita e obsessiva, num tumulto fundo, onde o meu poder te enche nas prosas que em mim tanto despes. Lívido. Na minha abertura interior. Onde te concentras, trémulo e seguro das labaredas que em ti ardem e nos afundam num tempo que não é de ninguém, porque a poesia é um nome largo, um astro que nos queima, nos perfura em jorros, as folhagens quentes. Transparentes na brasa. Em brasa. Que em nós geme, explodindo, geme, comprimidas, gemem numa manhâ infinita, renascente, geme e tudo se espalha num impulso longo e caído no tempo e nas coadas das palavras. Gemendo odores nominais. Limbos translúcidos. Seivas compactas. Um espigão negro que devora (nos) areas actuais, abraçado a uma pauta rápida, em areas reais, desdobradas no silêncio delirante, na pele. Da nossa pele, em figuras de estilo. Nos baixos ventres. Da pele. Transportos na gota, na vulva, onde escorrega, um êxtase horizontal, e a vida secreta de um poema...
O nosso!... (...)
Luisa Demétrio Raposo
O acto corre na paisagem, na personagem em ti explicita e obsessiva, num tumulto fundo, onde o meu poder te enche nas prosas que em mim tanto despes. Lívido. Na minha abertura interior. Onde te concentras, trémulo e seguro das labaredas que em ti ardem e nos afundam num tempo que não é de ninguém, porque a poesia é um nome largo, um astro que nos queima, nos perfura em jorros, as folhagens quentes. Transparentes na brasa. Em brasa. Que em nós geme, explodindo, geme, comprimidas, gemem numa manhâ infinita, renascente, geme e tudo se espalha num impulso longo e caído no tempo e nas coadas das palavras. Gemendo odores nominais. Limbos translúcidos. Seivas compactas. Um espigão negro que devora (nos) areas actuais, abraçado a uma pauta rápida, em areas reais, desdobradas no silêncio delirante, na pele. Da nossa pele, em figuras de estilo. Nos baixos ventres. Da pele. Transportos na gota, na vulva, onde escorrega, um êxtase horizontal, e a vida secreta de um poema...
O nosso!... (...)
Luisa Demétrio Raposo
terça-feira, 10 de abril de 2012
valquíria

«PETÚNIAS as escarpas geométricas das insígnias nos orvalhos. Cortando ao meio a noite hiemal. Extasiantes centelhas, sopram, imaturas, a alusão num tempo interpretado… Desaparecendo. Aparecendo. Nos silêncios inexplicáveis das nuvens quando sobem ilícitas nas madrugadas impressas nu elegíaco, correndo contra a noite desembarcadora de fábulas e narcóticas ranhuras, gatilhos e outros furos semiabertos…
E quanto mais Odin me empurra mais me entranho no despedaçar que sou. Nos dedos abertos que circulam como ilhas despenhadas em destroços compêndios, na implosão limite, no corpo sonâmbulo que compõe as sombras e o teu rosto que me gerou lá onde não existem dilúvios mas tão somente alfabetos…»
quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Dentro do meu sexo a tua voz requer palavras; palavras nas quais eu balouço e gravito.Onde o odor insensato, balbuceia rápido palavras onde me rasgo e tudo, meu amor, tudo me abala dentro delas. Palavras onde todo afundas, e ardes cheio de gritos que mergulham e ao mesmo tempo fogem das formas, nos bordos raiados a vermelho... tão translucidamente..."
in "NYMPHEA"
terça-feira, 3 de abril de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
o fogo traça percurso cénico em travessias pantanosas

derrames desenfreados desaparelham ígneas enceadas pélvicas. a hombridade servidora da boca imponente que despoja dentes em cardume arrebatando sílabas á garganta fálica do órgão.
maconha esfomeada, apócrifo rente á alfaia concêntrica dos funiculares respiros ardentes.
- Ha! os ardentes pulsares equidistantes de uma penetração urde e salitrosa onde o leite afiança orgasmos nos hisbicos cilíndricos dos sexos.
indica-se perfilados bebedouros na polidez esponjeira dos olhares mais assediadores e conjerminados pela abundancia sustentados.
os girinos indefesos a invadir as paredes e todas as conversações e parabolas ignoradas por todos os inquisidores de textos nítidos.
(a minha morada é ameassadoramente vulcânica aos odores virginais. as metaforas imobilizam as masturbações circulares das aventuradas mulheres que se deixam anular pela felicidade amplexa de um orgasmo)
não sou eu que vos escrevo é a excrescência bruxula no atoleiro de uma gruta domadoramente falante e imperiosa.
- o fogo, desertoras no dedilhar rotatório que extravia os alicerces das estatuas amontoadas em despenhados cenários tirânicos...
- o fogo liberta o calafrio e solta a sede das lavas epidermicas e nos entrelaça num suor exaltado e urdeiro. Engrandece o prazer nas teias de uma desejo em sítios comedores .
[AH! pudesse eu fazer chegar a todos os corredores amanuences os meus sentires e aniquilar as luas prisioneiras que balanceiam cervas de um castrar que carboniza as virilhas em vitrais encalços]
maconha esfomeada, apócrifo rente á alfaia concêntrica dos funiculares respiros ardentes.
- Ha! os ardentes pulsares equidistantes de uma penetração urde e salitrosa onde o leite afiança orgasmos nos hisbicos cilíndricos dos sexos.
indica-se perfilados bebedouros na polidez esponjeira dos olhares mais assediadores e conjerminados pela abundancia sustentados.
os girinos indefesos a invadir as paredes e todas as conversações e parabolas ignoradas por todos os inquisidores de textos nítidos.
(a minha morada é ameassadoramente vulcânica aos odores virginais. as metaforas imobilizam as masturbações circulares das aventuradas mulheres que se deixam anular pela felicidade amplexa de um orgasmo)
não sou eu que vos escrevo é a excrescência bruxula no atoleiro de uma gruta domadoramente falante e imperiosa.
- o fogo, desertoras no dedilhar rotatório que extravia os alicerces das estatuas amontoadas em despenhados cenários tirânicos...
- o fogo liberta o calafrio e solta a sede das lavas epidermicas e nos entrelaça num suor exaltado e urdeiro. Engrandece o prazer nas teias de uma desejo em sítios comedores .
[AH! pudesse eu fazer chegar a todos os corredores amanuences os meus sentires e aniquilar as luas prisioneiras que balanceiam cervas de um castrar que carboniza as virilhas em vitrais encalços]
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
o corpo é um tear de núcleos

Dentro ressurgem epílogos dispersos, bulícios, traqueiantes campos áridos e planicies que devoram o sémem e os uivos que delimitam as ínsignias indomáveis.
Nascemos sexo. O nosso corpo é um fecundo passageiro, um corso de àguas extenuado e invertido nos burilados escalavrados sulcos. Uma cratera extensa de natureza vulcanizada. Nardos poros. Nardos obliquamente redemoinham nas iniciais de uma faísca em penetração. O sexo é a constelação arterial, onde cada imagem nossa se fecha em cada coisa. Furiosamente. Se abre em cada coisa.
O mundo me alarga nos braços.
Com boca na boca e a vulva que engole os suores roucos e prometidos. Fogo e milhares de exercicios gladiadores.
O clitóris injectando confidencias inconstantes, contrabandeia tesão e volúpia. Fixamente inspira. Suspira. Fode propagações e espasmos nos amanhãs elétricos que o destino em nós, corpo, semeia.
Luisa Demétrio Raposo
Nascemos sexo. O nosso corpo é um fecundo passageiro, um corso de àguas extenuado e invertido nos burilados escalavrados sulcos. Uma cratera extensa de natureza vulcanizada. Nardos poros. Nardos obliquamente redemoinham nas iniciais de uma faísca em penetração. O sexo é a constelação arterial, onde cada imagem nossa se fecha em cada coisa. Furiosamente. Se abre em cada coisa.
O mundo me alarga nos braços.
Com boca na boca e a vulva que engole os suores roucos e prometidos. Fogo e milhares de exercicios gladiadores.
O clitóris injectando confidencias inconstantes, contrabandeia tesão e volúpia. Fixamente inspira. Suspira. Fode propagações e espasmos nos amanhãs elétricos que o destino em nós, corpo, semeia.
Luisa Demétrio Raposo
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Império de Calores

As minhas tonturas amélias, desertam nas emplanstações de uma página fecunda e abóbada, no bordel que em mim carrego indomável. Entre a paulada da escrita, orgástica, num império de calores, lentamente incendiados nas páginas centrifugados no meu alvoroço mandíbular, desmedidadmente amplexo e hospedeiro nos desejos oblíquos .
Amar-me no resumo simbólico e desassossegado onde a luz remexe desfiladeiros, turbinas e as minhas guerlas declivosas, inaudiveis aos demais, fulminadas pelas palavras arrebatadas e estridentes que nas madrugadas ressoam o desnudar do sémem numa escorrencia dotada... e o cheiros em raios socalcam os ares efervescentes que me rodeiam e atraem entre as masmorras do dia que haverá de nascer nos dicionários da mija aurora...
Discretamente;
camélias entre os delírios atoleiros que ludribiam o fogo e a inesgotável glande vertical. tal como num grito a vulnerabilidade cheia de inspiradores alfandegas, onde ática, a Camélia naufraga no beijo e se isola no manhã, infalível.
Camélias na ejaculação das ataduras invejosamente dispostas no tentacular olhar duplo e penetrante, que percorre reflexos carregados de línguas e janelas ângulares.
E num rastro de bocas guardo a fronteira entre o teu púbis guerreiro e os meus pintalgados bâtons forquilhadores.
O esperma é somente o rastilho que abre portas para outro oceano subterraneo.
Esbulhados o s meus dedos descaem no solo desta página, fulminantes, se enforcam em solo espasmódico:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!...
Luisa Demétrio Raposo
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
ABSINTOS [Dois Pénis Empinados]

(...) um pénis epavoa ranhuras de um anus colecionado em incêncios purulentos. Um par de sombras em circulos engomados no silêncio dos pintelhos nus onde cios estelares entram e auscultam a vagina dum chão delirante. Os moinhos cordilheiros em falésias transformam as confidencias excentricas e antecipados da inssaciavel mutabilidade de um cativeiro epidérmico onde tridimencionalmente ambos os desvãos balançam em transições destemidas...
as mãos em gomos fundeiam a cabeça e os anseios abocanham nas palavras o litoral fertelizado das mós giratórias do desembarcadouro.
invertidos, os polos espiam o mais indule dos lancinantes pensares. Os lábios imponentes do Pénis em brasa na demarcação embalada. Ilimitada. Incandescente. Rastejante. Magnetizado. Aborígene como todos os Pénis são, quando iluminados na cordoagem fatídica de um pénis forquilhador num rio aceso nas alfaias exaltadas da erótica Vagina. Aos pares os dois misturam insubordinações vigilantes no cavalgar amplexo que emacipa os sexos negros batedores que libertam as circunferencias das madrugadas silênciosas no sémem liquido em gemas libidinosas que escorrem sobre a gravidade de um lençol pêndulo.
orgíaca eterna de um tesão fresco nas espirais das pubis negras onde ascendem rizomas reservadas ao corrimento interno das ereções emigratórias de um Pénis inexpremivelmente encastoado sobre ogivas pontilhistas e incessantes...
Absinto, seguidamente o tempo viuvo do espaço fluvial das nómadas e multiplicadores rugidos extintos no sémem fascicular das náguedas colas em álamos perseguidas e abotoadas...
Absintos, gigantestos nas florestas pubianas num do outro nu outro manuscrito lastro onde eclodem mordeduras e miragens...!
(...)
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
pétrio

(...) Tesões estalam. Minhas bocas abertas. Resplandecente. Gritando. Desenfeicham-se membros erectos nos bravos delirios dum ventre. Acendem-se camas embrionárias e tornam-se geométricamente vermelhas, nos bosques do erotismo, onde crescem jardins leves e ardentes, em buracos fortes, pulsantes ao som firme, nas frutas redondas que descem em bocas maduras. Numa elegância violenta. Magnifica. Expelida nos coitos e nos anais do mundo.(...)
Luisa Demétrio Raposo
Subscrever:
Mensagens (Atom)



































